Tradução de Cláudia Gerpe Duarte
Aqueles que possuem Plutão na Décima Segunda Casa tiveram um desejo acentuado e direito de dissolver todas as barreiras que possam impedir a incorporação do seu poder individual ao todo cósmico a fim de vivenciar ou compreender a Fonte Suprema do poder. Essas barreiras podem ser de natureza emocional, intelectual, física ou espiritual. A necessidade evolutiva de eliminar todas as antigas barreiras que possam impedir a identificação individual direta com a Causa Primeira exigiu que esses indivíduos se envolvessem com um sistema transcendental de crenças por meio do qual o processo de espiritualização pudesse ou possa ocorrer.
Houve um desejo e uma necessidade de buscar e compreender valores, crenças ou um conhecimento que transcendam o tempo e o espaço, e que também transcendam valores baseados na cultura. Enquanto que o arquétipo da Décima Casa ou de Capricórnio produziu a compreensão da mortalidade do indivíduo a partir de um ponto de vista egocêntrico, Plutão na Décima Segunda Casa ou em Peixes produz o conhecimento ou a compreensão da imortalidade do indivíduo, do infinito a partir do ponto de vista da Alma. A Décima Casa ou Capricórnio está correlacionada com o tempo e o espaço. Peixes e a Décima Segunda Casa com a intemporalidade e o infinito. O processo de expansão que basicamente começou na Sexta Casa e em Virgem culmina na Décima Segunda Casa e em Peixes através da metamorfose que produz uma fusão do ego individualizado com a Causa Primeira.
Em decorrência disto, os indivíduos com Plutão na Décima Segunda Casa chegarão a esta vida com um profundo sentimento interior de que estão sobre um precipício. Atrás deles está a luz do mundo conhecido (seu passado, e o que simboliza a cultura, o tempo e o espaço); e à sua frente repousa a escuridão do infinito; o abismo (seu futuro, e o que simboliza a intemporalidade e o Universo). Ao se erguerem sobre o precipício, esses indivíduos enfrentam escolhas a respeito de que direção tomar para trás, para frente, ou permanecer sobre o próprio precipício, paralisados, sem poderem avançar em qualquer direção.
As decisões que o indivíduo tomou no passado influenciarão o que será vivenciado nesta vida com relação a este desejo, desígnio e necessidade evolutivos. As escolhas determinarão em que estado ou condição o indivíduo se encontrará nesta vida.
Precisamos descobrir como, o indivíduo respondeu a este desígnio evolutivo anterior. Como em todas as casas e signos, os desejos que coexistem em Plutão e na Alma, um de retornara Causa Primeira, o outro de se separar da Causa Primeira, interagem para determinar as reações e os impulsos do indivíduo. Entretanto, com Plutão na Décima Segunda Casa, a própria natureza da necessidade evolutiva anterior era se fundir ou se identificar com a Fonte da Criação; de universalizar ou espiritualizar.
Por conseguinte, a própria essência da identificação egocêntrica dentro do indivíduo estava sendo eliminada e dissolvida. Qualquer forma ou aplicação de separação da Causa Primeira esteve sujeita a esse impulso evolutivo fundamenta] de dissolver os desejos de separação. As três reações fundamentais a este processo evolutivo da Décima Segunda Casa descreverão escolhas que levarão a ações, e por conseguinte às condições evolutivas e kármicas que essas pessoas irão vivenciar nesta vida.
Antes de detalharmos essas três reações e suas conseqüências, vamos analisar as experiências internas e externas mais comuns que esses indivíduos enfrentarão como resultado do desígnio evolutivo anterior. De um modo geral, a maioria deles exerceram um certo grau de resistência ao impulso evolutivo de se fundir e se identificar com a Causa Primeira. A resistência desencadeia ciclos de confusão, desorientação, alienação e desintegração em graus variados de intensidade durante todas suas vidas.
A separação, não importa qual a forma através da qual se manifesta, produz a resistência e a repulsão ao processo de fusão e de entrega. Os tipos de desejo de separação implicam que a maioria desses indivíduos possuem um medo inconsciente de perder o controle das suas vidas de alguma maneira. Conseqüentemente, quase todos os indivíduos com Plutão na Décima Segunda Casa podem se agarrar desesperadamente a qualquer coisa de natureza individualizada a fim de se sentir no controle das suas vidas. E contudo, em virtude do impulso evolutivo, eles também vivenciam a sensação interior de que não importa o que tenham individualizado e ao qual tenham fornecido uma identificação pessoal, não se trata realmente deles, não há uma identificação. Existe algo mais; um elo perdido no qual não conseguem pôr as mãos. Sob um aspecto cíclico, essa sensação interior se intensifica e se torna mais dominante na consciência dessas pessoas.
À medida que isso ocorre, tem lugar a confusão, a alienação e a dissociação. Esses indivíduos se sentirão, bem no fundo, intrinsecamente difusos e não integrados durante esses ciclos. Em decorrência disto, muitos se identificarão excessivamente com um único elemento ou aspecto de si mesmos, e manifestarão tudo o mais através desse aspecto a fim de induzir um senso de individualidade contra a tela de fundo da difusão interior. Em alguns casos, esses indivíduos se identificarão ou assumirão as crenças, as causas ou a identidade de um subgrupo dentro do todo coletivo a fim de criar esse senso de individualidade egocêntrica. Esta área ou aspecto de identificação recebe um enorme poder porque serve como a maneira e o veículo para que eles se relacionem consigo mesmos como indivíduos egocêntricos.
©1985 by Jeff Green
Título Original: Pluto — The Evolutionary Journey of the Soul
Direitos em língua portuguesa, para o Brasil, adquiridos à Llewellyn Publications — USA pela Editora Objetiva Ltda., em 1991.
Editora Objetiva Ltda. — Rua Jardim Botânico, 114 CEP 22461 Rio de Janeiro, RJ Telefones: (021) 266-4389 e 266-0154 Telefax: (021) 246-8787
Capa: Luciana Mello Revisão: Ivone Carvalho da Silva 1992 10987654321
SUMÁRIO
Capa – Orelha - Contracapa
Prefácio por Noel Tyl........................................................................ X
Preâmbulo por Alan Oken................................................................. XIV
Introdução ........................................................................................ XIX
Primeiro Capítulo: Plutão: A Jornada Evolutiva da Alma ............
A Casa, O Signo e o Ponto de Polaridade de Plutão ............. 3
Plutão e o Eixo Nodal ........................................................... 12
Plutão em Aspecto com o Eixo Nodal .................................. 19
Plutão em Conjunção com o Nodo Sul.................................. 19
Plutão em Conjunção com o Nodo Norte ............................. 23
Plutão em Quadratura com o Eixo Nodal ............................. 24
Planetas em Aspecto com o Eixo Nodal ............................... 27
Plutão em Aspecto com Outros Planetas
Plutão e as Quatro Condições Evolutivas Naturais
As Três Reações ao Impulso Evolutivo
As Quatro Maneiras Pelas Quais Plutão Afeta a
Evolução nas Nossas Vidas
Plutão Retrógrado
Plutão — Uma Reflexão Posterior
Segundo Capítulo: Plutão Através das Casas
Plutão é o símbolo planetário que está relacionado com o processo evolutivo a partir do ponto de vista coletivo e individual. Ele é a força motriz, a causa primeira, ou a energia fundamental ao qual todos os outros fatores planetários estão ligados. A pergunta do cliente "Por que estou aqui, e quais as lições que devo aprender?" subentende o fenômeno da evolução na vida da pessoa. As idéias, métodos e técnicas apresentados neste livro oferecem sugestões a respeito de como podemos ajudar o cliente com relação a esse tipo de pergunta. Esta abordagem é simplesmente apenas um filtro a mais a ser colocado sobre nossos óculos astrológicos para que possamos ver mais claramente a resposta a essas perguntas de evolução pessoal e coletiva.
Esta abordagem será útil na identificação do contexto evolutivo passado de qualquer indivíduo, por que ele teve esse passado, e como esse passado condicionou o indivíduo ao atual estado de condições da sua vida. Ao compreendermos o desígnio evolutivo da Alma, seremos capazes de identificar as lições evolutivas que são representadas nesta vida por qualquer indivíduo. O desígnio ou as lições evolutivas da vida atual permitem ao indivíduo crescer e evoluir no processo da sua própria transformação; crescer e evoluir de alguma maneira a cada momento no tempo. Ao compreender o contexto evolutivo do passado, entenderemos as razões ou o "por quê" das lições particulares indicadas em qualquer mapa de nascimento. Ao compreender o passado evolutivo coletivo (da humanidade) seremos capazes de entender o presente coletivo, bem como as decisões que a humanidade têm que tomar e que criarão o futuro. Mais do que isto, compreenderemos como o passado criou, moldou, ou condicionou as escolhas que temos que fazer em cada momento presente, e porque temos que fazer essas escolhas específicas.
Plutão está relacionado com o âmago, o núcleo e a penetração e a fusão de qualquer coisa — a base das bombas nucleares e similares. Ele também está relacionado com os fenômenos de defesa, ou a própria defesa, seja qual for o motivo. Plutão também tem relação com a maneira como usamos nossos recursos e os dos outros.
Com Plutão em Escorpião, essas correlações naturais, bem como as questões que elas representam, estão nitidamente no processo de serem ampliadas e intensificadas. O ponto de polaridade de Escorpião é Touro. Touro representa no seu arquétipo mais profundo e essencial (do ponto de vista coletivo e individual) o instinto da autopreservação; o instinto de sobreviver. Qual o impacto que terão as decisões tomadas com relação a Plutão em Escorpião sobre a sobrevivência da espécie humana?
A necessidade arquetípica de regeneração através da unidade transcendente raramente ocorreu. Em vez disso, a degeneração através da separação e das confrontações do poder dominaram as épocas em que Plutão esteve em Escorpião e Netuno em Capricórnio. É bastante interessante o fato de Plutão estar sempre dentro da órbita de Netuno durante este ciclo. O ciclo de duzentos e quarenta e oito anos que mede o retorno de Plutão a Escorpião está correlacionado com o clímax do ciclo evolutivo que teve início no seu último retorno, e com o início de um novíssimo ciclo evolucionário refletido na sua atual passagem por Escorpião. Aquilo que está atingindo o clímax se baseia em todas as ações anteriores, negativas e positivas, que ocorreram em todo o planeta durante este ciclo de duzentos e quarenta e oito anos. Em outras palavras, os resultados de todas essas ações anteriores estão atingindo seu ponto crítico. Este clímax implica que um novo ciclo evolutivo está começando para que a sobrevivência do planeta e da espécie humana possa continuar. Tanto Plutão quanto Escorpião também intensificam e concentram qualquer dinâmica à qual estejam ligados. Desse modo, a passagem de Plutão por Escorpião "intensifica os tempos". Esta intensidade é necessária porque reforça a consciência do indivíduo e das questões coletivas que precisam ser enfrentadas, eliminadas, ou redefinidas para que o desenvolvimento individual e coletivo, a evolução e a sobrevivência possam prosseguir.
É importante lembrar que as necessidades evolutivas da nossa época certamente ocorrerão de uma maneira ou de outra. Elas ocorrerão ou através de eventos evolutivos e kármicos cataclísmicos, ou através de eventos lentos porém progressivos que refletem as escolhas adequadas que precisam ser feitas por todos nós: tanto como indivíduos quanto como organismo coletivo. Ao enfrentar e compreender as questões, as decisões adequadas evitam a necessidade da transformação cataclísmica Perto do final deste século, Netuno e Urano entrarão em Aquário, e Plutão entrará em Sagitário (um signo do fogo). Uma simples revisão da história conta a história da reestruturação cultural e social quando este padrão ocorreu anteriormente (a Revolução Industrial, entre outros eventos, da década de vinte e de trinta do século XIX). Este padrão de reestruturação foi e será acelerado durante este ciclo. As escolhas que são feitas enquanto Plutão está em Escorpião, e Netuno em Capricórnio (e que serão acompanhadas por Urano no final desta década) irão determinar como esta reestruturação social e cultural será vivenciada por todos nós.
A ênfase deste livro recai no indivíduo, porque o que ocorre coletivamente começa com o indivíduo. Se cada pessoa compreender quais são suas necessidades evolutivas, e atuar de maneira a tornar reais essas necessidades, as necessidades evolutivas coletivas se desenvolverão de uma forma não cataclísmica. Este livro foi escrito com este espírito.
Plutão será relacionado com o conceito da Alma, e como o fenômeno da evolução original se origina da Alma — a força motriz, ou o ponto central. Vamos analisar o que é a Alma, bem como a estrutura ou dinâmica interior da Alma que serve para impulsionar sua evolução. Vamos também analisar a questão do livre arbítrio; não apenas a forma como este fenômeno funciona, mas também como ele é a base dos dois tipos de evolução. O passado evolutivo de qualquer indivíduo implica obviamente o fenômeno da reencarnação: a transmigração da Alma.
O passado evolutivo de qualquer indivíduo também representa as fontes mais profundas da segurança emocional inconsciente. Estes antigos padrões inconscientes de segurança criam a resistência à mudança e ao desconhecido em graus de intensidade variados em todos nós. Esta dinâmica de segurança e resistência cria a compulsão, as obsessões, ou complexos emocionais em muitos indivíduos (ou nações). Este livro irá explicar como essas compulsões e complexos têm raízes no passado e estão ligados a ele. Vamos discutir a idéia ou o fenômeno do Karma: o que ele é, o que ele não é, e como está ligado ao fator evolutivo para cada um de nós. Numerosos exemplos de mapas mostrarão como funciona o fator evolutivo e ilustrarão os princípios expostos neste livro. Esta obra será dividida em dois volumes. O Primeiro Volume abrangerá as idéias, os métodos e as técnicas, bem como Plutão através das casas, Plutão em aspecto com outros fatores planetários, e Plutão em trânsito, progressões e revoluções solares. O Segundo Volume se fundamentará no papel evolutivo e Kármico de Plutão nos relacionamentos que envolverão as posições astrológicas, tanto nos mapas compostos quanto no cruzamento de mapas (sinastria), as correlações de Plutão com a anatomia, a fisiologia e o sistema de chakras (será apresentada uma completa análise do que é o sistema de chakras e como ele funciona), e o papel evolutivo de Plutão através da história moderna será abordado em profundidade com algumas possíveis projeções com relação ao futuro baseadas no que ocorreu no passado.
Uma vez que este livro girará em torno do propósito evolutivo e da necessidade do desenvolvimento e da mudança, a descrição de Plutão através das casas e dos signos envolverá antigos padrões, orientações e manifestações de comportamento que precisam sofrer uma metamorfose para que o crescimento e a evolução possam ocorrer. Esta abordagem implica limitações e imperfeições preexistentes. Descreverão com objetividade quais as limitações e imperfeições comuns que precisam ser encontradas para que o contínuo desígnio evolutivo possa ocorrer em algum ponto da jornada evolutiva de um indivíduo. Este livro não se propõe a ser um "livro de receitas" astrológicas. Ele deve ser lido do princípio ao fim para que possa surgir um entendimento total e abrangente da natureza e dos fundamentos dos princípios nele expressos.
PRIMEIRO CAPÍTULO
PLUTÃO: A JORNADA EVOLUTIVA DA ALMA
Plutão está relacionado com a Alma e a evolução. O que é a Alma? Segundo muitas fontes espirituais, religiosas e metafísicas, inclusive o Bhagavad-Gita e a Bíblia, a Alma é uma consciência imutável que possui sua própria individualidade ou identidade que permanece intacta vida após vida. Em cada vida, é claro, a Alma manifesta uma personalidade que possui uma consciência e inconsciência subjetiva. Saturno define os limites da nossa consciência subjetiva — aquela que percebemos de forma consciente. Urano representa o inconsciente individualizado, Netuno o inconsciente coletivo e Plutão a própria Alma. Cada personalidade que a Alma manifesta, vida após vida, possui um ego (a Lua) que serve de agente de focalização para criar a auto-imagem da pessoa. A Lua se assemelha à lente num projeto de cinema — sem ela não haveria imagem na tela. Cada personalidade possui uma natureza intrínseca, uma orientação que vivência a vida de seu próprio modo particular. Cada personalidade que a Alma manifesta se relaciona diretamente com as necessidades evolutivas da Alma. A Alma precisa vivenciar a vida através da personalidade de maneiras específicas para crescer e evoluir. Cada personalidade criada está diretamente ligada ao passado evolutivo e à história Kármica da alma.
Coexistem dentro da Alma dois desejos. Um deles é o da existência separada — o de se separar daquilo que criou a Alma. Outro desejo é o de retornar à Causa Primeira da desejo é o de retornar à Causa Primeira da criação. A interação desses dois desejos aparentemente opostos fomenta o drama da evolução pessoa e coletiva. O desejo é a força determinante que dita a realidade de cada indivíduo. A iluminação de Buda debaixo da árvore bodhi baseou-se nessa compreensão enquanto ele pensava sobre a natureza do sofrimento, da dor e do tormento. É interessante levar em consideração aqui o simbolismo planetário. Plutão é um sistema planetário binário. A lua de Plutão, Charon, é na verdade um planeta. Charon tem a metade do tamanho de Plutão, e sua distância com relação a este último é um vigésimo da distância da Lua com relação à Terra. O princípio dos desejos duplos coexistentes parece se refletir neste simbolismo planetário.
A interação desses desejos determina aquilo que julgamos precisar. O que julgamos precisar determina as escolhas que fazemos. As escolhas que fazemos determinam as ações que originamos. As ações que originamos determinam a realidade que vivenciamos. As ações têm como resultado reações que levam a outras ações. Enunciado de uma forma mais simples, este processo é a base do que chamamos de Karma. Colhemos o que semeamos.
É por causa desses desejos arquetípicos duplos que a história da evolução pessoal e coletiva, através de um sem número de vidas, é tão longa. Parece-me claro que a evolução da Alma se baseia principalmente na eliminação progressiva de todos os desejos de separação. A medida que esses desejos de separação são eliminados, o desejo de retornar à Causa Primeira se torna mais forte e mais dominante na nossa consciência. Finalmente, este processo evolutivo produz Almas realizadas na Criação como Jesus, Buda, Lao Tsé, Yogananda, Moisés, e outros grandes santos e mestres.
Como salientou Carl Jung, o papel principal do aconselhador é confirmar objetivamente a realidade subjetiva do cliente. Na qualidade de aconselhadores, ou apenas como amigos, estaremos fazendo o melhor possível se pudermos simplesmente identificar a realidade como ela existe para aqueles com quem interagimos, e lhes dermos o que eles precisam de acordo com a sua realidade — e não a nossa. Este ato de dar requer observação, atenção e objetividade. A própria linguagem que usamos se baseia na realidade deles, na linguagem deles.
CASA, O SIGNO, E O PONTO DE POLARIDADE DE PLUTÃO
A casa e o signo onde se encontra Plutão descrevem dois fenômenos simultâneos. Por um lado, a posição de Plutão no mapa de nascimento descreve a vibração generacional com a qual a pessoa nasce, bem como os padrões específicos individualizados na associação de identidade indicados pelo passado evolutivo: os desejos, as crenças, os pensamentos, as percepções, os valores e a orientação para a própria realidade. Por outro lado, a posição de Plutão no mapa de nascimento sugere o desejo evolutivo, o desígnio, ou a causa desta vida como percebido na casa e no signo oposto a Plutão.
Não importa que o indivíduo esteja ou não consciente desse desígnio porque a alma, e não a personalidade, é o supremo fator causal, ou força determinante, por trás de cada vida. A lição irá ocorrer de alguma maneira através da necessidade evolutiva. Se estivermos conscientes do propósito para esta vida podemos favorecê-lo por meio da cooperação e da não resistência. A medida que a vida se expande, os padrões inerentes de associação de identidade, divisados na posição de Plutão no mapa de nascimento, renascerão num novo nível de expressão descrito pela casa e signo opostos a Plutão. As limitações subentendidas do passado serão vivenciadas de alguma maneira e assim o ponto evolutivo transmutará essas limitações transformando-as em novos níveis ou horizontes de percepção e expressão.
A partir de um ponto de vista exclusivamente psicológico, Plutão está relacionado com os mais profundos padrões de segurança emocional existentes dentro de todos nós. Esses padrões de segurança são inconscientes. Se nos mantivermos aferrados aos antigos costumes (o passado) por motivos de segurança, surgirão problemas nessas áreas porque a Alma que existe em cada um de nós deseja crescer e evoluir.
A posição de Plutão no mapa de nascimento representa uma área de atração natural por motivos de segurança e recebe portanto um tremendo poder. Plutão subentende uma força compulsiva voltada para manter aquela área (casa e signo) na maneira familiar de operação — o passado. Esta força compulsiva pode ser chamada de compulsão ou obsessão se a resistência (desejo) for suficientemente forte. A intensidade da resistência determina a magnitude dos problemas ou confrontações vivenciadas na casa e no signo ocupados por Plutão no momento do nascimento. Uma vez que a força evolutiva da Alma é se desenvolver, o indivíduo ou vivenciará um crescimento cataclísmico (evolução) em virtude dos problemas vivenciados através da resistência ao desígnio evolutivo, ou um crescimento lento, porém progressivo, em decorrência da não resistência relativa ao desígnio evolutivo.
Essas áreas de atração natural serão os obstáculos ao desenvolvimento e crescimento do indivíduo. A enorme profundidade do poder e da identificação de Plutão (a Alma) é a causa do problema. Como Plutão representa um processo essencialmente inconsciente, o indivíduo basicamente não tem consciência dos padrões de motivação da Alma, e poderá se sentir estagnado, frustrado, ou então se perguntar por que as mesmas lições, os mesmos erros, o mesmo tipo de relacionamentos, os mesmos problemas ocorrem repetidamente.
O caminho da mudança repousa no ponto de polaridade de Plutão por casa e signo. À medida que a mudança começar a ocorrer, haverá uma automática redefinição, evolução e reexpressão na casa natal de Plutão. O indivíduo irá abordar essa área de uma forma diferente e renascerá num novo nível através da morte dos antigos padrões de comportamento.
É importante compreender o passado porque ele explica o aqui e agora, por que este tipo de vida, e por que razões. Ele explica tudo do ponto de vista da necessidade evolutiva e das causas Kármicas. Por que este pai ou esta mãe, este amante, esta experiência, por que estas condições na minha vida, e assim por diante. Ao compreendermos isto, percebemos que somos responsáveis pelo que fomos, pelo que somos, e pelo que estamos em via de nos tornamos. Temos escolhas a fazer a cada passo, e a cada momento das nossas vidas. As escolhas se refletem no nossos desejos, e o desejo determina tudo que ocorre, tanto individual quanto coletivamente. Ao compreendermos a vida desta maneira, podemos entender mais completamente as "lições" que precisamos aprender. Podemos entender o "por quê" de todas essas lições, e ao fazê-lo, criar a disposição de aceitar, e não de resistir, estas lições em virtude do conhecimento obtido a respeito das causas passadas.
Durante esses ciclos naturais, as forças evolutivas relativas ao futuro são aceleradas com relação às condições representadas pelo passado. As forças evolutivas representadas pelo passado definem a realidade total do momento, tanto individual quanto coletivamente. A criação é um processo contínuo de nascimento, morte e renascimento. Podemos observar esse processo evolutivo natural ao nosso redor — desde a mudança das estações ao sistema solar e ao universo sem fim. Portanto, não deve ser tão surpreendente julgar que todos nós fazemos parte desse processo. Compreender o passado é compreender o momento. Este entendimento deixa espaço para escolhas positivas com relação aos nossos futuros individuais e coletivos.
PLUTÃO EM ASPECTO COM O EIXO NODAL
Quando encontramos Plutão num aspecto direto com o eixo nodal da Lua no mapa de nascimento, existem fatores evolutivos e Kármicos específicos e únicos. A natureza do aspecto determina quais são estes fatores.
Plutão em Conjunção com o Nodo Sul
indica uma de três possíveis condições:
1. O indivíduo encontra-se na condição evolutiva e Kármica de uma nova vida em decorrência de um fracasso em lidar com as questões descritas pela casa e pelo signo em que se encontram Plutão e o Nodo Sul, ou em resolvê-las a contento. O regente planetário do Nodo Sul, através da posição na casa e no signo, fornece uma informação adicional a respeito dessa questão e necessidade.
2. O indivíduo encontra-se numa condição de usufruto evolutivo e Kármico. Tanto esforço foi colocado no passado na área em questão, e com intenções tão puras, que o indivíduo está colhendo agora o que semeou anteriormente. Ele tem uma espécie de "destino" especial a cumprir. Observe o planeta que rege o Nodo Sul, a localização do seu signo e da sua casa, para fornecer informações adicionais a respeito desta condição.
3. O indivíduo encontra-se numa condição simultaneamente evolutiva e Kármica na qual determinadas condições do passado devem ser revividas enquanto que outras estão num estado de usufruto. As posições de Plutão e do Nodo Sul na casa e no signo irão descrever estas questões e condições. Verifique a localização, por signo e por casa, do planeta que rege o Nodo Sul para informações adicionais.
As duas primeiras condições são raras. A terceira é a mais comum. Pode-se usar a abordagem astrológica tradicional; apenas observando, ou fazendo perguntas a respeito da vida do indivíduo.
Através de perguntas a respeito da vida da pessoa, estas perguntas deverão girar em torno das áreas e experiências sugeridas pelo ponto de polaridade de Plutão e pelo Nodo Norte. Se você conhecer a pessoa, então suas observações com relação à condição existente também deverão girar em torno dessas dinâmicas. Caso pareça haver um total bloqueio com relação a percepção desses pontos de polaridade, é porque existe a condição um. Se parece haver algo único e especial a respeito da vida do indivíduo relativo às experiências e à área (casa) em que o símbolo de Plutão/Nodo Sul se encontra, é porque existe a condição dois. Caso haja elementos dos dois tipos, é porque existe a condição três.
Por outro lado, existem condições na carta natal que podem nos ajudar a compreender a probabilidade de condições Kármicas. De um modo geral, os aspectos não tensos de Plutão tendem a indicar uma condição de usufruto. Os aspectos tensos tendem a indicar uma condição de viver novamente. Uma combinação dos dois tipos de aspectos tende a indicar uma condição dupla. Os aspectos não tensos formados por outros planetas indicariam, pela localização nos signos e nas casas, as condições que se encontram num estado de usufruto. Os aspectos tensos formados por outros planetas indicariam, através da localização nas casas e nos signos, as dinâmicas que se encontram numa situação de viver de novo.
Além dos acima descritos, existem outros fatores e princípios contributivos a serem considerados quando Plutão está em conjunção com o Nodo Sul. Em todas as três condições, a não ser que existam fatores atenuantes, o indivíduo será impedido de realizar em sua plenitude as questões evolutivas descritas pelo Nodo Norte até a segunda revolução de Saturno. A primeira revolução de Saturno simboliza o ciclo de tempo normal no qual satisfazemos, ou vivemos, as condições evolutivas e Kármicas do passado. Os fatores atenuantes que podem reduzir a quantidade de tempo gasto em satisfazer essas condições passadas são (1) planetas em conjunção com o Norte, ou (2) planetas que formam algum tipo de aspecto com o Nodo Norte. Com um planeta ou planetas em conjunção com o Nodo Norte, existe uma situação na qual este planeta agiu diretamente para retirar o indivíduo das condições passadas nas últimas encarnações, algumas vezes na última vida antes da atual. O número de aspectos com o Nodo Norte determina relativamente a redução do tempo gasto em satisfazer as condições passadas.
Se existem outros planetas em conjunção com o Nodo Sul e com Plutão, estas funções (planetas) não apenas estão diretamente associadas ao passado, como também estão sujeitas às três possíveis condições evolutivas/Kármicas acima mencionadas. Aplique estes mesmos princípios a esses planetas para ajudar a determinar sua condição. Se o regente planetário do Nodo Norte estiver em conjunção com Plutão e com o Nodo Sul, as condições pertinentes ao passado são duplamente intensificadas.
Verifique os aspectos com o Nodo Norte para determinar o tempo necessário para satisfazer as condições passadas. Se um planeta estiver em quadratura com o eixo nodal e com Plutão, esta função planetária (através da posição no signo e na casa) está combinada com questões do passado e do futuro. A manifestação de comportamento mais comum é uma situação na qual o indivíduo tentou fugir ou escapar das questões pertinentes ao passado. A evasão ou a fuga estava associada ao intenso grau de conflito ou tensão que o indivíduo vivenciou com relação às questões indicadas pela posição na casa e no signo de Plutão em conjunção com o Nodo Sul, e pela posição na casa e no signo do planeta em quadratura. Enquanto evitava o problema do Nodo Sul, o indivíduo tentava solucionar problemas relacionados com as questões indicadas pela posição do Nodo Norte na casa e no signo. Ao fazer isto, o indivíduo "pulou etapas". Ele não conseguiu solucionar com êxito as questões pertinentes ao Nodo Sul e a Plutão dentro do contexto das suas posições na casa e no signo.
A pessoa precisa recuperar ou reviver nesta vida as etapas que foram omitidas. Somente então a promessa plena de Nodo Norte poderá se realizar totalmente. Até esse ponto o indivíduo é puxado em duas direções ao mesmo tempo — manifestando às vezes o comportamento associado ao Nodo Sul e Plutão, e em outras o comportamento associado ao Nodo Norte. A solução, mais uma vez é satisfazer as questões relativas ao passado dentro do contexto do Nodo Sul em conjunção com Plutão: depois, e somente depois, a promessa do Nodo Norte será concretizada.
De um modo em geral, o número de aspectos com o Nodo Norte indicarão o tempo necessário para satisfazer ou reviver condições Kármicas anteriores. Em alguns casos, esta necessidade é satisfeita na ocasião da primeira revolução de Saturno. Este fator temporal é significativamente reduzido quando os aspectos não possuem uma natureza tensa, uma vez que eles indicam uma compreensão geral e a resolução parcial dessas questões Kármicas em vidas anteriores. A preponderância de aspectos tensos tende a subentender uma falta de entendimento ou resolução das questões Kármicas que alcançaram esta vida. Por conseguinte, o tempo despendido em reviver essas condições nesta vida é significativamente ampliado com relação à primeira revolução de Saturno. Entretanto, não podem ser aplicadas regras rígidas e inflexíveis porque esta análise evolutiva e Kármica precisa levar em consideração a condição ou a posição evolutiva inata do indivíduo. Os quatro estados evolutivos naturais da humanidade serão analisados posteriormente neste capítulo. De um modo geral, contudo, a progressão de um indivíduo ao longo da escala evolutiva estará correlacionada com uma redução na quantidade de tempo necessário para a satisfação das questões Kármicas anteriores.
Plutão em Conjunção com o Nodo Norte indica uma condição evolutiva ou Kármica que se aplica a todos os mapas. O indivíduo vem trabalhando para transformar a área representada pela localização da conjunção na casa e no signo nas últimas encarnações, e está disposto a prosseguir nessa direção. Os resultados da transformação evolutiva podem criar um tremendo crescimento nesta vida. Todos os outros fatores contributivos no mapa de nascimento serão canalizados ou focalizados através do Nodo Norte em conjunção com Plutão. O princípio do ponto de polaridade de Plutão não se aplica a esta condição particular.
Existem, entretanto, fatores atenuantes que precisamos levar em conta. Se um planeta está em conjunção ou em aspecto com o Nodo Sul, então as mesmas três condições analisadas em Plutão em conjunção com o Nodo Sul podem ser consideradas. Procure avaliar os aspectos tensos e não tensos para determinar a provável condição do planeta. Se o planeta estiver numa condição de usufruto, então a natureza específica do planeta, sua posição no signo e na casa e os aspectos que os outros planetas formam com ele, bem como suas próprias posições nos signos e nas casas, contribuirão de uma maneira positiva e integrada para a realização do desígnio evolutivo descrito pela conjunção de Plutão com o Nodo Norte.
Se um planeta que está em conjunção com o Nodo Sul estiver numa visível situação de viver novamente, a natureza específica desse planeta, bem como sua localização na casa e no signo, atuarão como uma força antagônica que até certo ponto bloqueia a capacidade do indivíduo de satisfazer o impulso evolutivo da conjunção de Plutão com o Nodo Norte. A chave para resolver esta condição é o indivíduo resistir ao desejo ou à tentação de evitar este fator e seu impacto sobre sua vida. Em vez disso, a pessoa deveria enfrentar diretamente essas questões integrando-as e solucionando-as no contexto da conjunção de Plutão com o Nodo Norte.
Se existirem planetas simultaneamente nas duas condições, procure determinar qual o planeta que forma aspectos não tensos com o Nodo Sul, e qual o que forma os aspectos tensos. Os planetas que formam aspectos não tensos contribuirão de uma maneira positiva eharmoniosa para a realização dos desígnios evolutivos descritos pela conjunção de Plutão com o Nodo Norte, e os planetas que formam aspectos tensos com o Nodo precisam ser enfrentados diretamente e solucionados dentro do contexto da conjunção de Plutão com o Nodo Norte.
Com Plutão em Quadratura com o Eixo Nodal, o indivíduo encontra-se numa situação evolutiva ímpar. Ele está igualmente dividido entre as questões pertinentes ao passado e as questões relativas ao futuro. Esta divisão existe em cada momento na vida do indivíduo. Esta condição Kármica e evolutiva indica que o indivíduo não teve êxito em solucionar ou aprender totalmente as questões pertinentes ao seu passado evolutivo (desejos), e nem tampouco as questões
PLUTÃO E AS QUATRO CONDIÇÕES
EVOLUTIVAS NATURAIS
As condições evolutivas naturais não serão reveladas através de uma simples análise do mapa de nascimento. Muitas pessoas podem nascer na mesma hora e no mesmo lugar e possuírem mapas semelhantes. Mas cada uma delas estará expressando seu estado particular de desenvolvimento da Alma e usando o potencial da carta natal de um modo diferente. Nem toda pessoa com Plutão na Nona Casa, por exemplo, será um mestre metafísico ou filosófico. Este princípio dos quatro estados evolutivos naturais tem suas origens na Índia antiga. As classificações e a terminologia que se seguem foram atualizadas para refletir a civilização moderna e a atual teoria sociológica. Essas quatro condições existentes dentro do contexto do mundo moderno são empiricamente observáveis por qualquer pessoa. Os quatro estados são os seguintes:
1. Vagamente evoluído ou não evoluído: dois ou três por cento da raça humana se caracteriza pelas pessoas que em seu processo evolutivo acabam de ingressar na consciência humana vindas de outros reinos (como o estado animal), ou encontram-se numa condição evolutiva não evoluída devido a causar Kármicas de vida anteriores. Aquelas que acabam de ingressar na consciência humana possuem um senso bastante vago de consciência pessoal, uma sensação básica de ocupar o tempo e o espaço. Estas pessoas aparentarão ser relativamente estupidificadas. Em alguns casos esta condição estará associada a deficiências mentais, ao cretinismo ou ao retardamento. Em outros casos as deficiências mentais podem ser encontradas em indivíduos que, em decorrência de ações passadas em outras vidas, estão num estado evolutivo estacionário por uma ou duas encarnações. Quando nos tornamos versados em compreender as causas evolutivas e Kármicas indicadas na carta natal, as razões para esta situação torna-se-ão visíveis. As razões ou as causas Kármicas são diferentes em cada caso.
2. O estado gregário: 75 por cento da raça humana existe nesta condição, que se caracteriza por indivíduos cujas identidades são uma mera extensão nas normas, das crenças, dos costumes e dos tabus da sociedade. Estas pessoas não questionam seriamente aquilo que lhe dizem para acreditar ou pensar. E, quando o fazem, a resposta é uma resposta em conformidade com os ditames da sociedade. Em outras palavras, se os astrônomos nos dizem que a astrologia é falsa, estas pessoas dirão que a astrologia é falsa sem pensar a respeito do assunto de um modo independente. Aqueles que já passaram um longo tempo neste estado desenvolverão a capacidade de dirigi-lo.
3. O estado individualizado: aproximadamente vinte por cento da raça humana encontra-se nesta condição, que se caracteriza por aquelas pessoas que questionam as crenças, os costumes, as normas e os tabus da sociedade. Estas pessoas procuram descobrir sua própria individualidade, distinta da sociedade. Elas desejam conhecer e ativar suas próprias leis naturais, convicções, valores, necessidades, costumes e tabus. E elas desejam descobrir essas coisas a partir de si mesmos. Uma vibração de independência permeará estes indivíduos à medida que eles valorizam o direito da autodescoberta e da liberdade.
4. O estado espiritual: dois ou três por cento dos seres humanos tentarão compreender sua vida bem como a vida das outras pessoas num contexto universal e holístico. Na verdade, estas pessoas desejam entender a natureza de toda a Criação nesse contexto e comumente ligam-se a idéias ou ensinamentos espirituais como os princípios orientadores da vida. Elas estão tentando descobrir os valores, crenças e verdades eternos que se aplicam a todas as épocas e por conseguinte harmonizar-se com eles. Na sua condição mais elevada, este estado produz os chamados avatares ou mestres espirituais: Jesus, Buda, Lao Tsé, Maomé, Moisés, e assim por diante. Este estado representa os indivíduos que eliminaram ou estão no processo de eliminar todos os desejos de separação ou de exteriorização.
AS TRÊS REAÇÕES AO IMPULSO EVOLUTIVO
As pessoas tendem reagir às suas necessidades evolutivas e necessidades Kármicas de uma entre três maneiras. Estas três possíveis reações determinam como o processo evolutivo irá atuar em nossas vidas. Elas são as seguintes:
1. Resistir totalmente às necessidades evolutivas e Kármica.
2. Responder estusiasticamente e desejar compreender quais as lições desta vida e entregar-se a isto de um modo que não oferece qualquer resistência.
3. Estar disposto a mudar de algumas maneiras, mas contudo resistir a mudar outras dinâmicas por causa do medo do desconhecido.
PLUTÃO RETRÓGRADO
Vamos analisar agora os aparentes fenômenos de Plutão retrógrado. Vamos estudar Plutão retrógrado a partir de uma perspectiva puramente evolutiva. Plutão está retrógrado aproximadamente seis em cada doze meses. Cerca de metade da população do mundo terá Plutão retrógrado em seus mapas de nascimento. O que isto significa?
No que diz respeito às quatro condições evolutivas naturais. Plutão retrógrado significa que metade das pessoas não estão aceitando o status quo e irão questioná-lo de uma forma que reflita sua própria condição e estado evolutivo. Este processo permite que ocorra a evolução coletiva em todos os quatro níveis ou condições evolutivas.
Significado de Plutão retrogrado
O princípio correlativo da retrogradação pode ser definido da seguinte maneira: qualquer função planetária (comportamento) retrógrada precisa receber uma definição individual. O princípio retrógrado cria um afastamento relativo do status quo; de definições sociais e coletivas, expectativas e pressões no sentido de responder à vida com conformismo. Este afastamento reativo leva em conta a definição individual de qualquer função planetária retrógrada. Além disso, o fenômeno retrógrado é um processo não estático. Existe portanto um crescimento contínuo (evolução) do planeta retrógrado. Plutão retrógrado, então, permite que a evolução coletiva ocorra porque a metade das pessoas, em qualquer ocasião, estarão de alguma maneira questionando o status quo. Isto é extremamente necessário de um ponto de vista evolutivo porque admite o desenvolvimento de toda a espécie humana. Ele proíbe a estagnação, a falta de crescimento e a cristalização.
Podemos inferir do que foi acima exposto que Plutão retrógrado tende a colocar a ênfase no desejo de voltar à Causa Primeira da Alma, ou de evoluir de uma forma mais acelerada. Em virtude do efeito individualizador de Plutão retrógrado, a pessoa precisa fazer o que deve fazer à sua própria maneira. No nível mais profundo (a Alma), Plutão retrógrado fomenta um processo de interiorização, uma necessidade relativa de afastamento da atividade exterior. Como Plutão está correlacionado com as esferas mais profundas do nosso inconsciente, este impulso pode não ser ativamente completado em virtude de outros fatores da constituição do indivíduo. A necessidade de se recolher pode ser simplesmente percebida como um desejo melancólico que permanece não satisfeito. Mesmo que o impulso não seja ativado, o indivíduo ainda terá uma sensação de estar distante das outras pessoas de uma forma fundamental.
Uma vez que Plutão retrógrado tende a enfatizar o desejo de retornar à Causa Primeira, ou a necessidade de acelerar a eliminação de desejos de separação, a sensação de insatisfação cíclica ou permanente é mais profunda nesses indivíduos do que naqueles que não possuem Plutão retrógrado. Mantenha em mente que todos nós, com ou sem Plutão retrógrado, teremos essa experiência num ou noutro grau. A insatisfação está diretamente relacionada com a interação dos desejos que coexistem na Alma. Até que todos os desejos de separação sejam totalmente eliminados, essa sensação de insatisfação é o sintoma ou efeito psicológico que se origina no desejo de retorno à Causa Primeira. A insatisfação deixa espaço para a compreensão progressiva de "não isto, não aquilo". Através deste processo perceberemos um dia o que é que cria a satisfação suprema. A questão é que as pessoas com Plutão retrógrado vivenciarão essa sensação de insatisfação com muito mais profundidade e coerência do que os que têm Plutão direto. Plutão retrógrado acelera, à sua própria maneira, o processo evolutivo — individualmente, por conseguinte, coletivamente.
PLUTÃO—UMA REFLEXÃO POSTERIOR
Os antigos padrões representam a segurança — os novos, a insegurança. Este processo de transição entre o antigo e o novo explica muitas das características de comportamento aparentemente negativas associadas a Plutão.
O passado tem uma razão de ser, do mesmo modo como o presente e o futuro também o tem. O passado afeta ou condiciona o presente e o futuro. O processo de transição entre o passado e o futuro (segurança versus insegurança) pode criar inúmeros "problemas" de comportamento. Uma vez que o presente e o futuro (mudanças necessárias, evolução) podem ser encarados como ameaçadores para nossa segurança e realidade existente (passado), podemos resistir à força evolutiva voltada para o futuro em atuante na vida. Esta resistência pode produzir possíveis barreiras que impedem ou bloqueiam o fluxo evolutivo natural que fomenta o estado de contínua evolução. Essas barreiras de resistência criam os fenômenos de um evento evolutivo cataclísmico que tem o efeito de remover a barreira para que o fluxo natural possa continuar.
A partir de um ponto de vista psicológico, essas barreiras de resistência podem criar complexos, compulsões e obsessões. Isto pode causar o medo, a raiva, ou, em casos extremos, a ira caso o indivíduo vivencie choques emocionais ou remoções forçadas de alguma coisa (i.e. um relacionamento) da sua vida. O indivíduo pode ficar zangado e potencialmente violento em virtude do sentimento de que a vida estava "fora de controle". O indivíduo poderá sentir que estavam em ação forças mais poderosas do que ele. Raramente o indivíduo compreenderia que a responsabilidade por esta experiência originou-se de dentro de si mesmo em decorrência de uma necessidade evolutiva e Kármica. Em conseqüência disto, o indivíduo poderia se tornar vingativo, mau ou cruel numa tentativa de "desforrar-se" daquilo que lhe causou a dor emocional. O indivíduo poderia vivenciar um inferno pessoal e criar um inferno para os outros quando mergulhasse nos recantos mais profundos das necessidades emocionais e de segurança inconscientes radicadas no passado (o famoso mundo subterrâneo de Plutão).
A pessoa que resiste à pressão ou ao desígnio evolutivo de transformar os antigos padrões poderá não ter qualquer perspectiva ou conhecimento de por que uma crise estava ocorrendo — por que o parceiro estava partindo. Esta falta de perspectiva ou conhecimento produz as reações de comportamento aqui descritas. Em outras palavras, o indivíduo tipicamente não teria consciência da sua própria "barreira" pessoal que finalmente criara ou conduzira a um impedimento de um ulterior desenvolvimento.
Posteriormente, depois de encerrada a proximidade do evento, haveria não apenas um salto evolutivo, como também uma nova perspectiva. O indivíduo se regeneraria e "renasceria" com um novo nível de consciência ou percepção. Toda a abordagem aos relacionamentos poderia ser radicalmente alterada ou modificada. Ao mergulhar no "inferno" e vivenciar uma espécie de morte, a pessoa evoluía alcançando seu próprio "Céu" durante algum tempo após ocorrer a perspectiva obtida numa percepção posterior. Todos nós vivenciamos ciclos relativos de céu e inferno com diversos graus de intensidade.
Plutão simboliza a morte e o renascimento, a metamorfose, a transformação e a regeneração. Esses processos se manifestam por causa das limitações ou estagnações enraizadas nos nossos antigos padrões emocionais e de segurança que se baseiam no nosso passado evolutivo que condicionam nossas orientações presentes com relação a esta vida.
Quando estas forças inconscientes criam o efeito "barreira", é preciso que ocorram as conseqüências evolutivas e Kármicas acima para que a jornada evolutiva do indivíduo possa continuar.
Culpa ou pecado
Um outro estado psicológico potencialmente negativo de Plutão é a culpa ou o pecado, subentendem um padrão de conduta que é "correto". Qualquer desvio com relação a esse padrão criaria a sensação de culpa ou de pecado. Este padrão de conduta correta é relativo e pode ser relacionado com um grande número de causas. A partir de um ponto de vista espiritual ou religioso temos o conceito de pecado original. O senso de separação também produz o sentimento de perda de alguma coisa, o que por sua vez pode criar um "medo de perder" psicológico, e por conseguinte gerar problemas de incapacidade de confiar em alguém ou alguma coisa por medo de perdê-la, ou por medo de que ela nos seja tomada.
Sintonizar o nosso eu com um padrão religioso ou espiritual de conduta correta produz automaticamente uma estrutura de confrontação interna e externa, que também é um processo de Plutão. Esta confrontação nos torna conscientes das nossas limitações, que estão baseadas no que nós não somos quando fazemos a comparação com o que poderíamos ou deveríamos ser. Outras causas do "padrão de conduta correta" que podem produzir os mesmos efeitos podem ser nós mesmos, nossos pais, professores, amigos, a sociedade, amantes, e assim por diante. E o relacionamento entre nós e qualquer causa com a qual tenhamos formado um relacionamento que podem criar a sensação de culpa quando não satisfazemos as expectativas implícitas no padrão de conduta correta.
Manipulação
Uma outra causa ou fonte de culpa está associada aos fenômenos plutonianos potenciais da manipulação. Como já foi explicado, uma das maneiras pela qual Plutão estimula a evolução é através de um relacionamento com algo mais elevado ou mais evoluído do que nós mesmos, ou através de um relacionamento com alguma coisa ou alguém que represente o que necessitamos.
Podemos manipular situações ou pessoas a fim de obter o que precisamos, ou podemos ser manipulados por situações ou pessoas para que elas possam conseguir o que precisam. A manipulação pode criar então uma situação de usar ou ser usado, a fim de que as necessidades sejam satisfeitas (Plutão).
O problema intrínseco é manter o relacionamento somente enquanto durar a necessidade, e depois eliminar o relacionamento em virtude de uma nova necessidade que dita um relacionamento com uma outra coisa ou outra pessoa.
A sensação de culpa está diretamente relacionada com o conhecimento de que estamos usando uma situação ou pessoa para nossos próprios motivos ou necessidades. A sensação de saber é, na maioria dos casos, subliminar ou inconsciente. Conseqüentemente, este tipo de culpa também é inconsciente e é mantido nos bancos de memória da Alma. Estas memórias são resultado de ações de vidas pregressas, bem como de possíveis ações nesta vida.
Fundir, unir
E importante compreender que os relacionamentos formados dessa maneira são um reflexo natural do desejo de crescer e evoluir; de ligar, fundir ou unir a nós mesmos e nossos recursos com os recursos e o estado de ser de outra pessoa (Plutão). As limitações pessoais são transmutadas ou transformadas em decorrência do relacionamento formado. Uma vez que isto é um reflexo do desejo evolutivo natural de evoluir e crescer, o efeito do uso e da manipulação que conduz à culpa também é natural. Este efeito natural ocorre para que nos tornemos cada vez mais conscientes das nossas intenções e motivações (Plutão), e para que aprendamos com experiências anteriores nesses relacionamentos.
Desconfiança
Esta dinâmica apresenta muitos efeitos psicológicos "derivados". Um deles é a desconfiança, uma marca característica de Plutão. Uma pessoa que tenha sido usada, maltratada, ou manipulada com bastante freqüência ficará sempre desconfiada das pessoas — dos seus motivos e intenções. Nos casos muito negativos, a desconfiança pode conduzir a uma incapacidade fundamental de confiar em qualquer pessoa ou qualquer coisa, e a uma tentativa natural de se conter ou se ocultar por medo de ser explorado ou usado. Se projetarmos inconscientemente essa vibração de desconfiança iremos sem dúvida atrair essa vibração de volta para nós. As outras pessoas terão a tendência de não confiar em nós. Além disso, estaríamos nos predispondo a ser mal compreendidos ou mal interpretados pelas outras pessoas. Esta dinâmica cria a queixa bastante comum de "ninguém me compreende". Quem é o agente responsável por essa situação e por que ela ocorre? Ela ocorre para nos tornar conscientes das nossas motivações e intenções interiores. A necessidade de penetrar (Plutão) no nosso núcleo ou no núcleo de outra pessoa a fim de descobrir o "motivo fundamental" (de onde eu ou outra pessoa viemos e por que razão) representa a necessidade evolutiva.
Tabus
Uma outra dinâmica plutoniana ímpar é a atração por tabus culturais. Toda sociedade ou cultura possui tabus. Os indivíduos com fortes características plutonianas, da Oitava Casa ou de Escorpião podem ser compulsivamente atraídos por aquilo que é considerado proibido porque representa uma experiência ou associação potencialmente poderosa através da qual o indivíduo pode descobrir uma dimensão ou aspecto de si mesmo. Além disso, aquilo que simboliza um tabu pode ser muito atraente porque o potencial de transformar limitações de comportamento existentes podem ocorrer através dessa experiência. Os tabus possuem conseqüentemente um tremendo poder para alguns indivíduos. Qualquer coisa pode constituir um tabu: crenças, valores, normas, costumes, a maneira de fazer alguma coisa e todos os tipos de experiências. Um processo de crescimento ocorrerá através da vivência do tabu, mesmo que a experiência definida por este último seja por natureza negativa.
controle
É importante compreender que a atração ou a repulsa por um tabu reflete algumas questões extremamente importantes e fundamentais para todos nós. Uma delas é a questão do controle. Suponhamos, por exemplo, que um indivíduo esteja tentando levar uma vida positiva, fazer as coisas inerentemente certas, tomar as decisões corretas, mas que ainda assim seja inconscientemente "impulsionado" pela atração por um tabu cultural — quem está no controle? O que está no controle? O que isto significa?
É evidente que a força controladora é a Alma de onde emanam ou se originam esses anseios, necessidades e desejos. Num sentido universal, os poderes intrínsecos do mau e do bem estão no controle. De um ponto de vista espiritual, poderíamos nos referir a Deus ou a Satã. Quando unimos a dinâmica dos desejos que coexistem na Alma, o de separação e o de retorno, podemos ver agora dentro de um contexto espiritual ou universal que a atração ou repulsão pelos tabus são reflexos dessas "forças" que são inerentemente boas e más, positivas e negativas. Se obstinada e compulsivamente manifestamos desejos de separação, a atração ou repulsão por tabus inerentemente negativos pode conduzir a experiências de comportamento muito sombrias e potencialmente degenerativas.
A origem desses desejos é nossa própria Alma, e contudo, ao manter e manifestar esses desejos de separação nós automaticamente estamos recorrendo à mais poderosa força negativa de todo o Universo:
Satã
O controle supremo, então é esta força satânica. A existência de Satã depende das ilusões humanas e da continuidade da separação com relação ao Criador: Deus. Estas tentações proibidas tenderão a se manifestar em áreas onde somos Karmicamente fracos ou receptivos a experiências potencialmente negativas ou delusivas. A posição de Plutão na casa e os aspectos com outros planetas descreverão esta potencialidade, e onde é provável que ela se manifeste.
Inversamente, o poder intrínseco do bem, Deus, pode se manifestar através do nosso desejo de retornar à Causa Primeira. Por conseguinte, os tabus culturais que podem ser encontrados e que se destinam a encorajar nossa jornada espiritual nessa direção também podem parecer irresistivelmente atraentes caso a cultura da qual participemos não nos ofereça as experiências apropriadas que irão permitir o prosseguimento desta jornada.
Os tabus que simbolizavam o poder e o potencial de transformação não precisam possuir uma natureza negativa. Eles podem contudo, ser considerados negativos pela opinião geral ou pela ordem social predominante. Podemos citar como exemplo o fato de Jesus ter comido junto com aqueles com quem não devia se associar. Este gesto simbólico permitiu que outras pessoas questionassem este "tabu" e desse modo se libertassem das limitações subentendidas por esse "tabu". Jesus tinha Plutão em conjunção com Marte em Virgem, retrógrado na Nona Casa em oposição a seis planetas em Peixes na Terceira Casa. Ele pregou aos outros opondo-se dessa maneira aos costumes sociais e à lei "religiosa" predominantes. E claro que ele foi criticado por seu ato pelas forças sociais e religiosas opostas, porém a pureza do seu ato falou por si mesma.
Leis evolutivas. Processo evolutivo
Deveria ser óbvio que mesmo as associações comuns de comportamento correlacionadas com Plutão estão baseadas nas leis ou processos evolutivos naturais que governam a vida tanto individual quanto coletivamente. A própria essência dessas leis evolutivas foi relacionada com os desejos que coexistem inerentemente em cada uma de nossas Almas.
A interação desses dois desejos arquetípicos determina aquilo que julgamos necessitar a fim de nos desenvolvermos. Isto por sua vez determina as escolhas que fazemos (livre arbítrio), o que determina as ações que iniciamos. As ações que iniciamos criam reações (Karma), que conduzem a novas ações que estão baseadas nas reações — ad infinitum.
Os desejos coexistentes estão associados à atração e repulsão, à resistência e à não resistência, à segurança e à insegurança, à morte e ao renascimento; em resumo, ao processo evolutivo em si.
Todos os problemas psicológicos tradicionalmente associados a Plutão (a raiva, o medo, a compulsão, a culpa, o ciúme, a resistência, a idéia de posse, a obsessão, a vingança, a manipulação, a desconfiança) têm sua origem nessa lei evolutiva fundamental. Inversamente, todas as características positivas de Plutão também possuem sua causa nessa lei — a renovação, o renascimento, a força de vontade positiva, a motivação positiva do eu e dos outros, a não resistência, mudar segundo as necessidades, e assim por diante. Esta lei não é apenas uma teoria, e sim um fato observável da própria vida.
SEGUNDO CAPÍTULO
PLUTÃO ATRAVÉS DAS CASAS
Plutão será analisado em todas as casas nos capítulos que se seguem. Levando em consideração todos os fatores moderadores que foram discutidos no capítulo anterior, inclusive as quatro condições evolutivas naturais da Alma, esta análise apresentará o significado essencial de Plutão em cada casa. Será preciso ajustar esses significados para refletir a condição evolutiva observada de qualquer indivíduo específico. Ao avaliar qualquer posição de plutão na casa devemos também levar em conta os Nodos Sul e Norte bem como seus regentes planetários por casa e por signo.
Como foi explicado no Primeiro Capítulo, os Nodos Sul e Norte e seus regentes planetários, quando ligados a Plutão, constituem a principal dinâmica Kármica/evolutiva do mapa de nascimento.
Está além do escopo ou do objetivo deste livro apresentar ou explicar todas as possíveis combinações desses fatores, contudo, muitos exemplos serão apresentados dentro das descrições de Plutão através das casas.
Cada descrição de Plutão numa casa particular reflete o arquétipo dessa casa. Desse modo, você pode recorrer a essas descrições das casas ao analisar as posições dos Nodos Norte e Sul.
Lembre-se de que os Nodos Sul e Norte são os modos de operação que foram, e serão, usados para satisfazer os desejos evolutivos passados e presentes da alma.
Estes desejos são refletidos na posição natal de Plutão na casa e no signo, bem como no seu ponto de polaridade.
A posição na casa dos planetas que regem os Nodos Norte e Sul descrevem as experiências passadas e presentes ou os veículos que facilitam todo o processo evolutivo.
Creio, basicamente, que todos concordamos em que o desafio da astrologia é sintetizar e unir todos os diferentes arquétipos, i.e. Plutão em Leão na Primeira Casa. A Primeira Casa é uma Casa natural de Áries. Por conseguinte, é preciso que haja uma síntese de Plutão, Leão e Áries. A questão é que cada Casa possui sua própria correlação e significado natural ou intrínseco. Os planetas situados numa casa condicionam a aplicação, a manifestação e a orientação dessa casa. O zodíaco natural, i.e. todas as casas combinadas, simplesmente simboliza o fenômeno da consciência humana. Os planetas simbolizam a psicologia individual específica dessa consciência, como ela é vivenciada e aglutinada pelo indivíduo. A principal dinâmica kármica/evolutiva irá representar o ponto central ou a ênfase essencial da psicologia da consciência para qualquer indivíduo, e nos dirá o por quê de um ponto de vista evolutivo.
Plutão em qualquer signo é um fenômeno geracional. Grupos inteiros de indivíduos se manifestarão em conjunto para efetuar as exigências evolutivas necessárias a partir de um ponto de vista coletivo. Cada geração deve levar a cabo a necessária evolução coletiva desenvolvendo a orientação psicológica do seu signo oposto. Ao fazê-lo, a orientação psicológica intrínseca do signo no qual plutão se encontrar evoluirá transformando-se em novos níveis de expressão relativos às exigências evolutivas coletivas. Mais uma vez, não é mera coincidência o fato de que a geração com Plutão em Leão atingirá progressivamente posições de poder e influência social nos próximos anos.
O fato de estarmos rapidamente nos aproximando da Era de Aquário reflete o princípio de grupos inteiros de indivíduos reunindo-se para efetuar as exigências evolutivas necessárias desta época. Desse modo, Plutão em qualquer signo tem relação com as exigências evolutivas gerais de todos aqueles nascidos com Plutão nesse signo. A posição específica de Plutão na casa dentro do seu signo, se correlaciona com os padrões individualizados numa anterior associação de identidade pela qual a pessoa naturalmente se sentirá atraída visando a segurança emocional. O ponto de polaridade de Plutão relativo à sua posição natal na casa e no signo, se relacionará com as exigências evolutivas específicas e individualizada que o indivíduo precisa desenvolver para ocasionar uma metamorfose desses padrões preexistentes na identidade. Ao fazê-lo, o indivíduo efetuará uma evolução pessoal para que sua jornada particular possa continuar.
PLUTÃO ATRAVÉS DAS CASAS E DOS SIGNOS
PLUTÃO NA PRIMEIRA CASA OU EM ÁRIES
Plutão em qualquer casa ou signo angular demonstra que um novo ciclo evolutivo se inicia. Isto significa que todo um ciclo evolutivo chegou ao seu final. Os primeiros passos experimentais no sentido de desenvolver e efetivar este novo ciclo teve início nas vidas passadas mais recente desses indivíduos.
Como estas pessoas começaram um novo ciclo evolutivo num passado muito recente, elas terão necessidade de independência e liberdade nesta vida, e serão atraídas por estas últimas. Estas pessoas serão provavelmente egocêntricas e um tanto ou quanto narcisistas no início da vida. Sua fidelidade e identidade fundamental é consigo mesmo. Elas possuem, e desejarão liberdade e independência para iniciar e realizar qualquer desejo ou experiência que julguem necessários, porque a experiência é o veículo através do qual elas descobrem ou se tornam quem e o que são. Esta intensa necessidade de liberdade e independência é compulsiva, porque o novo ciclo evolutivo com o qual se envolveram é extremamente instintivo.
O objetivo evolutivo foi, e é, descobrir algo novo e ímpar a respeito de si mesmo. Esta pressão evolutiva coloca em movimento um processo de um contínuo vir a ser que é fortemente ampliado e intensificado. A Primeira Casa e Áries, pela sua própria natureza, exigem uma expressão, ação e aplicação incontroladas. E, contudo Plutão, por sua própria natureza, busca a segurança através da familiaridade. Plutão precisa de perspectiva e quer saber "por que" antes de iniciar qualquer ação ou desejo. Quando estes dois processos estão ligados, ocorre um conflito natural. Por um lado, esses indivíduos sentem-se naturalmente atraídos para a independência e a liberdade. Eles reivindicam o direito de serem livres para fazerem o que devem fazer. Por outro lado, eles podem resistir aos impulsos instintivos de evoluir além do que são em qualquer momento do tempo.
O resultado, numa expressão cíclica, é uma crise de identidade vivenciada em graus variados de magnitude. A perda da perspectiva pode ocorrer sempre que esses indivíduos implodem ciclicamente sobre si mesmos. As implosões ocorrem quando o desejo evolutivo e a pressão de avançar eternamente através de experiência após experiência, encontra a resistência intrínseca de Plutão que procura defender e manter aquilo que já existe. O que é familiar e conhecido. A crise de identidade que ocorre se fundamenta portanto na sensação simultânea de estagnação, limitação e restrição dando início a novas experiências ou ações.
Freqüentemente esta raiva se projeta sobre outras pessoas que são consideradas como a fonte da restrição, estagnação ou problema. Em casos extremos, existe o potencial para a violência física.
O ponto de polaridade de Plutão é a Sétima Casa on Libra. O desejo ou objetivo evolutivo deste signo ou Casa se inflama à medida que as crises de identidade prosseguem e se aprofundam. Ele se inflama quando a perda de perspectiva cria ciclos de tormento e raiva interior. O desejo evolutivo conduzirá progressivamente estes indivíduos ao relacionamento com as outras pessoas. O processo de auto-descoberta e a efetivação de um destino especial não podem ocorrer se esses indivíduos mantiverem uma fidelidade primária apenas com relação a si mesmos. O impulso instintivo de vidas anteriores de conservar a liberdade e a independência favorece a entrada nesta vida de um "solitário natural". O vazio do isolamento individual com relação às pessoas que sustentou esta necessidade e este impulso anteriores, desencadeará a crise de identidade porque a pessoa alcançou uma limitação evolutiva que está enraizada em si mesma.
Estes indivíduos atrairão subconscientemente outras pessoas que poderão exercer neles um efeito bastante chocante. Este efeito de choque pode ocorrer através das informações, conselhos, ou pontos de vista que lhes tenham sido transmitidos por outras pessoas. A ressonância de vibração que emana das suas Almas atraem aqueles que poderão ajudar o indivíduo a responder a essas perguntas.
Quando estes indivíduos se sentem instintivamente repelidos por outras pessoas, eles podem negar quase que totalmente a existência delas. Algumas vezes esta dinâmica de atração/repulsão funciona de uma maneira tal que eles sentem repulsão exatamente pelas pessoas por quem se sentem atraídos, porque a atração poderá ameaçar diretamente a natureza existente da sua realidade.
À medida que a vida se expande, os indivíduos com Plutão na Primeira Casa também passam a perceber (desejo) que eles querem e precisam se envolver num relacionamento íntimo e constante, e não apenas em encontros breves e intensos. Do ponto de vista da evolução, estes indivíduos estão literalmente aprendendo a como se envolver em relacionamentos em igualdade de condições. Eles estão aprendendo a dar ao invés de receber, a ouvir ao invés de dominar a conversação; aprendendo que são iguais aos outros e que são exatamente tão importantes ou tão pouco importantes quanto todas as outras pessoas.
Ao aprender a dar primeiro para os outros, eles aprenderão que suas próprias necessidades são atendidas em decorrência disto. Ao aprender a ouvir, eles saberão o que devem dar. Ao ouvir e dar, eles aprenderão a lição evolutiva da igualdade e da liberdade.
A maioria dessas pessoas, usualmente, vivenciarão dificuldades nos relacionamentos que giram em tomo de confrontações de natureza emocional, intelectual ou física na primeira parte da vida.
As razões para esses tipos de confrontações são as mesmas: favorecer lições de igualdade, de dar, de ouvir; satisfazer as necessidades de outra pessoa antes das nossas, estimular a consciência das intenções, e motivações da pessoa e a consciência das necessidades em transformação.
Os indivíduos com Plutão na Primeira Casa, ou com Plutão em Áries, reagirão de uma das três maneiras fundamentais ao propósito evolutivo implícito nas experiências acima. Em diferentes ocasiões da vida o indivíduo poderá vivenciar cada uma das seguintes reações.
1. Procurar relacionamentos nos quais eles são a força dominante ou dominados, o que conduz a uma situação desigual.
2. Procurar relacionamentos que contêm o potencial para a igualdade, em que cada parceiro dá e recebe em partes iguais, cada parceiro ajuda o outro a compreender a si mesmo de uma maneira aberta e não defensiva, e cada parceiro deixa espaço para a independência do outro. Cada um daria valor ao seu compromisso com o outro e com o relacionamento.
Estes indivíduos precisão aprender que os relacionamentos que lhes são mais favoráveis são com pessoas que os encorajam e deixam espaço para sua liberdade e independência. Eles precisam aprender a reconhecer que esta necessidade rítmica de ficar sozinho ou de estar com alguém não é previsível, e nem é conhecida pelo indivíduo antes da sua manifestação instintiva. O desafio é seguir esses ritmos opostos do modo como eles se apresentam. Se isto não for feito, certamente ocorrerão uma perda de perspectiva, a distorção emocional, a identificação errada da causa de um problema, e uma crise de identidade. Se os ritmos forem seguidos, estas reações serão minimizadas.
Nesta reação, o indivíduo se recolhe ao isolamento a fim de recobrar ou descobrir quem ele é como indivíduo, independentemente daquilo que eles se permitem adotar. Contudo, como a pressão evolutiva é estar num relacionamento, a pessoa finalmente reage contra este isolamento e busca os relacionamentos. Este processo continuará a se repetir até que a pessoa perceba que comparar-se dessa maneira com os outros não é de modo algum produtivo. O indivíduo irá então buscar relacionamentos com outras pessoas que se preocupam e encorajam sua autodescoberta individual à medida que ela ocorre, ao invés de formar relacionamentos com outras pessoas que tentam determinar quem ou o que ele é, ou tentar transformá-lo em algo que ele não pode ser.
Uma vez que essas lições evolutivas tenham sido aprendidas pelos indivíduos com Plutão na Primeira Casa, sua capacidade de equilibrar suas necessidades legítimas com as necessidades das pessoas à sua volta torna-se inigualável. Sua habilidade evoluída de escutar as outras pessoas lhes permitirá dar às outras pessoas exatamente o que estas precisam. Ao fazê-lo, eles atrairão para si outras pessoas que terão a capacidade de lhes proporcionar aquilo de que precisam. Esses indivíduos possuem coragem e a capacidade intrínseca de serem inovadores em qualquer aspecto da vida ao qual se dediquem, e são capazes de dar aos outros a coragem de fazer a mesma coisa. Além disso, esses indivíduos podem se tornar conscientes dos fundamentos e da natureza dos seus desejos, e por que e como esses desejos determinam sua realidade. Eles são também capazes de aplicar este conhecimento a outras pessoas, ajudando a se tornarem conscientes dos fundamentos e da natureza dos seus próprios desejos. Este conhecimento pode ser usado para que esses indivíduos ajudem a si mesmos e aos outros a tomarem as decisões corretas com relação as quais os desejos que devem se tornar realidade e quais os que não o devem.
Eis algumas das características comuns aos indivíduos com Plutão na Primeira Casa: fortemente individualistas, podem ser muito decididos, ardentes, magnéticos, obstinados, rebeldes contra a autoridade arbitrária, corajosos, possuidores de uma capacidade intrínseca de liderança, não são dados a conversas vazias sem finalidade, possuem um olhar penetrante, e pode ser difícil conhecê-los profundamente. Possuem um corpo físico muito robusto.
PLUTÃO NA SEGUNDA CASA OU EM TOURO
Plutão na Segunda Casa ou em Touro indica um desejo e necessidade evolutiva anterior de desenvolver a auto-suficiência e a confiança em si mesmo. No sentido mais amplo, Touro e a Segunda Casa estão relacionados com a sobrevivência física e biológica da espécie humana. Do mesmo modo como a espécie aprendeu a sobreviver fisicamente identificando os recursos necessários a esse fim, como aprender a acender o fogo, também esses indivíduos aprenderam a identificar seus recursos pessoais para sustentarem a si mesmos. Aqueles com Plutão na Segunda Casa ou em Touro possuem em decorrência disso um instinto de sobrevivência extraordinariamente forte. Do ponto de vista biológico, eles possuem uma natureza sexual muito intensa uma vez que uma das funções da sobrevivência é reproduzir a espécie.
Estes indivíduos chegam à vida com uma intensa necessidade de sobreviver e de se sustentarem no plano físico, e, por conseguinte, no emocional. Eles chegam a esta vida com uma inata auto-suficiência e confiança em si mesmos. Eles vêm aprendendo em vidas anteriores a identificar seus valores e necessidades individuais a fim de desenvolver essas qualidades. Ao se retrair, ele interioriza seu foco de consciência a fim de descobrir dentro de si seus próprios valores e necessidades.
Ao permanecerem enraizados (fixos) em si mesmos, estes indivíduos vivenciaram, sentiram, ou descobriram sua própria essência como sendo diferente do fluxo de circunstâncias em transformação à sua volta. Estes indivíduos chegam a esta vida com uma visão ou conhecimento limitado a respeito de si mesmos e da vida em geral. Esta visão limitada é conhecida, familiar e segura. Por conseguinte, eles confiam nessa visão limitada porque ela "funciona". Esta confiança no passado pode criar a inércia ou a preguiça, bem como uma resistência a pular fora do poço. O grau de resistência e de visão limitada estão relacionados com a característica da principal dinâmica kármica/evolutiva em cada mapa de nascimento.
No que diz respeito à sobrevivência física, os indivíduos numa condição evolutiva do estado gregário tendem a identificar os valores materiais como um veículo para a independência individual. Podemos perceber a limitação implícita aqui. Outras pessoas na condição evolutiva individualizada aprenderam a se identificar como os recursos que criam os meios para a independência individual. Aqueles que se encontram na condição espiritual ou universal aprenderam que a Causa Primeira ou o Universo fornece aquilo de que precisam para se sustentarem quando são receptivos a esse fornecimento. Eles normalmente se isolam do ambiente que os cerca e das outras pessoas a fim de se concentrarem no seu relacionamento com a Causa Primeira.
A limitação está implícita em todos os casos. No caso daqueles que se ligaram aos valores materiais como um meio de autopreservação ou de independência individual, as limitações são os próprios valores. As necessidades materiais e os desejos podem ser para esses indivíduos um buraco sem fundo porque eles acreditam que a segurança física é responsável pela segurança emocional. Relacionamento com o medo de perda intrínseca a Plutão, existe o meio subconsciente da perda (ou de não ter o suficiente) dos bens materiais. As pessoas e o dinheiro — equivalem ao poder em decorrência do status que está implícito na riqueza material. Algumas dessas pessoas não estão afastadas da possibilidade de manipular os bens, os recursos ou o dinheiro de outras pessoas a fim de conseguir ganhos pessoais. Outras não estão imunes a constituir relacionamentos indiretos com situações ou pessoas que representam, ou personificam, este tipo de poder ou status. Em outras palavras, alguma dessas pessoas perceberam que possuem essas necessidades e desejos, e contudo são por demais preguiçosas para fazer o esforço necessário para criarem por si mesmas os recursos. E mais fácil não fazê-lo. Elas formam em vez disso relacionamentos indiretos com outras pessoas que possuem esses recursos tornando-se extensões das suas identidades e dos seus valores.
Um pequeno percentual daqueles que manipulam os recursos de outros indivíduos para conseguir estes recursos para si mesmos usaram táticas bastante desonestas ou ilícitas para fazê-lo. Um pequeno percentual daqueles que fizeram muito pouco ou nenhum esforço para transformar em realidade suas necessidades materiais poderão viver além dos seus recursos; dirigindo os elegantes carros esportivos que não têm condições de possuir, ultrapassando o limite dos seus cartões de crédito, endividando-se, etc. Os indivíduos que fizeram o esforço necessário para transformar em realidade suas necessidades materiais podem acumular vastas quantias em dinheiro e propriedades em virtude da concentração (Plutão) sobre o desejo e o esforço.
Sendo o ponto de polaridade a Oitava Casa ou Escorpião, o desígnio evolutivo conduzirá esses indivíduos a intensas confrontações internas e externas. Estas confrontações revelarão as limitações implícitas em seus sistemas de valores, na forma como eles aprenderam a se relacionar, e como eles identificaram a natureza da sua realidade pessoal — o sapo no poço.
No caso daqueles que acumularam riquezas, o choque da confrontação envolverá a constatação de que a abundância material não equivale à felicidade ou a segurança emocional. A Oitava Casa, e o próprio Plutão, evoca ou simboliza a consciência de níveis mais profundos de realidade; que a vida envolve muito mais do que os valores materiais.
Aqueles que usaram de meios desonestos para conseguir a riqueza serão perseguidos até o túmulo por uma persistente sensação de culpa. Esta última serviria para iluminar as motivações interiores que produziriam esta situação. Isto por sua vez pode acarretar choques interiores de autoconhecimento porque esses indivíduos têm estado tipicamente "inconscientes" dessas forças mais profundas de motivação. Em outros casos, a riqueza pode ser tirada do indivíduo para impor a reavaliação do seu sistema de valores. A questão da confiança em si mesmo é então vivenciada de uma nova maneira.
Sob determinadas condições evolutivas e kármicas, os indivíduos com Plutão na Segunda Casa nascem em condições materiais difíceis a fim de forçar que ocorram lições de confiança em si mesmo. Em outros casos, alguns indivíduos nascerão em determinadas situações de vida nas quais os pais estão ligados à riqueza mas eles não desfrutam os recursos materiais porque não são capazes de se harmonizar com os valores dos seus pais, ou não conseguem se conformar aos ditames dos desejos paternos. Em alguns raros casos, o indivíduo poderá vivenciar o choque do encarceramento caso tenha sido usados métodos criminosos para adquirir a riqueza material. Em outros casos, o indivíduo será forçado a se debater durante toda a sua vida para conseguir a segurança material.
Estes indivíduos precisam se abrir a outras pessoas ou situações de maneiras pelas quais suas próprias limitações pessoais e modos de se relacionar com a realidade sejam expostos. Eles terão uma noção profunda de quem são, e eles se relacionarão consigo mesmos e com outras pessoas a partir desse senso mais ou menos definido de autodefinição. Esta atitude não apenas produz a autolimitação como também o isolamento individual. Estes indivíduos poderão ter identificado sua essência, suas habilidades, seus valores pessoais, mas se não souberem como implementá-los ou aplicá-los a "forças" externas a si mesmos, ou seja a sociedade e as outras pessoas, neste caso a confrontação da Oitava Casa de limitação, negação ou isolamento certamente irá ocorrer. Pode ser maravilhoso ter um talento natural de oleiro, mas se não for realizado o esforço para integrar, aplicar ou ligar a habilidade às necessidades da sociedade de uma maneira compatível aos sistemas de valores das outras pessoas, não será possível prover o próprio sustento através dessa habilidade. A necessidade evolutiva e kármica criará o efeito de negar a habilidade do indivíduo de sustentar a si mesmo com relação à capacidade intrínseca que ele possui para poder fazê-lo.
Em todos os casos, o ponto de polaridade da Oitava Casa exige uma confrontação com limitações pessoais. O sapo precisa ser forçado a sair do poço para se expor completamente à luz do dia. Este processo ocorre forçando o indivíduo de alguma maneira a entrar em si mesmo para examinar as dinâmicas interiores que estão criando essas situações de vida. Ao fazer isso, estes indivíduos criam o potencial para uma total metamorfose: fazer surgir uma maneira totalmente nova de se relacionarem consigo mesmos, com as outras pessoas e com a realidade de um modo geral. Desse modo, estes indivíduos podem adotar sistemas de valores redefinidos que deixam espaço para que ocorra o necessário crescimento.
Estes indivíduos aprenderão progressivamente a unir seus recursos e suas vidas com os de outras pessoas para que uma transformação pessoal possa ocorrer; uma transformação de limitações. Estas pessoas fundamentais terão a capacidade de compreender ou "ver" a origem da limitação que bloqueou o indivíduo. Estas pessoas fundamentais estimularão o esforço individual e a autoconfiança do indivíduo com Plutão na Segunda Casa, ao invés de incentivar que ele dependa delas. Se e quando outras pessoas poderosas surgirem na vida do indivíduo com Plutão na Segunda Casa estimulando a dependência deste com relação a elas, o indivíduo não deverá de forma alguma se envolver com as mesmas. Se ele atribuir ou conceder um poder excessivo a qualquer um dos dois tipos de pessoas acima referidos, o ponto de polaridade de Plutão na Oitava Casa providenciará para que ocorra uma remoção forçada dessa pessoa na vida do indivíduo a fim de reforçar as lições de autoconfiança e independência individual que estão em andamento.
Os indivíduos com Plutão na Segunda Casa possuem uma forte natureza física e sexual. A evolução ocorre quando eles aprendem a se combinar e a se unir a uma outra pessoa de uma forma emocional, ao invés de abordar a atividade sexual de uma maneira essencialmente masturbatória usando uma outra pessoa para a gratificação e liberação física e sexual. E preciso compreender que o poder emocional de Plutão na Segunda Casa conduz naturalmente a fortes necessidades físicas e sexuais nesses indivíduos. Mais uma vez, a Segunda Casa é um arquétipo que se correlaciona com o impulso instintivo de procriar a espécie humana. Quando este impulso instintivo está relacionado com a autoconfiança, o resultado será uma forte natureza masturbatória nesses indivíduos quando eles não estiverem envolvidos num relacionamento. A acumulação emocional natural da energia de Plutão em qualquer casa requer a liberação cíclica através desta casa, ou da sua casa de polaridade, para que a estabilidade emocional possa ocorrer. Caso não haja a liberação cíclica, podem ocorrer a distorção emocional e a perda de perspectiva em todos os aspectos da vida do indivíduo. Plutão na Segunda Casa, portanto, requer que essa acumulação de energia seja liberada de um modo físico sexual. Mesmo quando estes indivíduos estão envolvidos com outra pessoa, não é raro que mesmo assim eles sintam necessidade de se masturbar, porque a masturbação é um meio de eles "se ligarem" a si mesmos. E uma forma de dar seguimento às lições evolutivas de autoconfiança e independência individual. A questão aqui é que estes fenômenos são naturais para estes indivíduos, e não devem ser criticados e nem submetidos à uma modificação de comportamento.
Algumas pessoas com Plutão na Segunda Casa têm, ou usarão, seu poder sexual/emocional para possuir, usar ou manipular outras pessoas. Elas poderão recusar a atividade sexual a uma outra pessoa, ou poderão usar sua natureza sexual para conseguir alguma coisa de alguém. Em casos extremos, isto pode se transformar numa exibição de troféus, à medida que elas passam de um parceiro sexual para outro. Este fenômeno ocorre para que essas pessoas possam demonstrar para si mesmas seu poder pessoal e emocional. Quando tem lugar a compulsão e a obsessão com relação às necessidades físicas, emocionais e sexuais, alguns desses indivíduos se tornam quase que unicamente concentrados em imagens, tabus e símbolos sexuais. E evidente que esta situação implica uma limitação. Em algum ponto das suas vidas, um choque ou uma confrontação emocional terá lugar a fim de transformar esse comportamento e essa inclinação emocional e física.
Os indivíduos que se encontram no estado evolutivo espiritual ou universal precisam aprender vários rituais ou técnicas que utilizam a energia da união sexual para incentivar a transcendência do plano físico. Em outras palavras, para se ligarem às técnicas, métodos ou rituais apropriados que lhes ensinam a usar a energia sexual/emocional vivenciada durante a atividade sexual para expandir sua consciência. Um exemplo destas técnicas e rituais pode ser encontrado na antiga tradição do Tantra Yoga, originário do Tibete. O Kama Sutra da Índia e as técnicas taoístas de yoga da China são outras tradições que abordam a sexualidade desta maneira.
Uma vez que o indivíduo com Plutão na Segunda Casa comece a pôr em prática as exigências evolutivas e kármicas necessárias do ponto de polaridade da Oitava Casa, os resultados se traduzirão num indivíduo que não apenas compreenderá suas limitações, como também fará conscientemente o esforço de se ligar às atividades adequadas que promoverão a exigida transformação dessas limitações. Estas atividades serão diferentes em cada caso. A necessidade e o tema evolutivo serão os mesmos em todos os casos. A medida que este processo se desenvolve, esses indivíduos podem se tornar peritos em indicar as limitações e o por quê dessas limitações, nas outras pessoas, e sugerir os meios adequados para a transformação. Esses indivíduos podem aprender a se unir com as outras pessoas, a unir seus recursos com os de outras pessoas, e mostrar aos outros como fazerem o mesmo. A transformação que ocorre nessas atividades de união só irão contribuir para o que o indivíduo já é; aquilo que ele já trouxe de outras vidas. Ele poderá aprender a se unir sem se tornar dependente daquilo com o que está se unindo. Desse modo, as lições em andamento a respeito da autoconfiança continuarão a acontecer ao mesmo tempo que deixam espaço para uma transmutação das limitações existentes trazidas para esta vida. Em decorrência disto, teve lugar a evolução.
Entre as características comuns aos indivíduos com Plutão na Segunda Casa estão as seguintes: a obstinação, estar habitualmente na defensiva, a estabilidade e a força interior, "os sobreviventes", a paciência, a perseverança ou a preguiça, a relutância em mudar, o poder silencioso, o ardor silencioso, a necessidade de se ligar a algo que tenha poder ou seja poderoso, a necessidade de possuir aquilo que julgam lhes pertencer, ou aquilo que é "deles". Inversamente, eles podem produzir a autoconfiança nas outras pessoas, e compreender que não possuem nada.
Na Segunda Casa, a necessidade evolutiva exigiu o recolhimento e a interiorização para que o senso de individualidade fosse descoberto no interior; para atribuir-lhe valor, significado e a capacidade de identificar os próprios recursos particulares para produzir a autoconfiança e a independência pessoal. Fazendo isto, a estabilidade e a segurança emocionais poderiam ser alcançadas.
PLUTÃO NA TERCEIRA CASA OU EM GÊMEOS
Os indivíduos com Plutão na Terceira Casa ou em Gêmeos vivenciaram a necessidade evolutiva de se projetar no ambiente físico a fim de recolher informações, fatos e dados. Por conseguinte, este processo conduziu ao desenvolvimento evolutivo bem como à ênfase sobre a mente e o intelecto.
As pessoas com Plutão na Terceira Casa tiveram que se projetar no seu ambiente físico imediato a fim de se ligar mais amplamente a ele e por conseguinte a si mesmas. Estes indivíduos obtiveram novas experiências através das quais desenvolveram seus poderes mentais e capacidades intelectuais para ordenar logicamente sua existência existencial. Em outras palavras, eles precisam dar nomes e classificar os objetos e as formas do ambiente físico a fim de compreendê-lo e conhecê-los. Ao fazer isto, eles também definiram a si mesmos ao compreender, ou ao tentar compreender, seu relacionamento dentro do plano das coisas — ou, como o diriam os taoístas, "dentro das dez mil coisas".
No mais amplo sentido possível, a Terceira Casa representa a necessidade de espécie humana de dar nomes e classificar aquilo que é quanto ao mais um mundo fenomenal. Ao designar e classificar, nós nos tornamos intelectualmente, e portanto emocionalmente, seguros. No sentido mais profundo, a Terceira Casa está relacionada com a nossa necessidade de conhecer as leis físicas do nosso mundo a fim de compreender como ele funciona.
Assim, os indivíduos com Plutão na Terceira Casa desejaram vivenciar muitos tipos de circunstâncias e situações por eles mesmos preparadas. Sua curiosidade intelectual natural lhes permitiu construir, a partir do seu próprio ponto de vista evolutivo, a idéia de quem eles pensavam que eram e pensam que são agora.
Houve um desejo e uma necessidade de compreender seu "mundo" numa estrutura cada vez mais ampla. Houve, e haverá, o desejo de formar um depósito de fatos e informações a respeito de seu mundo com o objetivo de construir uma estrutura ou superestrutura lógica de idéias que reacional e empiricamente expliquem seu relacionamento com o meio ambiente. O desejo no passado não foi o de compreender o significado mais profundo desses fatos: as leis metafísicas ou cosmológicas comparadas com as leis físicas do mundo. O ponto de vista de convergência estava, e estará, em fatos verificáveis por meio dos sentidos.
O problema é que o desejo de expandir, de recolher uma quantidade cada vez maior de informações ou fatos, conduz ciclicamente a uma situação na qual as novas informações corroem diretamente a base existente. Por serem simultaneamente atraídos e repelidos pelo desejo de novas experiências ou informações, estes indivíduos tomaram necessariamente decisões a respeito de quais as informações que seriam assimiladas e quais as que seriam rejeitadas.
A partir de uma perspectiva evolutiva, estas decisões criaram limitações intelectuais em decorrência da necessidade de segurança intelectual e emocional. Admitida a dinâmica da atração/repulsão, estes indivíduos vivenciarão implosões ou cataclismas intelectuais cíclicos nos quais a estrutura lógica da organização intelectual se desintegra. A segurança emocional é afetada, mas eles aprenderam a se adaptar em virtude da inerente natureza mutável da Terceira Casa. O símbolo da mutabilidade é uma espiral que se desloca no sentido ascendente. A implosão intelectual/emocional reorganiza e a metamorfose produz uma nova base, um ponto de vista mais inclusivo.
A intensidade da implosão intelectual/emocional é diretamente proporcional à intensidade com a qual o indivíduo tenha assimilado a informação. Se ele tiver se identificado completamente com a informação ou a idéia, o cataclisma será total; a fundação aparentemente removida. Por outro lado, se a nova idéia estiver apenas sendo analisada, assimilada ou absorvida de um modo insignificante, então a intensidade da implosão será menor. Estas implosões cíclicas sempre ocorrem quando, através da pressão evolutiva, a estrutura intelectual se torna limitada ou estagnada a ponto de impedir o posterior crescimento ou expansão. A intensidade da resistência relativa à necessidade de expansão determina a intensidade do cataclisma.
A pressão evolutiva de Plutão na Terceira Casa de assimilar novas informações e de gerar novas experiências produziu um grau bastante intenso de eterna inquietude que vibra dentro da alma desses indivíduos. Esta inquietude, ligada ao tédio e à estagnação conduziu a formação de um arquivo de experiências e informações às quais estes indivíduos constantemente recorrem, para aumentar seu entendimento e transmitir esse entendimento e conhecimento para as outras pessoas. Em outras palavras, a inquietude impulsiona compulsivamente essas pessoas na direção de informações ou experiências eternamente renovadas.
Os indivíduos com Plutão na Terceira Casa mantêm, e precisarão manter, relacionamentos com outras pessoas para poderem "processar" a si mesmos; ou seja, para liberar a acumulação intelectual e emocional de energia mental. Em casos extremos, alguns desses indivíduos poderão se tornar tagarelas compulsivos. Eles precisam dos relacionamentos não apenas para "processar" a si mesmos, como também para receber novas informações das outras pessoas. Esta contínua interação com seus semelhantes produz uma constante necessidade de ajustar suas idéias, o que significa que cada vez mais fatos são necessários para explicar ainda mais detalhadamente a "imagem completa" de si mesmos e do mundo em que vivem. O problema é que esses indivíduos sentem que jamais saberão o suficiente. Por conseguinte, os "bancos de dados" correm risco de se tornar tão grandes que ameaçam ruir e se desintegrar. A desintegração ocorre quando existem um número excessivo de fatos que se ligam logicamente de tantas maneiras que não há uma forma complexa ou holística na qual seja possível relacionar todos os dados. Ao buscarem um interesse, idéia ou desejo após o outro, estes indivíduos podem terminar percorrendo muitos caminhos diferentes ao mesmo tempo num esforço compulsivo e inconsciente de encontrar aquele fato ou informação que irá reunir tudo para eles.
Desse modo, estas pessoas podem terminar numa terra de perspectivas giratórias sem qualquer centro ou fundação através do qual possam criar uma imagem complexa e coerente. A experiência interior do indivíduo no que diz respeito ao seu próprio "centro" se compõe de perspectivas circulares, de uma massa rodopiante de emoções e do sentimento de que o centro ou a base está em eterno movimento. Sentindo-se perdidos e inseguros, eles podem desesperadamente buscar um fato concreto com o qual possam se identificar e que possam chamar de seu. E contudo, a partir de um ponto de vista evolutivo, o centro mais interno desses indivíduos precisa se mover. O centro ou a fundação é o movimento em si. Este efeito em espiral pode ser interminável à medida que ocorrem os perpétuos ciclos de contração e expansão. A base evolutiva para o constante movimento do centro é eliminar as limitações intelectuais que se formam periodicamente na tentativa de estabilizar e transmitir segurança. Além disso, estes ciclos de contração e expansão ocorrem para conduzir progressivamente o indivíduo à percepção de que existe uma limitação intrínseca ao que a mente com uma orientação empírica pode conhecer em si mesma e por si mesma.
Com o ponto de polaridades de Plutão na Nona Casa ou em Sagitário, o desígnio evolutivo para esta vida é desenvolver a faculdade intuitiva em oposição a um intelecto essencialmente preocupado com fatos empíricos. Ao desenvolver a intuição, esses indivíduos irão compreender progressivamente o significado ou a importância dos fatos; as leis metafísicas ou cosmológicas que são a base das leis físicas. Eles irão aprender a sintetizar todos os dados num entendimento complexo ou holístico de como as partes estão relacionadas com o todo. A intuição é a faculdade que existe dentro de todos nós que se torna consciente, ou está consciente, de um conhecimento que não é produto do pensamento dedutivo. A intuição é aquela parte que existe em todos nós que sabe o que sabe sem saber como sabe. O desenvolvimento necessário da intuição para as pessoas com Plutão na Terceira Casa requer que eles aprendam a acalmar a eterna atividade das suas mentes. Ao fazer isto, estes indivíduos podem se abrir e entrar em sintonia com a faculdade intuitiva que está naturalmente ligada à "verdade" que existe em nosso universo.
Uma maneira básica pela qual esses indivíduos podem aproveitar e acalmar suas mentes é harmonizar-se com um sistema filosófico ou metafísico abrangente que eles sintam bem no íntimo ser o mais razoável. Ao fazer isto, estes indivíduos podem intuitivamente se sintonizar com um princípio holístico com base no qual todas as informações que flutuam em suas cabeças podem receber um núcleo. Ao ser criado esse ponto central, todos os fatos podem ser sintetizados a fim de refletir a "verdade" da filosofia particular com a qual eles se identificaram. Ao se sintonizarem com uma filosofia abrangente com a qual se identificam num nível bastante profundo, estes indivíduos podem criar uma interpretação coerente dos fatos e do mundo que os rodeia. O resultado será a tranquilização e a utilização da mente.
No que diz respeito às condições evolutivas e kármicas do passado, alguns indivíduos criarão seus próprios princípios filosóficos ou metafísicos fundamentais sobre os quais eles fundamentam os argumentos e a "exatidão" das suas opiniões e fatos. Este tipo de indivíduo não se harmonizarão com um sistema filosófico fora de si mesmos. Outros indivíduos se identificarão com dois, três ou mais "sistemas" fora de si mesmos. Ao fazê-lo, eles escolherão em cada um dos princípios que estão de acordo com algum ponto de vista preexistente e o qual se recusam a abandonar. Desse modo, eles sintetizarão esses sistemas na sua filosofia e verdade particular. Outras pessoas assumirão um compromisso total com um sistema filosófico fora de si mesmas pelo qual se sentem extremamente atraídas a fim de criarem o necessário ponto central. A voz da autoridade pessoal, no que diz respeito às suas opiniões, estará portanto ligada à autoridade do próprio sistema. Em todos os casos, a necessidade e a pressão evolutiva de procurar os princípios cosmológicos ou metafísicos fundamentais é a mesma. Esta pressão evolutiva está ensinando a todas essas pessoas a ligação entre o físico e o metafísico, entre a mente e a intuição, e as limitações implícitas no intelecto revestido de uma orientação empírica.
Além disso, o ponto de polaridade da Nona Casa estará ensinando a todos esses indivíduos as diferenças entre reações e respostas. Antes da necessária transformação, esses indivíduos serão de um tipo mais ou menos reativo. Numa conversa, por exemplo, eles poderão realmente não escutar um ao outro, ou eles poderão esperar por uma idéia ou pensamento para que possam reagir. Como realmente não escutam, esses indivíduos estão preocupados em estampar nas outras pessoas suas próprias idéias e conhecimento. Ao esperarem um pensamento ou idéia para reagir, estes indivíduos estão esperando para usar o pensamento ou a idéia de uma outra pessoa como uma plataforma de lançamento para afirmar o seu ponto de vista particular. E claro que esta dinâmica pode conduzir a conversas que não levam a lugar algum, ou que terminam em espirais invertidas de perspectivas discordantes. Ela pode provocar discussões ou confrontações intelectuais nas quais todas as partes envolvidas tentam convencer ou converter as outras para os seus pontos de vista particulares sem levar em consideração ou prestar seriamente atenção a qualquer outra pessoa. Em outras situações, este processo relativo pode fazer com que esses indivíduos simplesmente se afastem de uma conversa perguntando se poderiam ter dito uma outra coisa, ou falado o que disseram de uma maneira melhor ou diferente. Ou o indivíduo poderia simplesmente fazer a outra pessoa calar-se abandonando a conversa. Em todos os casos, o objetivo e o efeito são os mesmos: estimular a percepção das suas armadilhas intelectuais, jogos, limitações, motivos e as necessidades e as dinâmicas que os criaram.
À medida que este drama evolutivo se desenrola, esses indivíduos podem aprender a lição da resposta versus a reação. Uma resposta é considerada a ação que se transforma neste caso em saber quando falar e quando não falar, o que dizer versus divagar ou tentar demonstrar um ponto, e ouvir as idéias e o conhecimento das outras pessoas e saber o que assimilar e o que rejeitar. Ao invés de comprar uma pilha de livros que não são lidos, ou que são parcialmente lidos, essas pessoas aprenderão a comprar um livro de cada vez a respeito de um determinado assunto para o qual se sintam intuitivamente atraídas. Progressivamente, a partir de um ponto de vista evolutivo, essas pessoas virão a perceber a diferença entre as opiniões e o que é verdadeiro.
As quatro condições evolutivas naturais determinam os tipos de idéias e filosofias pelas quais esses indivíduos se sentem atraídos. Aqueles que se encontram no estado gregário ouvirão opiniões e idéias correntes a respeito de qualquer assunto considerando o ponto de vista como sendo o seu. Eles se sentirão atraídos pelas formas "aceitas" de expressão religiosa ou política.
Aqueles que se encontram no estado individualizado desejam pensar por si mesmos. Eles irão rejeitar a opinião corrente investigando por si mesmos os assuntos que os atraem. Em outras palavras, a verdade deve ser compreendida, e não criada a partir de um ponto de vista egocêntrico. Ao se harmonizarem com um sistema fora de si mesmos que reflete aquilo que eles intuem ser verdadeiro, estes indivíduos estão admitindo que existem forças ou poderes maiores do que si mesmos.
Os indivíduos no estado espiritual tentarão compreender a base intemporal das leis físicas do nosso mundo, e empregarão fatos para ilustrar um ponto ou princípio espiritual. Estes indivíduos entrarão em sintonia com sistemas cosmológicos, metafísicos, religiosos e filosóficos específicos pelos quais se sintam intuitivamente mais atraídos. Mesmo neste estado evolutivo, a limitação pode existir quando ou o sistema específico, ou o indivíduo, rejeita um outro sistema considerando-o "errado". A evolução ocorre neste estado ao ensinar progressivamente toda a "verdade" ao indivíduo, bem como a unidade fundamental de todos os caminhos que conduzem à percepção da verdade.
Uma vez que as necessárias lições evolutivas são desenvolvidas, o indivíduo com Plutão na Terceira Casa terá aptidões de comunicação naturais que podem inspirar, motivar, enfeitiçar, hipnotizar e transformar os padrões e as opiniões intelectuais das outras pessoas pelo simples contato com elas. Sua habilidade de compreender a ligação entre o macrocosmo e o microcosmo, entre a verdade e o fato, é inigualável. Esta habilidade pode se traduzir em tomar uma variedade de fatos de natureza diversa e relacioná-los com um princípio central do qual os fatos emanam. O sutil intelecto consegue identificar a essência de qualquer questão ou problema que seja colocado pelo indivíduo ou para ele. Uma vez que a essência de qualquer problema ou questão seja exposta a solução pode logo surgir.
Entre as características comuns aos indivíduos com Plutão na Terceira Casa estão as seguintes: uma mente profundamente perspicaz, a inteligência, a curiosidade desde que eles possam controlar a direção da curiosidade, a habilidade de reconhecer o ponto mais fraco de qualquer argumento, a habilidade de revelar os fatos, parecem ser muito lógicos e entretanto se colocam intelectual e emocionalmente na defensiva quando as idéias das outras pessoas ameaçam sua própria ordem intelectual, um poder natural emana das suas mãos. Aqueles que estão envolvidos com a cura demonstram ser extremamente hábeis na massagem terapêutica porque o sistema nervoso elétrico de suas mãos é fortemente magnético e carregado de energia. Esses indivíduos podem vibrar em uníssono com o campo elétrico de uma outra pessoa de uma tal maneira a ponto de desencadear seus próprios impulsos neurológicos que lhes "dizem" o que o cliente precisa.
PLUTÃO NA QUARTA CASA OU EM CÂNCER
Plutão na Quarta Casa ou em Caranguejo demonstra que um ciclo evolutivo está se encerrando e que um novo ciclo está a caminho. Os indivíduos com Plutão na Quarta Casa vêm tentando e desejando aprender a lição evolutiva da segurança ao invés de extrair a segurança emocional de algum fator externo, como os pais, o emprego, um amante, etc. Estes indivíduos vêm aprendendo a criar e a suprir sua própria segurança emocional a partir de si mesmos.
Uma vez que este impulso evolutivo é bastante novo, a maioria dos indivíduos com Plutão na Quarta Casa ainda não aprenderam completamente esta lição. Desse modo, a maioria escolherá nascer em situações familiares nas quais um ou ambos os pais produzam uma variedade de choques emocionais que forcem o indivíduo a se voltar para si mesmo. Geralmente, um ou ambos os pais desses indivíduos não reconhecem, e nem compreendem, a individualidade inerente dessas pessoas, e por conseguinte suas necessidades emocionais amiúde não são satisfeitas pela família. Desse modo, estes indivíduos são atirados sobre si mesmos para reforçar a lição evolutiva de segurança interior e de minimização de dependências externas. Estas lições têm lugar ou se manifestam totalmente dentro da estrutura emocional desses indivíduos. As lições kármicas e evolutivas envolvem a natureza e a base das emoções, dos estados de espírito e dos sentimentos — bem como as causas e as origens de um estado de espírito, sentimento ou emoção particular.
Este tipo de experiência ambiental precoce pode ser extremamente difícil para uma criança, pois nessa idade somos muito sensíveis e vulneráveis porque o nosso senso de individualidade, de quem e do que nós somos, está muito pouco definido. Nossa auto-imagem, e por conseguinte nosso senso de individualidade, recebe um impacto muito forte dos nossos pais e nosso ambiente inicial. Temos a tendência de assimilar indiscriminadamente as mensagens oriundas do nosso ambiente cultural, bem como dos nossos pais.
Cerca de 80 por cento dos indivíduos com Plutão na Quarta Casa passaram por uma série de experiências em vidas pregressas nas quais suas necessidade emocionais não foram satisfeitas por um ou por ambos os pais. Eles chegarão a esta vida com aquelas memórias inconscientes e, em muitos casos, nascerão novamente numa situação ambiental e familiar na qual a sua individualidade e necessidades emocionais não são reconhecidas ou satisfeitas. Não é raro que estes indivíduos tenham um karma difícil ou uma ligação em vidas anteriores com um ou com ambos os pais desta vida — questões kármicas não resolvidas. Estas associações de vidas pregressas produzem lembranças que são mantidas num nível inconsciente. Por conseguinte, grande parte da interação que pode ocorrer entre a criança e o pai ou a mãe está associada a padrões de comportamento emocionais compulsivos cujas origens estão radicadas ou são causadas por difíceis associações em vidas passadas.
Em casos deste tipo, a natureza específica da dificuldade ou do karma da vida pregressa precisa ser determinada relacionando-se o mapa de nascimento do indivíduo com o mapa de um ou de ambos os pais. Estes indivíduos terão problemas emocionais, em graus variados de magnitude, diretamente ligados a um sentimento de não receber carinho suficiente, de não ser suficientemente apreciado ou compreendido por si mesmos como indivíduos. Quando chegam a esta vida, as associações de memória do passado são mais uma vez inflamadas à medida que eles vivenciam o mesmo tipo de ambiente e de situação familiar. Esta condição kármica/evolutiva cria necessidades emocionais bastante intensas, bem como fortes emoções, sentimentos e estados de espírito. A expectativa inconsciente de que os pais satisfaçam estas necessidades é a dinâmica que cria as intensas emoções, sentimento e estados de espírito quando um ou ambos os pais deixam de fazê-lo. E importante compreender que a experiência do indivíduo bem como sua interpretação do comportamento de seus pais pode ser bastante diferente da maneira como um ou ambos os pais interpretam o seu próprio comportamento com relação à pessoa com Plutão na Quarta Casa.
A insegurança inerente com que muitos desses indivíduos chegam a esta vida, cria um buraco sem fundo no que diz respeito a quanto alimento emocional eles precisam para se sentirem seguros. Um ou ambos os pais podem não ser capazes de fornecer a quantidade de alimento emocional que o indivíduo requer. As razões podem ser bastante legítimas. Por exemplo, preocupações com o trabalho ou a profissão podem tirar os pais do ambiente imediato do indivíduo. Como criança, a pessoa com Plutão na Quarta Casa não possui a capacidade de compreender as razões legítimas pelas quais um ou ambos os pais não estão disponíveis. Por conseguinte, o indivíduo interpreta esta situação como não estando recebendo a quantidade necessária de alimento emocional de que necessita. Este fato desencadeia associações e lembranças de vidas passadas, as quais por sua vez conduzem aos intensos estados emocionais acima descritos. Entretanto, a partir de um ponto de vista evolutivo, isto é necessário em virtude das lições de segurança interior em andamento e da minimização de dependências exteriores.
Em outros casos, alguns desses indivíduos atrairão um pai ou uma mãe que domina emocionalmente sua vida. Este é o tipo de progenitor que não permite que o indivíduo cresça. Ele deseja permanecer uma figura central na vida do indivíduo, e manipulará velada ou abertamente o indivíduo. Mais uma vez, o indivíduo é atirado sobre si mesmo. Em outros casos ainda, um ou ambos os pais manifestarão um comportamento cruel, vingativo ou totalmente injurioso com relação ao indivíduo. Este tipo de comportamento pode assumir muitas formas, e se manifestará em graus variados de intensidade. Precisamos determinar a base das associações de vidas pregressas entre o indivíduo com Plutão na Quarta Casa e seus pais a fim de podermos compreender por que essas condições existem, e como resolvê-las.
Em muitos desses casos, as intensas necessidades emocionais que não foram satisfeitas no ambiente inicial se traduzirão num deslocamento emocional. Em outras palavras, estes indivíduos podem formar relacionamentos com outras pessoas nos quais inconscientemente esperam e tentam fazer com que suas necessidades emocionais sejam satisfeitas por uma outra pessoa. Na realidade, essas necessidades emocionais são as de uma criança. Em decorrência disso, outras pessoas poderão tratá-los como crianças e não permitir que cresçam. Todas as dificuldades emocionais, e a dor associada a estas dificuldades, são compulsivamente projetadas sobre outras pessoas em graus variados de intensidade e expectativa. Quanto mais próxima a pessoa com Plutão na Quarta Casa se torna de outra, mais intensas as projeções e as expectativas.
Nos relacionamentos íntimos, estes indivíduos irão inconscientemente atrair parceiros cuja constituição psicológica seja semelhante a de um ou de ambos os pais. Isto é especialmente verdadeiro na primeira parte da sua vida. Eles estão tentando, através do deslocamento emocional, recobrar ou vivenciar, por meio de eternas exigências, o sentimento anterior de carinho da sua individualidade que eles não receberam de um ou de ambos os pais. E contudo, uma vez que os parceiros são semelhantes a um ou ambos os pais, esta necessidade deslocada permanece insatisfeita. Uma vez mais, estes indivíduos são forçados a se voltarem para si mesmos.
Este ciclo continuará a se repetir até que a pessoa com Plutão na Quarta Casa aprenda progressivamente a compreender por que este tipo de situação existe — aprenda a suprir sua própria segurança interior, e a amadurecer emocionalmente realizando e estabelecendo sua própria individualidade através de seus próprios esforços. Além disso, ela precisa aprender a minimizar ou eliminar todas as dependências externas; de ter suas necessidades satisfeitas por uma outra pessoa, ou de ter sua necessidade de segurança dependente de uma situação externa. Até que esta lição seja concluída, existe um potencial muito grande para que essa pessoa manipule outras emocionalmente a fim de satisfazer suas necessidades infantis e egocêntricas. Os acessos emocionais (a ira, a raiva), o recolhimento emocional, demonstrar falsas emoções ou fingir desespero de uma forma ou de outra, extremas flutuações de humor, profundos sentimentos de culpa (o que fiz para merecer isto? Por que fui fazer aquilo?) são sintomas comuns até que essa pessoa compreenda as lições que está aprendendo, e as razões dessas lições. A medida que ela for aprendendo a minimizar suas dependências e resultantes expectativas, colocará suas atuais lições evolutivas em movimento.
Em alguns casos, intensas emoções e necessidade aparecem com um medo terrível de vulnerabilidade. Todas as pessoas com Plutão na Quarta Casa possuem emoções extremamente sensíveis e suscetíveis. Em determinados casos, alguns desses indivíduos aprenderam a como cancelar ou negar seu senso mais profundo de vulnerabilidade e sensibilidade emocional. Eles aprenderam a fazer isto através de repetidas vidas de choques emocionais, rejeições e manipulação emocional da parte das suas famílias e de outras pessoas. Esta reação condicionada também se baseia em experiências de vida em que estes indivíduos de repente perderam o ponto de apoio. Isto sempre irá acontecer quando o grau de dependência criar uma situação de estagnação. Como resultado desta reação emocional condicional, estas pessoas vivenciarão uma sufocação e frustração emocional nesta vida porque não estão expressando suas necessidades ou expectativas emocionais. Muitos deste indivíduos negarão até possuir fortes necessidades e emoções; muitos negarão também possuir quaisquer problemas emocionais. E contudo, como a pessoa com Plutão na Quarta Casa é intrinsecamente sensível, vulnerável e carente de ser tocada num nível emocional pelo menos por uma outra pessoa, esta reação condicional garante uma encarnação (ou ciclos dentro de uma encarnação) de sufocação emocional, ausência de realização, dificuldades e auto-imagem negativa em decorrência da supressão envolvida.
É bastante comum que as pessoas que reagiram dessa maneira atraiam para si outras pessoas a quem possam dominar e controlar sob um aspecto emocional. Os tipos de pessoas que estes indivíduos irão tipicamente atrair serão emocionalmente fracos ou estarão necessitando de alguma forma de cura emocional. Estas outras pessoas poderão elas mesmas ter situações emocionais não resolvidas ou não satisfeitas com um ou ambos os pais. O indivíduo com Plutão na Quarta Casa irá controlar e dominar identificando o ponto mais fraco na constituição emocional da outra pessoa e se concentrará permanentemente nesse ponto fraco. Desse modo, ele jamais permitirá que a outra pessoa "se afaste" da sua esfera de influência. Ele precisa compulsivamente de diminuir, arrasar a outra pessoa, a fim de fazer com que ela sinta que o indivíduo com Plutão na Quarta Casa é indispensável na sua vida. Assim, ao diminuir a outra pessoa, é como se ele estivesse se elevando. E, contudo, a outra pessoa está, à sua própria maneira, inconscientemente colocando o indivíduo com Plutão na Quarta Casa numa posição de domínio e controle no que diz respeito às suas próprias necessidade kármicas e emocionais.
Neste tipo de reação, o indivíduo com Plutão na Quarta Casa garante a proteção da sua própria vulnerabilidade e insegurança fundamental num nível emocional. Se esta reação estiver relacionada com uma raiva ou ira não resolvida por um ou por ambos os pais, o efeito emocional deslocado se apresenta levando essa raiva para as outras pessoas que ele atrai para sua vida. Esta reação emocional condicional que conduz à necessidade de controlar e representa uma forma indireta de tentar satisfazer suas necessidades de segurança e independência. Por estar numa posição de domínio e controle, ele mantém seus relacionamentos e satisfaz a questão da segurança. E, contudo, suas mais profundas necessidades emocionais continuarão não resolvidas nesse tipo de reação condicional porque as pessoas que ele atrai para si não estarão emocionalmente equipadas para ajudá-lo. O ponto a levar em consideração é o seguinte: a negação emocional não equivale à segurança emocional, e nem à resolução das necessidades kármicas e evolutivas.
Esta reação condicional também pode conduzir a situações nas quais os indivíduos com Plutão na Quarta Casa tentam dominar e controlar as situações ambientais em que se encontram. Esse tipo de dominação ocorre através do domínio verbal/emocional ou através da introdução silenciosa de um estado de espírito negativo. Aqueles que estão manifestando uma resposta infantil à sua vida, podem se projetar da mesma maneira. Freqüentemente esta tática atrairá para o indivíduo vibrações negativas, e mais uma vez os forçará a se voltarem para si mesmos. Sob um aspecto positivo, este efeito pode conduzir à percepção da dinâmica interior que está criando esses tipos de efeitos ambientais em suas vidas. Com esse conhecimento, os indivíduos com Plutão na Quarta Casa podem potencialmente efetuar as mudanças necessárias, e concluir as lições evolutivas envolvidas.
As reações emocionais do indivíduo com Plutão na Quarta Casa podem se alterar ciclicamente entre essas duas reações.
Estes indivíduos podem alternar entre buscar lugares e pessoas que eles inconscientemente esperam irão satisfazer suas necessidades emocionais deslocadas de uma maneira infantil, ou eles podem procurar ambientes e outras pessoas a quem possam dominar e controlar a fim de ter dessa maneira suas questões emocionais satisfeitas — fazer com que os outros dependam deles. Esses ciclos que se alternam podem ocorrer dentro de um único relacionamento fundamental, ou podem ocorrer através da escolha de diferentes tipos de relacionamentos ou situações ambientais em ocasiões diferentes.
Todos os indivíduos com Plutão na Quarta Casa irão vivenciar todo o espectro de emoções, estados de espírito e sentimentos da maneira mais intensa possível. Cada emoção é profundamente sentida. Como a natureza intrínseca de Plutão é compreender o por quê de qualquer coisa, cada estado de espírito/sentimento/emoção é intensamente analisado. Esta fixação pode ser tão completa que a pessoa pode parecer paralisada e incapaz de agir de qualquer outra maneira que não seja a ditada pela emoção particular. Em casos extremamente raros, esta dinâmica será responsável por estados semelhantes ao catatônico. Um exemplo clássico dessa reação que parece catatônica se reflete nos últimos anos da vida de Fredrich Neitzsche, que tinha Plutão na Quarta Casa.
Estes estados de espírito, sentimentos e emoções se originam das profundezas do inconsciente como a lava que fervilha debaixo de um vulcão. Geralmente a experiência exterior age como um gatilho que induz a manifestação desses fenômenos. Algumas vezes o indivíduo se torna "vítima" de um estado emocional que parece se manifestar sem qualquer motivo aparente. Desse modo, o indivíduo pode se sentir de um jeito num determinado momento e de outro do momento seguinte. Estes indivíduos podem dar a impressão, em decorrência disso, de serem fortemente incoerentes nas suas expressões e necessidade emocionais.
E claro que esta dinâmica pode ser tão confusa para os indivíduos com Plutão na Quarta Casa quanto para aqueles com quem eles interagem. Estes estados interiores intensos precisam ser vivenciados porque são a fonte do autoconhecimento e do caminho para a segurança interior. O desafio é tomar consciência do estímulo que produz as emoções, os estados de espírito e os sentimentos, ao invés de simplesmente vivê-los sem refletir a respeito da sua origem ou causa. Se esses indivíduos fizerem a tentativa de compreender a causa ou o estímulo por trás de qualquer estado emocional específico, eles poderão então desenvolver uma percepção intuitiva penetrante da natureza da dinâmica emocional. Esta percepção intuitiva pode ser aplicada a eles mesmos e às outras pessoas.
Estes indivíduos terão dois ciclos emocionais bastante distintos. Por um lado, eles terão um ciclo no qual se recolhem profundamente, ficam em silêncio e desejosos de serem deixados sozinhos e de não serem perturbados até que tomem consciência do que está ocasionando um sentimento particular. Eles precisam se recolher porque a origem da emoção está se manifestando a partir de esferas subconscientes. Quando surge a percepção, o outro ciclo emocional é desencadeado. Neste ciclo, eles ficam animados, e manipulam tudo que se manifestou a partir da esfera subconsciente. Estes são ciclos naturais para esses indivíduos, e podem flutuar enormemente; são incoerentes, imprevisíveis, e podem mudar a qualquer momento. E importante para estes indivíduos se envolverem com pessoas que compreendam que eles funcionam dessa maneira. Podem ocorrer graves problemas e confrontações emocionais quando pessoas na vida do indivíduo não compreendem este processo natural. Esta falta de entendimento da parte de terceiros pode provocar cenas emocionais e confrontações quando eles atacam a pessoa com Plutão na Quarta Casa no seu ciclo necessário de recolhimento. Outras pessoas poderão entender esses ciclos de recolhimento de uma forma emocionalmente defensiva. Elas podem se sentir ameaçadas e inseguras quando esses indivíduos se retraem e ficam silenciosos. Isto só agravará as reações emocionais da pessoa com Plutão na Quarta Casa porque os outros estão interferindo nesse ciclo natural.
Uma fonte bastante comum dos estados emocionais e das dificuldades que afetam a segurança interior e as questões relacionadas com a auto-imagem é que a maior parte desses indivíduos trocaram de sexo numa encarnação muito recente, talvez até na última. Um novo ciclo evolutivo começou, no qual estes indivíduos estão vivenciando, pela primeira vez num longo período de tempo, o sexo oposto ao que eles vinham até então. O homem foi mulher, e a mulher foi homem nas encarnações mais recentes.
A Quarta Casa, Caranguejo, e a Lua estão relacionados com a dinâmica psicológica junguiana denominada anima/animus. A dinâmica anima/animus, está relacionada com o fato fundamental de que todas as pessoas são intrinsecamente homem e mulher. A partir de um ponto de vista evolutivo, cada indivíduo deve vivenciar as polaridades inerentes da masculinidade e da feminilidade. Existe uma lei natural e distinta para o princípio e a experiência da feminilidade e da masculinidade. Como existe uma lei e um princípio distinto para cada um, a orientação psicológica e empírica para a vida será naturalmente diferente dependendo do sexo através do qual o indivíduo se manifesta. Por meio da progressão evolutiva natural, no decurso de muitas e muitas encarnações, todos nós iremos aprender a unir as duas metades de nós mesmos de uma maneira completamente integrado, ao invés de viver e representar os extremos da cada uma em detrimento da outra. Plutão na Quarta Casa ou na Décima Casa terá correlação com essa "troca de sexo". Outros símbolos astrológicos que podem se correlacionar com esta troca de sexo são o Nodo Sul e o Nodo Norte na Quarta ou na Décima Casa, ou os nodos em Câncer e Capricórnio.
A pessoa com Plutão na Quarta Casa também pode ter dificuldade em adquirir um sentimento de segurança ligado ao sexo. Muitos desses indivíduos não se relacionarão bem consigo mesmos no seu sexo atual, especialmente se levarmos em consideração as maneiras condicionais pelas quais as culturas particulares definem a masculinidade e a feminilidade. Como a maioria desses indivíduos estiveram se relacionando consigo mesmos nos sexos opostos nas encarnações mais recentes, a troca hormonal e de sexo torna-se sua própria fonte de conflito emocional. Este conflito, mais uma vez está baseado no fato de que a estrutura emocional, intelectual, espiritual e física do homem e da mulher são intrinsecamente diferentes. Este conflito pode ter sua intensidade reduzida se não for a primeira ou segunda vez que a pessoa voltou ao sexo atual. Este processo se assemelha à compra de um par de sapatos novos. Quanto mais os sapatos são usados, mais confortáveis eles se tornam. Eles se tornam nossos sapatos. Em alguns casos, esta condição pode ser agravada por um ou ambos os pais.
Todos esses fatores contribuem para a incessante lição evolutiva de segurança interior. Esses indivíduos estão aprendendo a conhecer e a confiar em si mesmos para que possam conhecer e confiar nas outras pessoas. Enquanto eles não confiarem e não conhecerem a si mesmos, eles realmente não poderão conhecer e confiar em outras pessoas. Na verdade, muitos desses indivíduos chegarão a esta vida naturalmente desconfiados e suspeitosos das outras pessoas e dos seus motivos. Esta falta de confiança se baseia no fato de esses indivíduos terem sido colocados em situações ou perto de pessoas de quem haviam se tornado excessivamente dependentes. Para muitos desses indivíduos, esta falta de confiança também se baseia em lembranças inconscientes de vivenciar a rejeição emocional ou a falta de receptividade da parte de um ou ambos os pais nas últimas encarnações. E muitos deles terão experiências semelhantes novamente nesta vida. O único verdadeiro antídoto para esta condição nesta vida é esses indivíduos virem a se conhecer e a confiar em si mesmos, i.e., a natureza e a base das suas emoções e auto-imagem, e pararem de procurar a segurança através de situações exteriores ou em outras pessoas.
Alguns indivíduos com Plutão na Quarta Casa serão excessões às situações acima descritas. Através de esforços realizados em vidas anteriores, eles já terão aprendido as lições de segurança interior, a minimização de dependências exteriores e a aceitação da sua auto-imagem particular. De um modo geral, cerca de 20 por cento dos indivíduos com Plutão na Quarta Casa já se esforçaram realmente antes para aprenderem estas lições.
Estes indivíduos nascerão numa família na qual um ou ambos os pais contribuirão positivamente para essas lições. Serão pais que estimularão uma auto-imagem positiva, encorajarão o indivíduo a ser auto-suficiente e não permitirão um excesso de dependência.
Em alguns casos, o indivíduo com Plutão na Quarta Casa nascerá numa família que não lhe proporcionará este apoio, mas mesmo assim o indivíduo não receberá um impacto negativo. Estes indivíduos simplesmente utilizarão esse tipo de família e de situação ambiental para promover suas necessidades evolutivas. Mesmo nesses casos, contudo, as emoções, os estados de espírito e os sentimentos descritos anteriormente ocorrerão em diversos graus de intensidade e freqüência. Estas emoções, estados de espírito e sentimentos ocorrerão nesses indivíduos por dois motivos: 1 — quando a natureza e a estrutura da sua realidade se toma estagnada; e 2 — quando circunstâncias ambientais internas e externas se manifestam de um modo tal que desencadeiam uma recordação inconsciente fundamentada em outras encarnações.
O ponto de polaridade é a Décima Casa ou Capricórnio. O desígnio evolutivo é de autodeterminação, de aprender a aceitar a responsabilidade pelas próprias ações o que conduz à maturidade emocional, de aprender a ser independente, e de aprender a integrar ou estabelecer a autoridade pessoal ou a individualidade no contexto da sociedade ou da cultura. Estas lições podem, e devem, ocorrer através do trabalho ou da profissão da pessoa.
Quando a pessoa com Plutão na Quarta Casa se deixa guiar por esses desígnios evolutivos, a "criança" torna-se um adulto. Ela aprenderá que a responsabilidade pela sua situação na vida repousa dentro dela mesma. Ao desenvolver a segurança interior e minimizar as dependências ("alguém faça com que aconteça para mim") esta pessoa aprenderá a confiar em si mesma, a conhecer a si mesma, e, em última análise, a conhecer as outras pessoas. Ela também aprenderá a ser uma saudável criança adulta (todos temos uma criança dentro de nós) que é capaz de ser vulnerável e sensível de um modo positivo.
Ao aprender a aceitar a responsabilidade por suas próprias ações, esses indivíduos deixarão de culpar as outras pessoas pelos "problemas" ou condições de vida que eles mesmos criaram. Desse modo, eles podem até mesmo aprender a compreender o papel que seus pais desempenharam ao criar as necessárias lições evolutivas. Talvez eles aprendam a ver seus pais apenas como pessoas que possuem vários pontos fortes e fracos; que eles são apenas pessoas que por acaso são seus pais. Aqueles que estão num estado individualizado e espiritual podem compreender as condições e questões kármicas envolvidas, e resolver corrigir a situação das maneiras que forem necessárias.
Ao efetuar um esforço de autodeterminação para concretizar o trabalho ou a profissão adequada, eles criam um veículo de contraste através do qual o ambiente de trabalho estimula uma reflexão natural a respeito das fontes, origens, e causas dos sentimentos. Através deste processo, o indivíduo obtém o conhecimento pessoal e desenvolve progressivamente o controle sobre suas emoções, estados de espírito e sentimentos. A medida que as causas se tornam conhecidas através da reflexão, esses indivíduos ficarão cada vez menos inclinados a se deixarem arrastar, e desse modo perder o controle, por seus estados emocionais instáveis.
O grau de empatia emocional que os indivíduos com Plutão na Quarta Casa podem sentir pelas outras pessoas lhes permitirá ajudá-las a compreender suas próprias naturezas. Eles podem encorajar a autodeterminação nas outras pessoas, além de incentivá-las a aceitar a responsabilidade pelas próprias ações. Além disso, eles podem auxiliar os outros a compreender a natureza dos seus próprios bloqueios emocionais, e encorajá-los a minimizar suas dependências. Em condições evolutivas adiantadas, esses indivíduos podem alcançar uma integração total e equivalente dos seus componentes masculinos e femininos — a dinâmica anima/animus. Esta metamorfose evolutiva produzira indivíduos que são capazes de identificar suas metas na vida e, por meio da autodeterminação, transformá-las em realidade através dos seus próprios esforços.
As características comuns às pessoas com Plutão na Quarta Casa incluem: emocionalmente ardentes e exigentes (o que pode ser expresso direta ou veladamente), ciclos de depressão e otimismo, podem ser emocionalmente manipuladores, inseguros, sempre na defensiva, facilmente ameaçados, potencialmente cruéis, maus, ou vingativos se profundamente magoados, mas também empáticos, bondosos, carinhosos nos ciclos positivos, intensamente leais aos que lhe estão próximos, sentem necessidade de controlar seu ambiente ou espaço pessoal.
PLUTÃO NA QUINTA CASA OU EM LEÃO
Os indivíduos com Plutão na Quinta Casa ou em Leão vêm aprendendo a lição evolutiva da auto-realização criativa. A Quinta Casa e Leão são arquétipos naturalmente voltados para o fogo. Como tal, essas pessoas se sentirão como se tivessem um destino especial a cumprir do mesmo modo como aqueles com Plutão na Primeira Casa ou em Áries o sentem.
Os indivíduos com Plutão na Quinta Casa ou Leão precisaram, e vão precisar, transformar em realidade esse destino especial. Eles precisarão estabelecer e projetar este objetivo criativo sobre o ambiente. Este objetivo criativo não é mais uma questão de descoberta, pois já está formado em Plutão na Quinta Casa — ele é inerente e completo. Em decorrência disto, esses indivíduos sentirão intensamente esse objetivo especial nas profundezas da sua Alma. O desejo e a necessidade evolutiva foi, e será, o de satisfazer esse objetivo a partir do interior. Sob este aspecto, esses indivíduos vêm também aprendendo a assumir o comando das suas vidas, e a capturar o destino e a moldá-lo com a força das suas vontades. Em outras palavras, essas pessoas precisaram dirigir suas próprias peças.
Uma vez que os indivíduos com Plutão na Quinta Casa saem do útero com este profundo sentimento de excepcionalidade, eles têm desejos e necessidades de serem reconhecidos e tratados como especiais e diferentes. Estes sentimentos são tão intensos que eles podem criar um buraco virtualmente sem fundo no que diz respeito à necessidade de amor, atenção e lisonja. Não importa o que recebam, nunca é suficiente. Embora as necessidades possam ser temporariamente satisfeitas, o anseio emocional compulsivo de atenção, amor e lisonja força o indivíduo a querer eternamente mais.
As crianças com Plutão na Quinta Casa podem criar testes singulares para seus pais pois elas serão capazes de tudo para conseguir reconhecimento, amor, e atenção, mesmo que seja uma atenção negativa. Estas crianças podem inconscientemente manipular situações, seus pais e outras pessoas a fim de receber a exigida atenção.
Elas podem se sentir enormemente ameaçadas ou se colocarem na defensiva quando outra criança ou qualquer pessoa recebe atenção ou amor, ou quando seus próprios pais demonstram afeição um pelo outro. E claro que este tipo de comportamento emocional acompanha a pessoa na idade adulta.
As pessoas com Plutão na Quinta Casa podem ser fortemente egocêntricas e egoístas. Elas podem simplesmente sentir que o universo gira à sua volta. Do mesmo modo como o sol é o centro no nosso sistema solar, os indivíduos com Plutão na Quinta Casa (o Sol é o regente natural da Quinta Casa e de Leão) podem esperar que todas as coisas girem em torno deles. E contudo, estes indivíduos precisam aprender a compreender que esta condição foi a intenção, o desejo e a necessidade evolutiva do passado: realizar criativamente e estar no comando do seu singular e especial propósito. Precisamos nos esforçar por entender sob este prisma o indivíduo com Plutão na Quinta Casa, e resistir à tentação de julgar com severidade este tipo de comportamento emocional nos primeiros anos da sua vida.
Muito embora essa orientação vá ser o tema e a necessidade evolutiva de todos os indivíduos com Plutão na Quinta Casa, a variedade de fatores atenuantes que condicionam e qualificam a manifestação de comportamento dessa orientação conduzirá a muitos tipos diferentes de expressão e condicionaram a aplicação e as maneiras de satisfazer essas exigências evolutivas.
O foco recaiu, e recairá, sobre o princípio criativo. A criatividade pode se expressar em qualquer dimensão da vida. Ela pode se expressar através de quaisquer capacidades singulares e especiais que o indivíduo possa ter. Uma vez que o desejo e o propósito evolutivo do passado foi o de realizar e estabelecer o propósito criativo especial, esses indivíduos necessariamente precisaram de um intenso ponto de convergência e determinação interior para moldar seus destinos com a força das suas próprias vontades.
O modo de operação simbolizado pelo Nodo Sul, e os veículos que facilitam o modo de operação simbolizado pelo planeta que rege o Nodo Sul, irão mostrar como isto foi moldado no passado. Todos os indivíduos com Plutão na Quinta Casa terão esta necessidade e este desejo independentemente da condição ou estado evolutivo. Entretanto, o estado evolutivo se correlacionará e qualificará o que é e o que não é possível eles fazerem com suas necessidades criativas. Ele também se correlacionará com as áreas ou condições da vida exterior através das quais irá operar.
Um dos problemas kármicos e evolutivos desta dinâmica é que muitas dessas pessoas se considerarão como a fonte da sua própria criatividade porque o poder individualizado (subjetivo) está no seu máximo desenvolvimento ou expressão com Plutão na Quinta Casa ou em Leão. Por conseguinte, muitos irão sentir que eles, e apenas eles, são os diretores das suas próprias peças. A partir de um ponto de vista universal, esta orientação obviamente implica uma limitação. Todos os fatores atenuantes, e a condição evolutiva observada precisam ser buscados para determinar com que intensidade o indivíduo se identificou dessa maneira com o princípio criativo. Nas piores situações, alguns desses indivíduos irão se considerar como deuses em miniatura capazes de criar e destruir a realidade à sua vontade.
No exemplo de Plutão na Quinta Casa e em Leão, o Nodo Sul em Áries na Primeira Casa, e Marte em Escorpião na Oitava Casa, seria bem possível ocorrer esta situação. Inversamente, com Plutão na Quinta Casa em Leão, o Nodo Sul em Peixes na Décima Segunda Casa, e Netuno em Libra na Sétima Casa, a antítese seria verdadeira. Se o indivíduo estivesse na condição evolutiva individualizada/espiritual, é extremamente provável que ele se considerasse um co-criador do seu destino, e percebesse, sentisse, ou identificasse as forças universais de energia dentro da sua expressão criativa.
A necessidade de se unir emocionalmente com o princípio criativo é a mesma em todas as condições para que essa necessidade evolutiva possa se manifestar. A maneira como isto é feito, e as razões e os caminhos karmicamente determinados, serão diferentes em todos os casos. Uma vez que o ponto central em todos os casos é Plutão na Quinta Casa, todos terão a sensação de possuírem um destino especial num nível mais profundo. Todos sentirão a necessidade de serem reconhecidos de alguma maneira como especiais. Todos sentirão a necessidade de expressar e realizar sua criatividade e sentirão que precisam estar no comando das suas vidas para poder transformar seus destinos em realidade.
Quando o indivíduo não é suficientemente reconhecido segundo suas exigências específicas, uma grande quantidade de problemas emocionais podem ocorrer. Quando o indivíduo está excessivamente identificado com o princípio criativo a partir de um ponto de vista egocêntrico, ou está vivenciando uma falsa sensação de impotência para realizar o princípio criativo, o indivíduo produzirá ou atrairá condições que terão o efeito de contrapor-se de alguma maneira ao problema ou à falsa identificação. E evidente que várias nuances desses dois extremos podem se manifestar. O padrão ou distribuição específico relativo a como a pessoa identificou, aplicou, e respondeu ao princípio criativo de auto-realização determinará os tipos específicos de condições de vida que são atraídos ou gerados para promover o desenvolvimento dessa necessidade evolutiva da sua vida. Como exemplo, o Nodo Sul em Áries, Marte em Escorpião acima descrito exigiria condições nas quais o indivíduo vivenciasse golpes no ego a partir do ambiente a fim de estourar o balão da presunção.
Muitos desses indivíduos com Plutão na Quinta Casa ou em Leão foram reconhecidos como especiais em encarnações anteriores. Em decorrência disto, muitos deles terão recordações inconscientes de serem tratados como especiais pelas outras pessoas. Estas lembranças inconscientes poderão conduzir nesta vida a uma situação na qual eles simplesmente esperem ser tratados e reconhecidos novamente da mesma maneira. Eles esperam que as outras pessoas sirvam de instrumento à suas necessidades, que as portas se abram diante deles, que o tapete vermelho se desenrole quando eles surgirem no palco da vida. Estas recordações podem condicionar e ditar o que estes indivíduos pensam e sentem que precisam na vida. Mais uma vez, alguns irão manipular situações e pessoas para obter a desejada atenção e reconhecimento. Isto pode ser feito de inúmeras maneiras relativamente ao modo específico pelo qual o indivíduo respondeu a esse impulso evolutivo. No caso do Nodo Sul em Peixes, Netuno em Libra na Sétima Casa, no qual a reação negativa foi um sentimento de impotência, o indivíduo poderia manipular situações e pessoas para conseguir a requerida atenção fingindo uma sensação de opressão. Desse modo, o indivíduo tentaria atrair para sua vida pessoas que pudessem ajudar a vida acontecer para eles.
Como resultado desse propósito evolutivo anterior, e das recordações associadas, não é raro que muitos desses indivíduos criem o que chamo de estrutura piramidal de realidade na qual eles se colocam bem no topo. Todos os outros fatores da sua estrutura de realidade giram em torno deles e os servem; todos os outros fatores são subordinados ou secundários à realização dos seus objetivos. Mais uma vez, isto pode ser feito de inúmeras maneiras como foi ilustrado acima. Uma vez que a necessidade de aceitação, reconhecimento e atenção pode ser extremamente compulsiva, muitos indivíduos com Plutão na Quinta Casa não estão livres de assumir riscos emocionais para conseguir a atenção requerida. Com relação à estrutura piramidal de realidade, se o indivíduo não estiver obtendo a necessária atenção ou reconhecimento do ponto de vista das suas referências internas de realidade, ele poderá ameaçar derrubar suas existentes estruturas externas de realidade a fim de obter a requerida atenção. Assim, por exemplo, se um indivíduo já estiver casado e não estiver recebendo o amor e atenção que julga merecer, ele poderá se envolver num caso amoroso para obter esse tipo de feedback emocional.
Esse risco emocional pode assumir muitas formas, mas a necessidade de poder e reconhecimento sempre será o tema fundamental. No caso do romance extraconjugal, o indivíduo, é claro, corre o risco de ser descoberto. Se esse indivíduo for descoberto, existe a possibilidade de que a realidade existente (o casamento) seja destruída. Este tipo de choque emocional, e as diferentes formas que este choque pode assumir servirão para criar o necessário golpe. Este último imporá ao indivíduo as necessárias percepções com relação ao que estava havendo com ele, e por que motivos.
No que diz respeito à estrutura piramidal de realidade, muitos desses indivíduos manipularão inconscientemente as outras pessoas a fim de satisfazer suas necessidades emocionais. Também podem ser muito propensas a controlar a vida dos que lhes estão próximos, inclusive a dos seus filhos. Isto pode ocorrer porque elas vêm aprendendo a identificar seus próprios objetivos especiais e a transformá-los em realidade através da força da sua vontade. Por conseguinte, é apenas natural que elas projetem esta capacidade interior desenvolvida nas outras pessoas uma vez que suas Almas ressoam em uníssono com esta vibração.
Tenha em mente que este processo atuará de alguma maneira em todos os indivíduos com Plutão na Quinta Casa. Até mesmo no caso negativo ilustrado anteriormente, i.e. o Nodo Sul em Peixes na Décima Segunda Casa com o regente Netuno em Libra na Sétima Casa, o indivíduo poderia tentar moldar e controlar a vida das outras pessoas desta maneira: sugerindo a elas que podem ter seus desejos e necessidades egocêntrica satisfeita da mesma maneira como o indivíduo com Plutão na Quinta Casa o faz i.e. fingindo-se de vítima. Esta necessidade de moldar e controlar a vida das outras pessoas pode ser aberta ou veladamente expressa, e se manifestará em variados graus de compulsão e intensidade. Nos piores casos, o indivíduo subconscientemente fará o papel de Deus quando tenta dirigir a vida dos outros de acordo com o que ele sente ou pensa que eles deveriam ou poderiam fazer. Nos casos positivos, o indivíduo com Plutão na Quinta Casa estimulará o desenvolvimento individual das pessoas ao seu redor porque ele valoriza esta necessidade em si mesmo. E contudo, mesmo nesses casos positivos, pode ser muito difícil para o indivíduo resistir ao desejo de encorajar esse desenvolvimento de acordo com o que ele julga ser melhor para a outra pessoa.
As pessoas com Plutão na Quinta Casa podem ser muito bondosas e generosas. Mas mesmo assim, essa bondade e aparente generosidade é geralmente oferecida somente quando se harmoniza com alguma necessidade pessoal. Uma vez que existe um grau tão elevado de concentração em si mesmo, o que é dado normalmente não têm relação com as verdadeiras necessidades da outra pessoa, e sim com o que o indivíduo acha que ela precisa. Este complexo emocional, é claro, tem relação com todos os outros fatores atenuantes no que diz respeito ao grau de fixidez e às diferentes lentes — a posição dos Nodos e assim por diante — através dos quais ele irá se expressar. Esta dinâmica pode ser difícil de entender por muitos indivíduos com Plutão na Quinta Casa porque eles estão dando dentro das suas próprias referências de realidade, e não das dos outros. Esta orientação pode preparar o terreno para cenas e confrontações emocionais quando outras pessoas manifestam um feedback negativo em relação ao que está sendo oferecido pelo indivíduo com Plutão na Quinta Casa. Estas cenas, quando, ocorrem, são necessárias porque podem servir para debilitar a estrutura piramidal de realidade do indivíduo com Plutão na Quinta Casa. Quando isso ocorrer, o indivíduo começará a vivenciar o efeito do ponto de polaridade da Quinta Casa: a Décima Primeira Casa.
O desígnio evolutivo descrito na polaridade da Décima Primeira Casa ou Aquário é o de desenvolver uma consciência e um foco objetivo ao invés de subjetivo. O indivíduo precisa aprender a relacionar o seu destino especial e propósito criativo com uma função socialmente útil ou relevante. Para que esta lição evolutiva possa ser compreendida, muitos desses indivíduos serão bloqueados ou impedidos de satisfazer seu singular propósito. A força bloqueadora será a própria estrutura social. Esta situação pode conduzir a uma enorme frustração e raiva emocional. A frustração se intensifica porque a sociedade evidentemente não está aceitando ou reconhecendo o indivíduo com Plutão na Quinta Casa como especial. Esses indivíduos sentem dentro de si que possuem um destino especial a cumprir, e contudo são impedidos de uma série de maneiras de ser capaz de torná-lo realidade. Mesmo que possam ter sucesso em tornar realidade algum aspecto do seu propósito criativo, eles poderão ainda vivenciar a ausência de um reconhecimento suficiente de acordo com sua avaliação de a quanto deveriam receber. Aceitar portanto seu destino na vida pode lhes ser muito difícil. O tapete vermelho da realeza parece permanecer enrolado, a aclamação lembrada apenas uma distante recordação. Ao serem relativamente relegados a segundo plano, esses indivíduos se vêem forçados a aprender as lições de objetividade. Além disso, eles estão aprendendo a se desapegar da estrutura piramidal da sua realidade interior. Em decorrência disto, esses indivíduos podem vir a compreender como podem vincular seu objetivo às necessidades da sociedade como um todo. Ao fazer isto, eles podem contribuir para as necessidades relevantes do todo e seus dons singulares e especiais poderão ser o de indivíduos que aprenderão que as outras pessoas são tão especiais quanto eles próprios. Eles poderão dar de si para a sociedade e para seus semelhantes da forma que é necessária em resultado deste desígnio evolutivo. Estes indivíduos estão aprendendo a serem participantes da peça, e não o diretor.
A medida que este processo desabrocha, a metamorfose evolutiva produzirá pessoas que são capazes agora de reconhecer a individualidade e as necessidades de seus filhos. Esta metamorfose lhes permitirá orientar objetivamente suas vidas, ao invés de criarem obstinadamente as identidades de seus filhos a partir de suas imagens egocêntricas. Não é raro que as pessoas com Plutão na Quinta Casa tenham crianças muito voluntariosas, egocêntricas, e que oferecem resistência às ordens de seus pais. O choque de vontades resultante produz a confrontação emocional necessária para induzir a lição de objetividade e desapego. As crianças podem servir de espelhos que refletem a dinâmica mais profunda de um ou de ambos os pais, e este efeito especular pode ser bastante severo para esses progenitores, especialmente se eles resistirem emocionalmente a aceitar, admitir, ou perceber esta dinâmica semelhante em si mesmos. As lições evolutivas do indivíduo com Plutão na Quinta Casa também precisam ser transmitidas e ensinadas à criança.
Ao aprender as necessárias lições de objetividade e desapego, os indivíduos com Plutão na Quinta Casa também podem compreender que eles não são a fonte da criatividade; eles são um canal para a expressão do princípio criativo do universo. Esta lição fundamental é muito importante. Até que ela seja completamente compreendida, o fluxo criativo pode estancar-se ciclicamente ou ser bloqueado a fim de induzir a progressiva compreensão da fonte da criatividade. Desse modo, esses indivíduos aprendem a reconhecera criatividade e a excepcionalidade nas outras pessoas sem se sentir ameaçados.
Uma vez que essas lições evolutivas sejam colocadas em movimento com intenção consciente, esses indivíduos poderão criar algo novo e ímpar em qualquer área de atividade em que estejam destinados a atuar. Aquilo que eles criarem poderá possuir uma profundidade e um poder incomuns de natureza trasformadora. Algumas vezes esta criação poderá estar à frente do seu tempo — a síndrome do artista morto. E contudo, aquilo que foi criado um dia será aceito. Esses indivíduos podem alcançar um elevado grau de fama ou aplauso com relação aquilo a que se dedicam. Eles poderão agir como líderes ou pioneiros naturais, e compreender objetivamente como orientar o desenvolvimento e a realização individual daqueles com quem estão em contato. Em alguns desses indivíduos a capacidade natural de liderança é algo extraordinário a ser contemplado.
Entre as características comuns às pessoas com Plutão na Quinta Casa ou em Leão, encontram-se: uma tremenda força de vontade, nobre, criativo, necessitando de atenção e reconhecimento, amoroso, bondoso, capaz de distribuir atenção e amor às outras pessoas, magnético, em geral narcisista, complexo de rei ou rainha, poderoso e intenso em seu nível mais profundo, pode ser bastante exigente de um modo aberto ou velado, desconfiado porém necessitando de lisonjas, extremamente protetor daqueles que lhe estão próximos.
Aqueles com Plutão na Quinta Casa ou em Leão aprenderam a identificar o princípio criativo e o propósito dentro de si mesmos. A fim de poder fazer isso, eles precisaram necessariamente se unir emocionalmente com o princípio criativo para poder realizar seu próprio propósito. Isto conduz à criação de efeito "piramidal" de realidade no qual o indivíduo estava no topo da pirâmide, esperando que todos os outros fatores na sua vida girassem em torno dele e servisse às suas necessidades.
PLUTÃO NA SEXTA CASA OU EM VIRGEM
Os indivíduos que têm Plutão na Sexta Casa ou em Virgem vêm aprendendo as lições evolutivas de servir à sociedade, à cultura ou, em menor escala, a um outro indivíduo. Além disso, estes indivíduos vêm aprendendo as lições necessárias em humildade pessoal e falta de confiança em si mesmos, discernimento, purificação e auto-aperfeiçoamento. Estas lições específicas foram e serão desenvolvidas através de uma intensa auto-análise.
No sentido mais amplo possível, a Sexta Casa ou Virgem é um arquétipo que simboliza como os indivíduos no âmbito de um corpo coletivo, i.e. a cultura ou a sociedade, aprendem a desempenhar uma função específica dentro da cultura ou sociedade. Cada pessoa, em qualquer grupo de pessoas do mais primitivo ao mais sofisticado, possui uma função relacionada com o trabalho a assumir a fim de ajudar a sustentar todo o grupo. Em função disso, os desejos, as necessidades e as oportunidades pessoais do indivíduo são "sacrificados" com o objetivo de satisfazer os desejos, as necessidades e as exigências da tribo, cultura ou sociedade. Este arquétipo ensina a todos nós a dinâmica emocional, intelectual, espiritual e física do servir ao todo. Em determinados contextos culturais de tribos ou sociedades, a designação da tarefa ou do papel do indivíduo é determinada de acordo com o status hereditário. Em outras culturas, as pessoas são livres para determinar seu próprio trabalho. Em ambos os casos, a lição de sacrifício pessoal e do servir é aprendida.
Na Sexta Casa ou em Virgem, a pirâmide agora se inverte. O indivíduo está na base a fim de servir às necessidades do todo através da função de trabalho ou de serviço que ele recebeu ou escolheu. Em ambos os casos, o indivíduo com Plutão na Sexta Casa teve necessariamente que aprender os métodos práticos, as técnicas ou as aptidões a fim de estabelecer ou aplicar sua função relacionada com o trabalho dentro da cultura da tribo ou da sociedade.
Considero a Sexta Casa ou Virgem um arquétipo de transição no qual o indivíduo está deixando para trás a orientação leonina da Quinta Casa, e avançando na direção da orientação da Sétima Casa ou de Libra: o arquétipo ou a lição da igualdade ou relatividade individual. De Áries a Leão, da Primeira à Quinta Casa, existe necessariamente uma orientação subjetiva e egocêntrica. De Libra a Peixes, da Sétima Casa até a Décima Segunda Casa, existe necessariamente uma orientação objetiva ou uma orientação progressivamente egocêntrica (o indivíduo relacionando sua identidade com conjuntos cada vez mais amplos; com o universal).
Na verdade, então o efeito da pirâmide invertida vem ensinando a esses indivíduos a perfurar o balão da sua exagerada excepcionalidade ou importância. A perfuração desse balão induziu as necessárias lições evolutivas de humildade e de autopurificação. Eles vêm aprendendo que o universo não gira em volta deles, e que existem muito mais coisas referentes à totalidade da realidade do que apenas aquela que pode ser vista do centro das suas pirâmides. Na Quinta Casa ou em Leão, o indivíduo estava aprendendo a transformar em realidade aquilo que ele era. Na Sexta Casa ou em Virgem ele vem aprendendo a compreender aquilo que ele não é. Ao tomarem consciência do que não são, estes indivíduos estão aprendendo não apenas a humildade essencial, mas também a necessária autopurificação que expurga todos os vestígios de exaltação de si mesmo e ilusões de grandeza.
Mais uma vez, uma das maneiras pela qual esta lição foi aprendida foi através da dinâmica do trabalho. Isto foi aprendido de uma variedade de formas dependendo das características kármicas e da condição evolutiva natural de cada indivíduo que tem Plutão na Sexta Casa ou em Virgem.
Além de aprender esta lição através da dinâmica do trabalho e do serviço, esses indivíduos também a vêm aprendendo através da auto-análise mental. As pessoas com Plutão na Sexta Casa ou em Virgem possuem um poderoso raios-X mental ou uma mente que se assemelha ao raio laser. A intensidade da luz mental expõe qualquer dinâmica, componente ou parte delas mesmas que não seja "correta" ou "perfeita". Estas dinâmicas, componentes, ou partes podem ser de natureza mental, emocional, intelectual ou espiritual. A Sexta Casa e Virgem são intrinsecamente yin ou femininas por natureza. Como tal, este fato produz ciclos de introspecção natural e auto-análise. Estes ciclos incentivam um exame periódico mental e emocional do indivíduo. Este exame precisa ocorrer para que possa ciclicamente eliminar e ajustar qualquer parte componente dentro de si mesmo que não esteja em sintonia com suas contínuas necessidades kármicas e evolutivas. Mais uma vez, a Sexta Casa e Virgem são arquétipos de transição. Assim, aquilo que precisa ser ajustado ou eliminado pertencerá a padrões interiores de auto-identificação egocêntrica, à estrutura piramidal de realidade, às ilusões de grandeza, ou a qualquer padrão intelectual e emocional que possa estar impedindo o posterior crescimento.
Os ciclos intensos de exame de si mesmo que se concentram nesses padrões interiores se correlacionarão com sentimentos internos do que precisa ser de alguma maneira mudado. Esta experiência interior reflete claramente um padrão de conduta que é "correto" e "perfeito". Em virtude da natureza de transição deste arquétipo, esses indivíduos estão evoluindo na direção de uma orientação egocêntrica diante da vida — para se identificarem com conjuntos cada vez mais amplos. Aquilo que não é correto ou perfeito será subconscientemente vinculado às orientações de vida simbolizadas por Áries e a Primeira Casa até Leão e a Quinta Casa. Aquilo que é correto e perfeito será simbolizado por Libra e a Sétima Casa até Peixes e a Décima Segunda Casa. O veículo através do qual esta transição ocorre é Virgem e a Sexta Casa. Assim, os ciclos de intenso auto-exame e análise têm lugar para que os necessários ajustamentos possam ser feitos. Quando isto ocorre, a transição pode acontecer.
Muitos desses indivíduos possuem recordações armazenadas num nível inconsciente relativas a imprudências e erros anteriores, ou a qualquer coisa que não foi feita "corretamente". Podemos ver mais uma vez que um padrão de conduta correta estimula este sentimento interior. Em alguns indivíduos, este padrão de conduta correta está fortemente definido num nível consciente. Em outros, o padrão só será vivenciado como um sentimento obsessivo do que ele deveria ser. Seja qual for o caso, a maioria dos indivíduo com Plutão na Sexta Casa vivenciarão a culpa num nível inconsciente ou subliminar. A culpa se baseia em erros ou imprudências anteriores quando comparados com o padrão de conduta correta — do que deveria ter sido ou do que deve ser. A base desta culpa será diferente em todos os casos, e será descrita pela principal dinâmica kármica/evolutiva em cada mapa. Em todos os casos haverá um desejo e uma necessidade de compensar a culpa combinada com o padrão de conduta correta. Compensar significa purificar e realizar o autodesenvolvimento. Uma maneira de fazer isto é servir aos outros de alguma maneira — a dinâmica do trabalho.
Em virtude da necessidade de compensar a culpa, esses indivíduos analisarão impiedosamente suas imperfeições, falhas ou insuficiências, tornando-se realmente os piores inimigos de si mesmos. Ao se concentrar compulsivamente nas imperfeições, esses indivíduos podem ficar obcecados ou impedidos de poder realizar ou satisfazer suas mais profundas capacidades ou habilidades nesta vida. De algum modo, eles nunca estão suficientemente perfeitos ou bons. Num outro nível, eles podem sentir que não merecem mais do que têm por causa da culpa. Desse modo, eles, podem mostrar-se relutantes, procrastinar ou criar racionalizações (desculpas) para o fato de não poderem fazer alguma coisa que eles sabem que deveriam, poderiam ou querem fazer. Ao procrastinar e deixar de realizar seu potencial pleno, eles criam ainda uma outra fonte de culpa. Muitos desses indivíduos vêm carregando o fardo dessa culpa por muitas encarnações: o saber, em algum nível, que de alguma maneira falharam consigo mesmos. Este tipo de padrão evolutivo e kármico pode se tornar um ciclo vicioso que alimenta eternamente a si mesmo. Nos piores casos, o indivíduo ficará num estado de perpétua crise em decorrência dessa condição evolutiva e kármica. A necessidade de compensar a culpa que instiga a análise compulsiva das insuficiências, das falhas, das imperfeições e das deficiências do indivíduo pode se transformar na experiência interior de "o que eu fiz errado?". Alguns indivíduos que exteriorizam e projetam esta orientação interior sobre o ambiente culparão as outras pessoas pelas "injustiças" que foram projetadas sobre eles. Eles podem se sentir oprimidos pelo ambiente, pelas outras pessoas, e pela natureza das circunstâncias. Este tipo de orientação interna e externa é relativa, e é vivenciada de um modo diferente por cada indivíduo com Plutão na Sexta Casa. A diferença se baseia nas características kármicas e evolutivas do mapa de nascimento.
No exemplo empregado anteriormente, o indivíduo poderia ter se recusado a fazer os ajustamentos necessários que poderiam ter aberto espaço para que novas idéias, técnicas, e métodos de ensino fossem aceitos por outras pessoas. O feedback e as críticas negativos da parte dos outros seriam usados pelo indivíduo para incentivar a análise interior do que ele estivesse fazendo errado. E contudo, isto seria simultaneamente projetado sobre as outras pessoas: o mal que elas estavam fazendo ao indivíduo. Desse modo, o indivíduo se sentiria oprimido pelo ambiente de ensino e por seus colegas de magistério. A pessoa poderia então se sentir culpada por não ser capaz de realizar e estabelecer as novas idéias, técnicas e métodos de ensino porque ela poderia ou deveria tê-lo feito — um padrão de conduta correta. Esta experiência imporia então a análise do que era inadequado, imperfeito, defeituoso ou deficiente dentro do indivíduo que dava origem a essa situação.
Na verdade, a necessidade de compensar as origens e as causas da culpa podem conduzir esses indivíduos a uma estrutura de realidade repleta de crises pessoais. A crise é uma experiência necessária para esses indivíduos. Num determinado nível, eles podem inconscientemente impedir a si mesmos de realizar suas capacidades inerentes, e podem desenvolver apenas insignificantemente suas habilidades. Quando esta reação ocorre, ela está refletindo a necessidade de abnegação, da penitência, do auto-sacrifício ou da falta de confiança em si mesmo. Esta reação comportamental produz a crise necessária porque a pessoa reconhecerá de alguma maneira os padrões acima descritos e seu fracasso em realizar a totalidade das suas capacidades. A crise emocional/mental que se segue imporá ciclicamente a necessidade da auto-analise a fim de expor as razões ou a dinâmica interior que criarão esta reação comportamental.
A crise faz com que essas questões atinjam seu ponto crítico. Quando há uma resposta positiva, a análise das questões pode incentivar a auto-regulação, o auto-aperfeiçoamente e o autoconhecimento porque a luz da consciência pessoal, vivenciada através da crise, permite uma mudança de comportamento. Está última pode ocorrer uma vez que a dinâmica interior e as origens do comportamento são trazidas completamente á tona. A auto-regulação e o auto-aperfeiçoamento podem ocorrer através da identificação com um padrão de conduta que seja correto para a pessoa, e pela prática sistemática dos métodos, técnicas e idéias contidas nesse padrão. Neste contexto, o padrão de conduta correta poderá ser qualquer sistema de pensamento que promova o auto-aperfeiçoamento e o autoconhecimento.
Quando existe uma resposta negativa, a análise que ocorre através da crise incentivará a necessidade compulsiva de uma constante autocrítica a ponto de o indivíduo ser incapaz de levar a cabo a mudança construtiva: ele simplesmente fica preso na interminável teia da análise mental que é capaz de criar uma espécie de paralisia emocional e mental. A antiga filosofia taoísta nos oferece um simples porém construtivo exemplo para ilustrar e combater esse efeito negativo: a centopéia tem mil pernas e passa muito bem enquanto continua a colocar uma perna na frente da outra; ela chega ao lugar que pretendia ir. E contudo, quando a centopéia tenta analisar como a perna 46, por exemplo, funciona na seqüência de 1.000 pernas, ela se imobiliza e fica paralisada. O antídoto ê simplesmente continuara colocar uma perna diante da outra.
Da mesma maneira, os indivíduos da Sexta Casa precisam continuar a andar, falar e agir. A perfeição ou a compensação irão ocorrer desta maneira. Ela certamente não irá ocorrer se a pessoa se sentar num determinado lugar e tentar se tornar perfeita, purificada e livre de culpa a partir desse local de inércia. O indivíduo não pode se aperfeiçoar simplesmente pensando a respeito disso. E preciso que tenham início as ações que permitem a execução do movimento para que um procedimento tenha lugar. Embora a Sexta Casa e o signo de Virgem sejam intrinsecamente femininos ou yin por natureza, eles também são mutáveis. O movimento ou a ação promovem a clareza e o entendimento do que está ocorrendo através da absorção ou análise interior. O movimento intrínseco de qualquer ação deixa espaço para um procedimento relativo ao que está sendo analisado. O resultado é o discernimento e a clareza de pensamento. Sem o necessário movimento implícito numa ação, o que está sendo analisado pode se distorcer conduzindo a uma perda de perspectiva.
Os indivíduos com Plutão na Sexta Casa podem provocar uma outra forma de crise; eles podem criar um número tão grande de obrigações externas que passam a não ter tempo para si mesmos. Mais uma vez, vemos o tema do trabalho e do serviço vinculado ao efeito piramidal invertido. Vemos este fenômeno ligado aos padrões de culpa e compensação inconscientes que estão por sua vez relacionados com a necessidade da purificação egocêntrica e da humildade. Este comportamento também está associado à evasão pessoal. Com excessiva freqüência essas pessoas sentem uma solidão absoluta num nível interior. Esta experiência que é sentida de uma forma extremamente intensa é um reflexo da análise mental e emocional na qual o indivíduo está se desnudando até os ossos. Esta experiência também é um reflexo do fato que a Sexta Casa e Virgem são um arquétipo de transição. O indivíduo passa cada vez a não conseguir se relacionar ou se identificar com a perspectiva de vida de Áries até Leão. Ele está avançando na direção da perspectiva de Libra até Peixes. Esta transição faz com que o indivíduo se cinta sozinho porque ele não pode nem se relacionar com o passado, que é conhecido, e nem com o futuro porque é desconhecido. Desse modo, a experiência do momento, a eterna transição, deixa o indivíduo sentindo-se extremamente sozinho num nível bastante profundo.
Ao se desnudar totalmente, ao analisar todos os comportamentos que precisam ser ajustados e aperfeiçoados para que se reorganizem num todo mais perfeito, o indivíduo pode projetar esta análise sobre o ambiente exterior. Ao fazê-lo, o indivíduo vivência as imperfeições, as insuficiências e as falhas da vida de um modo geral. Esta análise crítica do ambiente interior e exterior produz o sentimento de que existe alguma coisa "faltando", ou que a vida é, em última análise, insignificante. Este intenso foco emocional, expresso negativamente, se traduz em algumas outras manifestações comuns de comportamento. Além de ser em geral crítica com relação a si mesma, a pessoa pode ser crítica com relação a todas as pessoas e a tudo que faz parte do seu ambiente.
Esta crítica, que se baseia em algum padrão de conduta estabelecido pelo indivíduo, pode se manifestar através da evasão pessoal, porque os intensos sentimentos de solidão são excessivamente fortes. Assim, o indivíduo torna-se muito ocupado, preenchendo a sua vida com uma obrigação após a outra, e nunca dedicando-se a fazer o que deveria fazer por si mesmo. A pressão do tempo, com relação às obrigações e projetos, provoca crises que tornam o indivíduo consciente da dinâmica interior que cria este comportamento. A crise pode provocar a mudança se o indivíduo o desejar. Neste contexto, isto significaria uma mudança nas rotinas pessoais, o que permitiria que o indivíduo entrasse em contato consigo mesmo num nível mais profundo. Aí então podem ser desenvolvidas as necessárias atividades através das quais pode ocorrer o aperfeiçoamento individual. Em muitas pessoas, esta dinâmica da evasão pessoal, quando vinculada a um profundo sentimento de vazio interior, se expressa através da síndrome do excesso de trabalho.
Outros hábitos comuns de evasão são os seguintes: estar sempre lendo (em geral livros "vagabundos" ou inexpressivos), comendo, ou saindo. Aqueles que estão o tempo todo se queixando e criticando não podem evitar atrair os ataques ou as críticas com relação a si mesmos. E claro que isto só fará aumentar seu senso de isolamento. Também pode intensificar a sensação de amargura e inexpressividade. Estas pessoas podem ao mesmo tempo sentir pena de si mesmas e atacar vingativamente as fontes não identificadas dos seus problemas. Elas podem se sentir perseguidas, ou achar que as "forças" estão conspirando para atacá-las. Elas podem de fato estar sendo de alguma maneira atacadas por causa de fatores decorrentes das suas próprias ações tanto nesta quanto em outras encarnações. Algumas vezes indivíduos com Plutão na Sexta Casa ou em Virgem estão sendo vigorosamente contidos pelo peso das suas ações no passado; karmicamente esmagados pelas suas ações de outras épocas. Esta condição normalmente ocorre através de algum tipo de abuso anterior do poder. Ser vigorosamente contido provoca a humildade, bem como a lição de escutar como receber o poder versus desejar o poder pelo próprio poder.
A solução para esta crise está no indivíduo tomar consciência das razões da dinâmica que estão criando este tipo de experiência. As razões, as lições, ou a dinâmica estão ligadas às necessidades evolutivas de Plutão na Sexta Casa. Lembre-se de que esses indivíduos inconscientemente "organizarão" ou atrairão situações nas quais precisam servirão todo ou às outras pessoas, ou necessariamente vivenciar o sacrifício ou a negação de si mesmos em decorrência do efeito piramidal invertido. Tenha em mente também que a experiência de todas as dinâmicas até agora analisadas é relativa em função da intensidade e da necessidade kármica. Cada caso é diferente um do outro, mas o tema evolutivo será o mesmo em todos os casos.
Para exemplificar o quão relativas podem ser as experiências dessas dinâmicas, podemos colocar Plutão em Caranguejo na Sexta Casa, o Nodo Sul em Peixes na Segunda Casa, e seu regente, Netuno, em Leão na Sétima Casa. Na condição espiritual ou universal, o indivíduo teria se identificado com um sistema espiritual de valores e idéias que serviriam para promover a autoconfiança. Além disso, ele usaria os valores como diretrizes para levar a cabo o auto-aperfeiçoamento relativo ao que é imperfeito dentro dele. Este indivíduo perceberia que a origem do seu problema está totalmente dentro dele. Além disso, o indivíduo já teria aprendido como dar de si às outras pessoas através do trabalho que ele estava destinado a executar e usaria as idéias e valores espirituais para orientá-lo nessa execução. Este indivíduo seria possuidor de uma humildade natural e usaria a crise como uma oportunidade de crescimento, compreendendo que a realidade exterior é apenas uma metáfora da realidade interior. Num estado espiritual muito elevado, este indivíduo seria capaz de assumir o karma de outros indivíduos como uma forma de serviço e de sacrifício pessoal a eles, talvez até assumindo o sofrimento físico de seus semelhantes.
Este mesmo padrão, quando ligado ao estado individualizado, produziria um indivíduo que se sentiria essencialmente sozinho ao ingressar nesta vida. Ele sentiria um elevado grau de alienação com relação às pessoas "comuns" e teria muita dificuldade em se relacionar com elas. A crise resultante poderia girar em torno do fato de o indivíduo não saber o que valorizar ou pensar. Ele poderia tentar solicitar opiniões, idéias e valores de várias pessoas e fontes, e poderia até experimentar uma variedade de estilos de vida e desempenhar vários papéis numa tentativa de descobrir o significado do que estava procurando. Cada nova tentativa de se identificar com este ou aquele valor, esta ou aquela idéia, produziria uma série de crises pessoais à medida que as formas e as limitações de cada um se tornassem improdutivas e inexpressivas. Associado a isto, o indivíduo também poderia experimentar vários papéis e situações numa tentativa de encontrar aquele que lhe parecesse correto; aquele no qual ele pudesse acreditar. Uma vez mais, quando os papéis ou as situações se dissolvessem tornando-se inexpressivos, poderia ocorrer uma crise pessoal. O indivíduo criticaria tudo que fosse considerado "normal" pela sociedade, e tentaria se isolar das pessoas comuns. Por sua vez, o indivíduo poderia ser criticado pela sociedade por ser diferente.
No estado gregário, o indivíduo tentaria viver de acordo com os valores e as crenças nos quais seu contexto cultural se apoiava: aquilo que a maior parte das pessoas valorizavam e em que acreditavam. Haveria uma associação e uma execução indireta das formas de trabalho mundanas e comuns. A ênfase estaria no que fosse "prático" do ponto de vista da sociedade. Quaisquer idéias, valores ou estilos de vida que fossem diferentes da opinião corrente seriam criticados em diversos graus. O indivíduo, por sua vez, atrairia as críticas daqueles que se encontrassem no estado individualizado, por ele ser cego a outros pontos de vista, valores alternativos, e diferentes maneiras de se relacionar consigo mesmo e com as outras pessoas. O fato de ele atrair as críticas de terceiros espelharia o fato de este indivíduo estar de alguma maneira sentindo uma carência interior relativa ao seus próprios valores, crenças e estilo de vida. A carência interior refletiria uma crise interna que tornou o indivíduo consciente, em algum nível, de que faltava algo em sua vida. E contudo, experimentar outras abordagens também poderia conduzir a uma crise do desconhecido e não delineado. Encarcerado na prisão da sua própria complacência, o indivíduo poderia vir a se alienar dos valores e das crenças segundo os quais vinham vivendo. Entretanto, por medo do desconhecido, o indivíduo é incapaz de mudar, e só pode criticar aqueles que não se conformam com o que é "normal" e "prático".
Uma outra forma de crise é a doença física causada de alguma maneira pela auto-rejeição, repressão, retenção emocional, bloqueio da atividade ou excessiva expansão da energia pessoal. A doença física poderá ocorrer a fim de provocar as necessárias confrontações que estimulem a percepção dos padrões pessoais de comportamento, e das razões ou dinâmica que os motivam.
O ponto de polaridade é a Décima Segunda Casa ou Peixes. O desígnio evolutivo é simplificar, dissolver antigas barreiras mentais e emocionais que estão impedindo uma compreensão holística e clara do próprio autoconceito do indivíduo. O ponto de polaridade promove o esclarecimento do relacionamento do indivíduo com as outras pessoas, a consciência das prioridades adequadas. Ele também provoca o desenvolvimento da fé e da noção de que o indivíduo está ligado a forças muito maiores do que simplesmente ele mesmo. O ponto de polaridade favorece o entendimento de por que o indivíduo se sente tão intrinsecamente sozinho, e induz, por fim, a mudança do raciocínio dedutivo para o indutivo.
A experiência da solidão intrínseca reforça a lição de que nada, a não ser um relacionamento com o Divino, poderá preencher o vazio interior. E contudo, muitas pessoas negarão qualquer "ligação cósmica", ou idéias relacionadas com este assunto. Não é "prático", ou é "irracional" é o que se escuta normalmente. Contudo, a função da solidão é reforçar esta lição em algum ponto da jornada evolutiva do indivíduo. Muitos desses indivíduos se aproximam da espiritualidade em vidas anteriores, mas esta aproximação esteve em geral associada a ciclos nos quais havia uma crise tao intensa que nada, a não ser uma perspectiva espiritual, funcionaria. Entretanto, tão logo a crise terminava, seu compromisso com o ponto de vista espiritual desaparecia com ela. Ao tentar aprender esta lição, esses indivíduos também estão aprendendo a diferença entre a lógica dedutiva e a indutiva. A última se concentra no todo para que as partes se revelem. A lógica dedutiva tenta construir o todo a partir das partes que o compõem. Ao aprender a desenvolver uma consciência do todo, estes indivíduos serão capazes de compreender e vivenciar a si mesmos de uma maneira mais completa, ao invés de isolar uma característica particular e tentar compreender a si mesmos exclusivamente através dessa característica.
Ao cultivar uma visão mais holística de si e da vida em geral, esses indivíduos serão mental e emocionalmente capazes de simplificar a si mesmos e a maneira como compreendem a vida. Além disso, eles desenvolverão uma visão mais clara do seu relacionamento com as outras pessoas, de quando servir e de quando não servir. Por conseguinte, esses indivíduos aprendem uma lição fundamental de discernimento.
Desenvolver um relacionamento com o Divino produz lições de altruísmo, bem como de tolerância e respeito pelos erros e imperfeições das outras pessoas. Cultivar uma conciência do todo desenvolve uma paz interior que substituirá a necessidade e a preocupação compulsiva. A consciência do todo capacita esses indivíduos a ver ou sentir qual é sua função correta ou adequada dentro desse todo, ao invés de simplesmente executar qualquer atividade simplesmente para trabalhar. O trabalho adequado sempre será encontrado no relacionamento com as habilidades e tendências naturais, que são oriundas de esforços de vidas anteriores.
Ao realizar a função adequada de trabalho, esses indivíduos podem expandir mais ainda os horizontes da consciência individual. Na terminologia espiritual, temos a noção do karma yoga. Ao cultivar a consciência do Divino, ou do todo, esses indivíduos expurgarão ou purificarão o ego de modo a permitir que o espírito ou corrente universal atue através deles. A humildade sincera se manifestará, ao invés de a falsa humildade, que não é de modo algum humildade. Ao aprender estas lições, esses indivíduos deslizarão com as correntes naturais da vida, ao invés de analisar por que as correntes avançam nesta ou naquela direção. A centopéia seguirá o seu caminho.
Aqueles que resistem totalmente a este desígnio evolutivo mantendo os antigos padrões mentais e emocionais em virtude de uma necessidade compulsiva de crises e também por causa de um sentimento de opressão podem efetivamente levar vidas de dor, desgraça, doença, aliadas a uma sensação de estarem na prisão viva do seu próprio caos mental. Aqueles que avançam plenamente com o desígnio evolutivo se entregarão ao espírito universal. Ao permitir que o espírito se sirva deles e os oriente, eles passarão a possuir uma luminosidade interior que transcede a explicação "racional". Sendo a essência da humildade, estas pessoas serão úteis a qualquer pessoa que seja sincera e que esteja genuinamente precisando de ajuda.
Aqueles que ficam passando de um lado para o outro, ou seja, que ora cooperem com o desígnio evolutivo e ora resistem a ele, vivenciarão momentos cíclicos de extrema clareza, e momentos de grande confusão, desencorajamento e crise. A intensidade de cada um depende da quantidade de resistência e de cooperação com relação a esse desígnio. Dentro dos extremos, muitas dessas pessoas simplesmente perceberão seu significado na vida como reflexos dos "deveres" ou funções específicas que caracterizam suas vidas.
As características comuns aos indivíduos com Plutão na Sexta Casa ou em Virgem incluem: uma mente analítica e penetrante, são modestos, desejosos de ajudar as outras pessoas, naturalmente tímidos, possuidores de um extremo senso de constrangimento, costumam criticar ou perdoar as outras pessoas dependendo das circunstâncias, sempre ocupados com uma coisa ou outra, propensos a crises, boa capacidade de organização, capazes de ajudar as outras pessoas a desenvolverem suas aptidões ou seu potencial.
PLUTÃO NA SÉTIMA CASA OU EM LIBRA
Como ocorre em todas as casa cardinais naturais, Plutão na Sétima Casa ou em Libra demonstra que um novo ciclo evolutivo já começou e continua em atividade. Estes indivíduo vêm aprendendo a desenvolver uma consciência objetiva de si mesmos bem como a compreender seu senso de individualidade num contexto social. Além disso, eles vêm aprendendo também lições de igualdade, relatividade, e de atenção. Eles vêm aprendendo a prestar atenção à realidade de uma outra pessoa da maneira como aquela existe para esta. Ao fazê-lo, eles vêm aprendendo a dar às outras pessoas o que elas precisam de acordo com a realidade delas. Eles também vêm aprendendo, no contexto destas lições, a participar dos relacionamentos de uma maneira igualitária.
Para poder vivenciar este desígnio evolutivo, os indivíduo com Plutão na Sétima Casa tiveram necessariamente que estar envolvidos numa grande variedade de relacionamentos. Através do envolvimento com muitas pessoas eles se expõem a sistemas de valores, sistemas intelectuais, padrões emocionais e convicções espirituais muito diferentes. Através deste processo, os indivíduo vêm aprendendo a compreender sua própria individualidade intrínseca através da comparação ou da apreciação dos relacionamentos que eles formam. Em outras palavras, é por meio da comparação com as outras pessoas que eles tomam consciência de quem eles são como indivíduos particulares. Desse modo, eles vêm aprendendo, sob um aspecto preliminar, a lição evolutiva da objetividade versus a subjetividade.
Uma lição fundamental decorrente deste desígnio evolutivo anterior, é aprender a participar dos relacionamentos. Da Primeira a Sexta Casa, de Áries a Virgem, o foco principal recaía no desenvolvimento subjetivo do indivíduo, que precisava de uma orientação egocêntrica para a vida. A semente egocêntrica da individualidade foi plantada em Áries. De Áries a Leão, da Primeira Casa até a Quinta, esta semente expandiu-se progressivamente alcançando círculos cada vez mais amplos de desenvolvimento. Em Leão e na Quinta Casa, a semente egocêntrica havia florescido e se transformado na auto-realização criativa da individualidade intrínseca. Na Sexta Casa e em Virgem, a necessidade arquetípica era vivenciar a solidão fundamental, e expurgar ou purificar o balão egocêntrico da presunção. Além disso, foi necessário aprender as aptidões ou técnicas práticas que deixavam espaço para o adequado aproveitamento, convergência e encaminhamento da capacidade de trabalho inerente no indivíduo de servir as necessidades da cultura, da tribo ou da sociedade de uma maneira prática. Este arquétipo exerceu um efeito piramidal invertido sobre o desenvolvimento subjetivo do indivíduo, expurgando o ego de ilusões de grandeza e incentivando a humildade essencial.
Na Sétima Casa ou em Libra, o indivíduo potencialmente purificado está agora pronto para se relacionar com as outras pessoas de uma forma igualitária, ao invés de um modo subserviente ou dominador. Aqueles que possuem Plutão na Sétima Casa terão sentido no passado, e sentirão ao chegar a esta vida, uma necessidade compulsiva de se envolver em relacionamentos. Esta necessidade compulsiva está enraizada no desejo de completar o eu através de relacionamentos com outras pessoas e de unir a vida com a de outra pessoa. Em virtude deste desígnio evolutivo anterior, a estrutura inconsciente de segurança emocional desses indivíduos está enraizada na sua necessidade de se envolver em relacionamentos a fim de se sentirem realizados e completos.
Uma vez que Plutão na Sétima Casa ou em Libra representam um ciclo evolutivo relativamente novo, esses indivíduos estiveram literalmente aprendendo a lição permanente de como se envolver nos relacionamentos com as outras pessoas de uma forma igualitária. A maioria desses indivíduos ainda não aprenderam a fazer isto. Por um lado, eles precisarão obter informações e diferentes pontos de vista de muitos tipos diferentes de pessoas. Esta situação estabelece a necessidade de prestar objetivamente atenção às outras pessoas a fim de determinar como se relacionar com elas. Ao se expor à diversidade das outras pessoas, estes indivíduos vêm aprendendo a compreender objetivamente a realidade da natureza humana.
Um problema em potencial que este padrão de vidas anteriores favorece é aquele em que o indivíduo se vê envolvido num número excessivo de relacionamentos, e entra em contato com um número também excessivo de pontos de vista e de valores. Ao se envolver excessivamente dessa maneira, o indivíduo pode se afastar da sua própria individualidade; ele pode se absorver demasiadamente nas diferentes realidades das outras pessoas. Quando isto ocorre, o indivíduo com Plutão na Sétima Casa pode se tornar compulsivamente dependente das opiniões, dos conselhos, ou do conhecimento dos outros como uma forma de determinar que ele é, ou o que deveria ou não estar fazendo com sua vida. A dependência é acionada tão logo o indivíduo perde o contato com a própria individualidade.
Nesta condição, o indivíduo não consegue se relacionar consigo mesmo sem se relacionar com outras pessoas. Ele não se sente à vontade a não ser que tenha outras pessoas por perto. Além disso, uma vez que o indivíduo se afasta da própria individualidade, é preparado o terreno para que seja subconscientemente atraído por pessoas que parecem ser muito fortes, estáveis, seguras de si mesmas, e que possuem a habilidade (e talvez a necessidade) de guiar e controlar a formação e o desenvolvimento do indivíduo com Plutão na Sétima Casa.
Nesta situação, este último alcançou um extremo desequilíbrio no qual tornou-se fortemente dependente do parceiro ou das pessoas com quem esta envolvido. Nos piores casos, esta situação estimula o efeito do alter-ego no qual a pessoa com Plutão na Sétima Casa está exaltando ou satisfazendo as necessidades de uma outra pessoa em detrimento das suas próprias necessidades. A outra pessoa manipulou a dinâmica do relacionamento de modo a fazer com o indivíduo com Plutão na Sétima Casa sentisse que suas necessidades estão sendo satisfeitas ao tornar-se um alter-ego da outra pessoa. Na verdade, o indivíduo com Plutão na Sétima Casa está sendo dominado pelas necessidades da outra pessoa a ponto de sentir que essas necessidades, desejos, opiniões, valores e crenças são na verdade seus. Desse modo, o indivíduo com Plutão na Sétima Casa passou a depender da outra pessoa para que esta confirme, defina e satisfaça suas necessidades, desejos, idéias, valores e convicções. Ele tornou-se simplesmente uma extensão da realidade e da identidade da outra pessoa — um alter-ego.
Por outro lado, esta mesma dinâmica evolutiva de ficar atento, observar e identificar a realidade de outra pessoa para proporcionar-lhe o. que ela precisa de acordo com a realidade dela, determina uma outra maneira potencialmente extrema de se comportar nos relacionamentos com as outras pessoas. Neste extremo, o indivíduo com Plutão na Sétima Casa torna-se a pessoa dominante. Ao escutar atentamente, eles podem fazer com que as outras pessoas sintam que ele as compreende, ou que se preocupa com elas. Na verdade, o indivíduo com Plutão na Sétima Casa está inconscientemente atraindo as pessoas que precisam de conselhos, companhia, ou amor.
Esta dinâmica pode conduzir a uma posição de controle emocional dentro do relacionamento se o indivíduo com Plutão na Sétima Casa manipular compulsivamente o relacionamento para fazer com que a outra pessoa sempre sinta que precisa dele em sua vida para se sentir bem, segura, amada. Nesta situação, o indivíduo com Plutão na Sétima Casa imporá seus valores, crenças, idéias e natureza na outra pessoa de modo a fazer com que ela sinta que esses valores, idéias, convicções e natureza são na verdade seus. Mais uma vez, este tipo de relacionamento encontra-se num estado de extremo desequilíbrio.
Em ambos os casos, as lições a serem aprendidas envolvem a objetividade, a atenção e a bondade, e o reconhecimento da relatividade das necessidades individuais bem como da natureza humana. Em ambos os casos, o indivíduo está aprendendo a socialização. Em ambos os casos, a igualdade e o equilíbrio não foram aprendidos no passado.
Uma vez que o desígnio evolutivo também foi o de aprender lições de igualdade e equilíbrio nos relacionamentos, o indivíduo com Plutão na Sétima Casa geralmente terá acúmulo de problemas kármicos associados a diversas pessoas. Em qualquer uma das duas condições de desequilíbrio mencionadas acima, o indivíduo teria tido necessariamente que retroceder ou reagir ao equilíbrio através da necessidade evolutiva. Em ambas as situações acima descritas, esta reação pode se manifestar de uma entre três maneiras:
1. O indivíduo com Plutão na Sétima Casa abandona o parceiro porque as necessidades que deram origem ao relacionamento foram atendidas. Esta situação cria novas necessidades, e por conseguinte o desejo de um novo relacionamento. O processo de partir não é necessariamente positivo ou fácil. Amiúde, o parceiro não sente que o relacionamento deveria terminar, especialmente pelas razões apresentadas pelo indivíduo. O relacionamento termina com o parceiro sentindo-se instável quanto aos motivos de seu término. Esta condição não resolvida determina o karma que deverá ser cumprido com esta pessoa em algum
2. O parceiro parte por sentir que o relacionamento não faz mais sentido ou que ele não está extraindo do relacionamento o que está investindo nele. Suas necessidades foram satisfeitas. A pessoa com Plutão na Sétima Casa não pensa da mesma maneira. Ela se sente instável a respeito de por que o relacionamento terminou. A situação também determina o karma que deverá ser cumprido com o parceiro numa outra ocasião.
3. Ambos os parceiros se tornam mutuamente dependentes um do outro de qualquer modo que seja definido relacionado com os dois extremos acima mencionados. O grau de dependência torna-se tão extremo que o indivíduo torna-se incapaz de um desenvolvimento ulterior. Nesta situação, os papéis dentro dos dois extremos podem ser ciclicamente intercambiados no relacionamento, ou podem permanecer concentrados nas posições fixas dos extremos: um dos parceiros desempenha o papel dominante e o outro o papel subserviente e do alter-ego. Nesta situação, um dos parceiros pode ser vigorosamente removido do relacionamento, o que às vezes ocorre inclusive através da morte. A remoção imposta provoca o crescimento de ambos através da intensa dor, remorso e reflexão sobre a natureza de suas vidas individuais, e sobre a natureza do seu relacionamento. Nenhum dos dois estava conscientemente pronto para o término do relacionamento. Por conseguinte, como este não foi resolvido, eles se encontrarão novamente em outra ocasião.
Estas reações ao desequilíbrio dos relacionamentos destina-se a impor as lições de igualdade, equilíbrio e relatividade. Uma interpretação astrológica falsa de Libra e da Sétima Casa é que eles são por natureza equilibrados. Na realidade, a Sétima Casa ou Libra significa o aprendizado do equilíbrio. E muito comum que as pessoas com Plutão na Sétima Casa tenham abordado os relacionamentos no passado de maneiras extremas. Num relacionamento elas serão o parceiro dominante, e em outro a pessoa necessitada, ou o alter-ego. E, é claro, algumas dessas pessoas estiveram em relacionamentos nos quais os papéis de estar no controle, e de ser controlado, sofreram um intercâmbio dentro do mesmo relacionamento.
Qualquer tipo de desequilíbrio dentro de um relacionamento produzirá necessárias confrontações, quer entre os parceiros, quer internamente dentro do indivíduo. As confrontações interiores se manifestam a fim de forçar o indivíduo a examinar a natureza de cada dificuldade ou problema dentro de si, o relacionamento, e/ou o parceiro.
A natureza da dificuldade ou problema sempre estará relacionada com uma necessidade que não está sendo satisfeita. A confrontação externa entre os parceiros ocorrerá pelo mesmo motivo. A essência desta lição evolutiva é aprender a dar a outra pessoa aquilo que ela precisa, e, ao fazê-lo, satisfazer as próprias necessidades. Entretanto, uma vez que este impulso evolutivo é relativamente novo, a maioria desses indivíduos não sabem como se relacionar consigo mesmos ou com os outros desta maneira. Isto gera não apenas o problema do desequilíbrio, como também o fenômeno do dar condicionalmente, ou do amor condicional. As necessidade estão ligadas às expectativas, e as expectativas são projetadas pelo parceiro sobre o indivíduo. Quando as necessidades projetadas não são adequadamente satisfeitas pela outra pessoa, pode ocorrer então o bloqueio do amor e da entrega.
Como este impulso evolutivo também está ensinando ao indivíduo a aprender a receber o amor ou a bondade das outras pessoas, ele poderá não ser capaz de aceitar ou reconhecer o que está vindo na sua direção em virtude de distorções emocionais vinculadas aos problemas associados às expectativas ou necessidades não atendidas. Analogamente, o indivíduo poderá desejar dar de si a uma outra pessoa, e esta poderá não receber, reconhecer, ou aceitar o que lhe está sendo dado devido às suas próprias distorções emocionais ligadas a expectativas ou necessidades semelhantes projetadas não enfrentadas anteriormente.
Este dilema evolutivo é necessário para que esses indivíduos aprendam a se relacionar consigo mesmos e com as outras pessoas de uma maneira equilibrada e igualitária. As confrontações, o amor condicional, partir ou ser abandonado por outra pessoa, o choque da mente de um parceiro os papéis dominantes e subservientes que se alteram dentro do relacionamento, relacionamentos que se formam apoiados nos papéis fixos de domínio e subserviência, podem ocorrer para impor as lições de equilíbrio e igualdade, objetividade e entendimento da individualidade da pessoa num contexto social.
Estas situações também ocorrem para ensinar ao indivíduo quais são as suas necessidades essenciais num relacionamento, quem ele é em virtude dos relacionamentos, e para desenvolver valores sociais no que diz respeito a como as pessoas deveriam se relacionar umas com as outras. Estas situações ocorrem para provocar a lição de minimizar a dependência com relação à outra pessoa, e de superar a tendência de transformar a outra pessoa no deus da realidade do indivíduo, ou, ao contrário, de permitir que o parceiro o transforme num deus.
Esses indivíduos finalmente compreenderão que eles precisam ser necessários, e perceberão como esta necessidade controla a formação ou a dinâmica dos seus relacionamentos. Ao reconhecer esta dinâmica eles também compreenderão sua necessidade compulsiva de dar de si para os outros, e também de receber. A lição evolutiva em andamento ensinará a esses indivíduos quando devem dar e quando não devem, e quando derem, o que devem dar, e quando não derem, por que não devem dar. Eles também podem perceber que ao dar a impressão de não estarem dando em determinadas situações, eles estão na verdade praticando uma forma de suprema bondade. Em outras palavras, em certas condições, estes indivíduos precisam aprender a como deixar de dar para os outros. A natureza dessas condições está relacionada com quando uma outra pessoa continua voltando para receber mais e sem usar ou trabalhar com o que recebeu anteriormente. Ao aprender a não dar nessas condições, esses indivíduos aprenderão a como, parar de incentivar que as outras pessoas dependam deles. Isto é extremamente necessário de um ponto de vista evolutivo. De um modo bastante semelhante, estes indivíduos podem aprender a receber o que lhes está sendo dado sem se tornarem dependentes daquelas que estão dando.
Examinando as características kármicas e evolutivas específicas em cada mapa com Plutão na Sétima Casa, podemos determinar como o indivíduo abordou anteriormente os relacionamentos, e por que tipo de pessoas o indivíduo se sentiu atraído — e por que motivos. A condição evolutiva natural do indivíduo fornecerá informações adicionais a respeito do tipo de pessoas e de abordagens aos relacionamentos.
Como exemplo, vamos colocar Plutão em Virgem na Sétima Casa, o Nodo Sul em Gêmeos na Quarta Casa em conjunção com Vênus retrógrado, o regente, Mercúrio, em Escorpião na Nona Casa.
Este indivíduo está no estado gregário mostrando porém indícios de individualização. Nesta situação, é extremamente provável que o indivíduo viesse a esta vida com necessidades emocionais deslocadas baseadas numa série de vidas anteriores nas quais o indivíduo teria sido emocionalmente rejeitado por um ou por ambos os progenitores. Com o regente do Nodo Sul na Nona Casa ou em Escorpião, um ou ambos os pais teriam estado tanto física quanto emocionalmente distantes do indivíduo. Esta distância teria sido necessária para que o indivíduo pudesse aprender as lições de segurança interior da Quarta Casa. Entretanto, o indivíduo interpretaria esta dinâmica como rejeição emocional, o que provocaria uma auto-imagem negativa. O indivíduo sentiria que seus pais não se dedicaram a ele como deveriam. Por conseguinte, quando adulto, este indivíduo abordaria os relacionamentos com todas as emoções deslocadas intactas. Ele estaria buscando informações, conhecimento, cura e perspectivas nas outras pessoas. O indivíduo esperaria que os outros suprissem essas necessidades e satisfizessem os desejos. Subconscientemente, o indivíduo atrairia pessoas cuja natureza ou personalidade espelhassem ou refletissem de alguma maneira um dos seus progenitores ou ambos. Por conseguinte, o indivíduo se aproximaria dos relacionamentos de uma maneira dependente e carente. Ele estaria esperando receber dos outros.
Contudo, com Vênus retrógrado em quadratura com Plutão e o Nodo Sul, o indivíduo seria continuamente rejeitado pelos outros, o que teria o efeito de fazer o indivíduo se voltar para dentro de si mesmo a fim de recuperar as etapas omitidas de autoconfiança emocional e segurança interior. Neste caso, o relacionamento que precisa ser formado é com ele mesmo (Vênus retrógrado em conjunção com o Nodo Sul na Quarta Casa em quadratura com Plutão em Virgem na Sétima Casa). Ao vivenciar uma solidão fundamental, e a crise da ausência de relacionamentos tanto na juventude quanto na idade adulta, ele teria que analisar a dinâmica interior bem como os motivos dessa experiência. Com Mercúrio, o regente do Nodo Sul, em Escorpião na Nona Casa, o indivíduo iria querer saber por que ele estava vivenciando essas condições de vida. Com relação a Plutão em Virgem na Sétima Casa, o indivíduo poderia procurar terapeutas profissionais a fim de conseguir as respostas e essas perguntas. Entretanto, como existe um movimento evolutivo na direção do estado individualizado, o indivíduo poderia achar que estas resposta profissionais não possuíam a profundidade que ele necessitava — elas poderiam parecer erradas ou incompletas de alguma maneira. Mais uma vez, o indivíduo é jogado de volta sobre si mesmo.
A medida que este processo continua, o indivíduo se daria conta um dia de que as respostas estavam dentro de si mesmo, não se baseando em chavões ou teorias intelectuais ou psicológicos normalmente aceitos, predominantes ou corriqueiros. As respostas se fundamentariam em circunstâncias e dinâmicas singulares para o indivíduo a partir de um ponto de vista kármico e evolutivo. Desse modo, o indivíduo aprenderia a fazer observações objetivamente bem como a reconhecer a rejeição da parte das outras pessoas como "sinais" (Mercúrio na Nona Casa) que apontariam continuamente para a necessidade de um relacionamento interior consigo mesmo, para que a segurança interna pudesse se desenvolver. Ao fazer isto, o indivíduo aprenderia a satisfazer as próprias necessidades. A medida que esta transformação fosse ocorrendo, o indivíduo se aproximaria do campo dos relacionamentos de uma maneira totalmente diferente. O indivíduo passaria a acercar-se deles de um modo seguro, e com uma auto-imagem positiva. O indivíduo aprenderia a se envolver nos relacionamentos porque o desejava, e não porque necessitasse deles. Nesta vida, este processo e esta metamorfose seriam ajudados através da polaridade de Plutão na Primeira Casa e Peixes, o signo da polaridade de Virgem. O Nodo Norte em Sagitário na Décima Casa atuará como um método de operação para ajudar a realizar esta metamorfose e necessidade evolutiva.
O ponto de polaridade está na Primeira Casa ou em Áries. O desígnio evolutivo para esta vida é ensinar ao indivíduo a iniciar suas diretrizes ou decisões na vida sem depender das opiniões, dos conselhos ou do consentimento de uma outra pessoa. Do mesmo modo, este desígnio está ensinando ao indivíduo a não controlar, interferir, definir, ou impedir a necessidade do parceiro de dar início a novas diretrizes ou tomar outras decisões. Na verdade, este desígnio evolutivo está ensinando ao indivíduo a pôr-se a caminho sozinho a fim de cumprir seu próprio destino, e a minimizar a dependência de outra pessoa a fim de fazê-lo.
Este ponto de polaridade não implica que o indivíduo deva tornar-se um ser solitário, ou que deva viver sem um relacionamento íntimo. Sua intenção é que o indivíduo aprenda a responder ou suprir suas próprias necessidades a fim de minimizar as expectativas de uma outra pessoa. Seu propósito é que o indivíduo aprenda a ficar sozinho, e aprenda a tomar as próprias decisões. Sua intenção é ensinar ao indivíduo a começar suas próprias ações automotivadas a fim de desenvolver mais plenamente sua individualidade.
Este desígnio evolutivo exige que o indivíduo aprenda a desenvolver e equilibrar a necessidade de ter tempo para ficar sozinho com a necessidade de ter tempo para passar com as outras pessoas. Além disso, o desígnio evolutivo exige que esses indivíduos aprendam a conduzir os relacionamentos de uma nova maneira, i.e. não da maneira como "espera-se" que eles o façam. Sua intenção é que o indivíduo aprenda a encorajar e apoiar a necessidade de independência do parceiro, e a escolher parceiros que tenham a coragem de realizar sua vida por seus próprios meios.
O desígnio evolutivo está ensinando a esses indivíduos a desenvolver mais plenamente a lição de dar de si a uma outra pessoa para que as próprias necessidade dos indivíduos sejam dez vezes mais satisfeitas. Desse modo, o equilíbrio do relacionamento se tornará realidade.
A medida que essas lições evolutivas se desenvolvem, o indivíduo com Plutão na Sétima Casa se tornará uma pessoa extremamente bondosa. Ele será capaz de identificar a realidade como esta existe para qualquer pessoa com quem se relacionem. Ao fazer isto, esses indivíduos poderão dar aos outros exatamente aquilo que estes precisam. Eles aprenderão também quando devem voltar e quando não devem. Ao desenvolver essas lições, eles aprenderão a participar de relacionamentos de uma forma independente, e encorajarão a independência em qualquer parceiro ou cônjuge. Em virtude dessas lições, esses indivíduos aprenderão a permanecer interiormente equilibrados em qualquer situação externa na qual possam se encontrar. Eles não mais correrão o risco de perderem a si próprios por experimentar valores, idéias e crenças representados pelas outras pessoas. Esses indivíduos aprenderão a apreciara diversidade da natureza humana, e a reconhecer sua própria individualidade por causa disso. Esta compreensão poderá se expressar na dádiva que eles concedem aos outros: a coragem de se descobrirem e serem eles mesmos.
Eis algumas características comuns aos indivíduos com Plutão na Sétima Casa ou em Libra: uma necessidade compulsiva de se envolver em relacionamentos ou de se relacionar com outras pessoas a fim de se sentirem completos, a necessidade de dominar ou ser dominado por uma outra pessoa, a necessidade de ser necessário aos outros, a necessidade de ser apreciado pelas outras pessoas, exercem um efeito hipnótico sobre as pessoas, têm necessidade de pedir conselho aos outros e também de dar conselhos.
PLUTÃO NA OITAVA CASA OU EM ESCORPIÃO
No sentido mais amplo possível, Escorpião e a Oitava Casa são os arquétipos através dos quais todos nós ficamos frente a frente com os limites ou parâmetros de quem nós somos, em oposição a quem nós não somos, e não podemos ser. Cada um de nós possui uma personalidade ou natureza específica que é única. Nossa personalidade é um complexo de muitas dinâmicas — intelectuais, emocionais, físicas e espirituais. A interação dessas dinâmicas determinam nossa natureza. Cada indivíduo vivencia a vida e a realidade da sua maneira particular em decorrência da tendência específica da sua personalidade. Desse modo, todos nós vivenciamos as limitações ou parâmetros de nós mesmos, em oposição aquilo que não somos, através do arquétipo de Escorpião e da Oitava Casa.
Uma vez que o impulso evolutivo fundamental é crescer ou evoluir, os indivíduos com Plutão na Oitava Casa desejaram necessariamente transformar suas limitações pessoais formando relacionamentos com qualquer coisa que simbolizasse o que eles precisavam ou desejavam a fim de evoluir além das suas limitações pessoais. Este processo implica algo que eles não são, ou ainda não possuem. Por conseguinte, esses indivíduos experimentaram como resultado tanto o poder quanto a impotência.
A experiência do poder decorre daquilo que esses indivíduos já são — o que eles conhecem e vivenciaram. A experiência da impotência decorre daquilo que eles não são — o que eles não conhecem e não vivenciaram.
O impulso evolutivo anterior de Plutão na Oitava Casa exigiu que esses indivíduos vivenciassem suas limitações enquanto que simultaneamente transformavam essas limitações para alcançar níveis elevados de desenvolvimento pessoal. Em outras palavras, eles não, podem simplesmente reconhecer as limitações e depois recostar-se dizendo: "Tudo bem, é isso aí meus chapas, vamos ficando por aqui".
Este impulso evolutivo impôs a consciência das forças mais poderosas que existem no universo, forças estas ou poder que emanam do exterior do indivíduo. A necessidade evolutiva demandou que esses indivíduos se fundissem com outras fontes de poder a fim de exercer a metamorfose além das suas limitações pessoais. Em outras palavras, esses indivíduos aprenderam a absorver o poder de quaisquer símbolos de poder com os quais eles possam ter formado um relacionamento em si mesmos. Esta absorção promoveu a necessária metamorfose das limitações pessoais de um modo tal que esses indivíduos se transformam naquilo com o que formaram um relacionamento.
A natureza específica do que simboliza o poder para um indivíduo, do que o indivíduo sente que precisa para ser capaz de transcender as limitações existentes, está relacionada com sua condição evolutiva e kármica. Entre os exemplos de símbolos comuns pelos quais os indivíduos com Plutão na Oitava Casa se sentem atraídos estão a morte, o sexo, todos os tipos de rituais (a magia, a meditação, a yoga, por exemplo), as experiências geralmente consideradas proibidas, os relacionamentos, o dinheiro, a posição social, um sistema ou corpo de conhecimento, os mantras, os diagramas simbólicos, Deus, Satã, e assim por diante. A união do eu com símbolo produz uma fusão alquímica que permite a transmutação de uma limitação existente.
Um problema intrínseco aos indivíduos da Oitava Casa no que diz respeito à sua necessidade de se unir com esse tipo de símbolo é o da compulsão. Elvis Presley, por exemplo, tinha Plutão retrógrado em Câncer na Oitava Casa em conjunção com o Nodo Sul em Leão, formando um trígono com Júpiter em Escorpião na Décima Primeira Casa, e em oposição a Mercúrio e Vênus em Capricórnio na Segunda Casa. Existe uma vasta documentação que prova que Presley tinha uma fascinação compulsiva e mórbida pela morte e por aquilo que ela simbolizava. Muitos indivíduos com Plutão na Oitava Casa possuem um desejo de morte subconsciente. A morte é obviamente um "poder" ou uma força inevitável maior e mais forte do que o indivíduo a partir de um ponto de vista esotérico. Devemos deduzir do caso de Presley que ele possuía padrões subconscientes de culpa que alimentavam seu desejo de morrer e sua compulsão de tentar a morte através do uso das drogas e do seu estilo de vida como um todo.
A experiência do poder e da impotência, de transformar as limitações através dos relacionamentos formados com os símbolos de poder, provocou ciclicamente confrontações internas e externas. Esses ciclos de confrontações refletem o impulso evolutivo de eliminar e transformar todas as limitações existentes dentro do indivíduo. Por conseguinte, estes ciclos conduzem a uma contínua morte e renascimento da consciência e da experiência do indivíduo de si mesmo dentro da totalidade da realidade. Este arquétipo se correlaciona com a reencarnação: a necessidade progressiva de eliminar todas as barreiras (desejos) que estão impedindo uma união direta com a Fonte Suprema do poder. Entretanto, em decorrência dos desejos duplos que coexistem na Alma, houve também a necessidade de estabilizar e proteger os limites da metamorfose interior mais recente. O desejo de retornar à Fonte Suprema de poder se manifesta como a necessidade de eliminar progressivamente todas as limitações que possam impedir a fusão total com aquela Causa Primeira. O desejo de separação se manifesta como a necessidade de estabilizar e proteger os limites do mais recente evento de transformação na vida dos indivíduos.
O conflito mais intenso dos desejos duplos da Alma ocorre quando Plutão esta na Oitava Casa ou em Escorpião. As resultantes confrontações internas e externas surgem em virtude das restrições nos limites que foram resguardadas. Estes limites tornam-se áreas de estagnação que impedem o crescimento posterior. A intensidade das confrontações tem sido e continuará a ser diretamente proporcional ao grau de resistência que se manifesta através do desejo de separação. A resistência ocorre em virtude da ameaça percebida aos padrões existentes de segurança que se baseiam em como o indivíduo está se relacionando consigo mesmo, com as outras pessoas, e com a realidade em qualquer ponto no tempo: "Este é quem eu sou, isto é o que eu sei, foi assim que eu construí, organizei e interpretei a mim mesmo e à vida de um modo geral." Mais uma vez, os padrões existentes de segurança desse modo refletidos são um resultado direto de um evento de transformação que ocorreu num ponto anterior aos padrões existentes de segurança.
Num aspecto cíclico, aqueles com Plutão na Oitava Casa vivenciarão confrontações emocionais, intelectuais, físicas e espirituais de continuarem a jornada da evolução individual. A resultante metamorfose, seja de que maneira for vivenciada, reflete o fato de que os desejo de eliminar as limitações, que impede a fusão total com a Fonte Suprema, prevalece quer o indivíduo fique ou não satisfeito com isso, quer o indivíduo coopere ou não.
A função da confrontação também serve para produzir uma psicanálise interior, bem como a compreensão de por que nós somos do jeito que somos. Este conhecimento pode ser aplicado a um momento específico da vida do indivíduo. Ele também pode ser empregado de uma maneira holística para descobrir os padrões de comportamento e as tendências fundamentais que controlam toda a sua vida, e ele também pode ser aplicado ao todo da humanidade para explicar a consciência humana de uma forma arquetípica, como Carl Jung tentou fazer. Por conseguinte, no sentido mais amplo possível, a Oitava Casa e Escorpião são arquétipos através dos quais a espécie humana examina a si mesmo e faz sua auto-analise; por que nós somos assim, por que funcionamos desta maneira, por quê, por quê, por quê? No nível individual, eles são a necessidade que cada um de nós tem de fazer as mesmas perguntas. Assim as confrontações vivenciadas pelos indivíduos com Plutão na Oitava Casa promovem o, conhecimento pessoal bem como o transpessoal. Em virtude de experiências e tendências de vidas anteriores, aqueles com Plutão na Oitava Casa sairão do útero perguntando por que. Por que a vida, por que a morte, por que este sentimento, por que esta emoção, por que este desejo, por que isto aconteceu, por que eles fizeram aquilo, e assim por diante. Estes indivíduos vêm desejando descobrir o "ponto central" de qualquer situação que vivenciaram e sobre a qual focalizaram sua atenção, o fundamento mais profundo de por que eles trabalham e funcionam do modo como fazem, e por que as pessoas trabalham e funcionam de determinada maneira.
Ao tentar compreender sua própria psicologia bem como a de outras pessoas através de esforços em vidas passadas, os indivíduos com Plutão na Oitava Casa geralmente chegam a esta vida com uma compreensão natural da psique humana. Na verdade, eles são psicólogos naturais. Como esses indivíduos vivenciaram um número tão grande de confrontações internas e externas durante muitas encarnações, como eles passaram por tantas metamorfoses fundamentais, eles possuirão, em diversos estágios de desenvolvimento, o conhecimento próprio das suas motivações, intenções, desejos e padrões emocionais, e por que eles atuam da maneira como atuam.
A condição ou estado evolutivo natural de um indivíduo determinarão o estágio que este conhecimento atingiu. No caso daqueles no estado gregário, este conhecimento pode estar limitado a eles mesmos e àqueles que lhe estão próximos. Neste estado, este conhecimento limitado é normalmente uma forma de psicologia "caseira" que não pode se expandir e nem ser aplicada além do seu ambiente imediato. Além disso, este estágio de desenvolvimento refletirá a sabedoria psicológica "convencional" que é um subproduto da psicologia "caseira" coletiva que evoluiu durante um período de tempo relativo a uma cultura específica que é coletivamente definida. No caso daqueles no estado gregário que estão avançando na direção do estado individualizado, esta psicologia convencional se aplicará a todos eles. Aqueles que já estiverem bem adiantados no estado individualizado possuirão um conhecimento da psicologia humana convencional. Estes indivíduos compreenderão que as pessoas são diferentes, e saberão que cada uma é do jeito que é por razões que lhe são próprias. Estes indivíduos podem não apenas aplicar este conhecimento a si mesmos, como também às outras pessoas. Eles necessariamente questionarão, confrontarão e desafiarão o conhecimento aceito e convencional. Aqueles no estado individualizado, mas que já estão avançando para o estado espiritual, possuirão o conhecimento dos arquétipos psicológicos fundamentais que simbolizam e motivam a consciência humana de um modo geral. Eles compreenderão a si mesmos e aos outros dessa maneira. Os indivíduos que já alcançaram o estado espiritual possuirão o conhecimento da psicologia espiritual que incorpora os arquétipos espirituais.
Ao se envolver com as outras pessoas, o indivíduo com Plutão na Oitava Casa será naturalmente capaz de penetrar no núcleo emocional, intelectual, espiritual ou físico delas a fim de compreender quem elas são, como funcionam, e para entender as causas dos problemas ou bloqueios que estão impedindo o posterior crescimento. Este entendimento refletirá a própria capacidade e condição evolutiva do indivíduo. Esta habilidade cria um magnetismo natural que atrai as pessoas que possam sentir que a pessoa com Plutão na Oitava Casa pode de alguma forma ajudá-las. Por causa disso, esses indivíduos podem exercer o poder sobre outras pessoas porque elas lhes estão dando esse poder.
Quando o processo se expressa de uma maneira negativa, esses indivíduos podem começar a manipular as outras a fim de alcançar uma posição de poder. Eles farão isto concentrando-se compulsivamente nas áreas mais frágeis das outras pessoas a fim de manipulá-las e controlá-las. Desse modo, eles podem tornar uma outra pessoa, dependente deles. Analogamente, estes indivíduos podem se concentrar no elo mais fraco que possa existir em qualquer expressão ou forma de conhecimento que não seja projetada por eles a fim de reprimi-la. Isto é feito em virtude do medo subconsciente de ter seu poder debilitado por outro ponto de vista, ou por outra (s) pessoa (s) que possa(m) discordar ou desafiar o que eles são.
Quando há uma expressão positiva, estes indivíduos podem usar seu conhecimento psicológico natural para compreender e motivar as outras pessoas. Eles podem ajudá-las a ver e entender como e porque elas são do jeito que são, quais as bases das suas motivações e dos seus desejos, e ajudá-las a expurgar os padrões emocionais, intelectuais, espirituais ou físico negativos que estão impedindo o crescimento posterior. Ao fazer isto, esses indivíduos podem ajudar as outras pessoas a se libertarem das limitações das suas realidades interiores e exteriores para que possam seguir mais livremente suas jornadas evolutivas naturais. Eles fornecerão poder aos outros ao invés de usar o poder para controlá-los. Além disso, esses indivíduos estarão mais dispostos e aptos a compreender a origem e a natureza das próprias limitações. Conseqüentemente, eles serão muito mais capazes e estarão muito mais dispostos a compreender o que precisam fazer para transformar essas limitações em níveis mais elevados de autoconhecimento. Eles serão naturalmente atraídos por símbolos específicos de poder a fim de realizar esta metamorfose.
Um ponto crucial que deve ser compreendido nesta conjuntura é que se o indivíduo com Plutão na Oitava Casa tem uma reação negativa quanto a transformar as limitações da sua identidade egocêntrica e do seu poder, neste caso as motivações, a abordagem e as origens simbólicas do poder serão muito diferentes das do indivíduo que reagiu de uma maneira positiva a esta necessidade evolutiva. Quer o indivíduo tenha exteriorizado uma reação negativa ou positiva, os símbolos efetivamente usados com relação à condição evolutiva no passado serão refletidos pela posição na casa e no signo do Nodo Sul, bem como pela posição na casa e no signo do seu regente planetário.
Plutão na Oitava Casa ou em Escorpião exige a experiência de qualquer forma, fonte, ou símbolo de poder transformador — a síndrome do "prove para mim". Existe mais uma necessidade de sensação e experiência do que de crença ou de fé. Esses indivíduos precisam ver, sentir, provar, tocar, cheirar ou escutar diretamente o objeto dos símbolos transformadores com que se relacionam; eles precisam penetrar, se fundir e se unir ao símbolo que representa a origem do poder ou do objeto do seu desejo. Através da experiência direta eles se fundem com o símbolo transformador tornando-se o próprio símbolo. Quando há uma expressão negativa, o indivíduo tentará controlar, manipular e usar o símbolo para objetivos egocêntricos — como no primeiro caso acima. No caso de uma expressão positiva, o indivíduo permitirá que o poder do símbolo transformador penetre o seu ser, estimulando uma função alquímica (metamorfose) que tem lugar espontaneamente — como no segundo caso. Alguns outros exemplos de símbolos que favorecem a ocorrência de uma fusão alquímica são o Tai-chi, diversas formas de yoga, a meditação, o sexo, unir os recursos da pessoa com os de outra, olhar fixamente para a chama de uma vela, e assim por diante. Os símbolos que estimulam essa função alquímica podem ser praticamente qualquer coisa. E a abordagem da pessoa, sua atitude, sua motivação, seu desejo bem como as condições kármicas e evolutivas que determinam a seleção dos símbolos particulares, e as reações positivas ou negativas do indivíduo a eles que conduzem ao tipo de experiências transformadoras que lhes são associadas.
Na Sétima Casa ou em Libra, a necessidade evolutiva era a de iniciar uma grande variedade de relacionamentos com outras pessoas a fim de aprender lições de relatividade e objetividade individual. Ela exigia, além disso, que o indivíduo aprendesse lições de relatividade individual e social, bem como de como se relacionar com as outras pessoas de uma infinidade de maneiras para que o equilíbrio interior e a verdadeira essência do indivíduo pudessem ser alcançados. Desse modo, estes indivíduos aprenderam quem eles eram e quem não eram. Também aprenderam quais eram suas necessidade essenciais num relacionamento, e aprenderem a ouvir para que pudessem dar à outra parte o que ela precisava. Na Oitava Casa ou em Escorpião, o desígnio evolutivo exigiu que o indivíduo aprendesse a tomar decisões a respeito de com quem se envolver, e em quem confiar numa relação. Os indivíduos com Plutão na Oitava Casa vêm aprendendo a escolher entre diversas pessoas um outro indivíduo que esteja em harmonia com suas necessidades, desejos, karma, emoções, e também com suas Almas.
Na Sétima Casa e Libra, o indivíduo estava aprendendo o que ele precisava num relacionamento. Os indivíduos com Plutão na Oitava Casa sabem do que precisam e vêm aprendendo a fazer as escolhas adequadas. As pessoas que não refletem essas necessidades e que não estão em harmonia com o indivíduo serão excluídas. Num nível bastante profundo, entre outras necessidades e questões kármicas, estará a necessidade de ou buscar um relacionamento com uma outra pessoa que simbolize algo que o indivíduo deseja em virtude de uma necessidade consciente que não está sendo satisfeita, ou de procurar um indivíduo que olhe para a pessoa com Plutão na Oitava Casa como o símbolo transformador da sua vida. Em ambos os casos ocorrerão vários graus de uso e manipulação para a obtenção do que é necessário. Além disso, os dois casos implicam a dependência emocional.
Em virtude da necessidade evolutiva da união com os símbolos do poder transformador, neste caso uma outra pessoa, nós também temos a união sexual como uma função deste tipo de relacionamento. A união sexual pode criar uma penetração e vinculação mútua das Almas. Ela pode produzir uma metamorfose de limitações pessoais porque os dois indivíduos física e simbolicamente penetraram um no outro. Não é verdade que após o envolvimento sexual com outra pessoa, esta pessoa está sempre de alguma maneira dentro de nós? Nós recebemos ou assumimos as pessoas com quem compartilhamos a atividade sexual. A troca do karma ocorre através do intercâmbio mútuo dos fluídos sexuais, e através da fusão dos nossos corpos físicos, emocionais e etéricos. Desse modo, ocorre uma união de Almas. Na Segunda Casa e em Touro, o instinto biológicos era a procriação. A Oitava Casa ou Escorpião é a satisfação desse instinto através da união de duas pessoas. A Segunda Casa é o instinto e o isolamento da masturbação, ao passo que a Oitava Casa (e Escorpião) é a verdadeira casa do "casamento". Em quase todas as culturas, um relacionamento não é considerado um casamento até que seja consumado.
O problema evolutivo e kármico inerente gerado pela Oitava Casa e Plutão se baseia no uso e na manipulação de uma outra pessoa a fim de satisfazer os próprios desejos e necessidades. Em virtude da necessidade evolutiva de crescimento e transformação em andamento, os desejos e as necessidades no indivíduo com Plutão na Oitava Casa também estão constantemente mudando. Por conseguinte, os relacionamentos formados dessa maneira, geralmente só duram enquanto a necessidade existe. A duração do relacionamento é diferente em cada caso e com cada pessoa. Uma vez que a necessidade tenha sido satisfeita, o relacionamento torna-se inútil. Ele alcançou um ponto de estagnação ou de não crescimento a partir da perspectiva da pessoa com Plutão na Oitava Casa.
Nesta conjuntura, essas pessoas enfrentam um dilema evolutivo. Por um lado existe o desejo e a necessidade do compromisso. Pelo outro há o desejo e a necessidade de crescer. A questão é a seguinte: o que fazer? A medida que esta confrontação interna e externa se intensifica, os "demônios da tentação" se manifestarão dentro do indivíduo — desejos secretos, atrações secretas, imagens e anseios fantásticos que terminariam ou ameaçariam o relacionamento existente caso fossem seguidos. Este processo interior se reflete externamente sob a forma de repentinas atrações por outras pessoas ou situações que o indivíduo sente desejo de perseguir.
Essas tentações podem ter um tremendo poder porque simbolizam a mudança. É muito comum essas pessoas não compreenderem o que está acontecendo ou por quê. A necessidade de estabilidade e do compromisso poderá fazer com que elas resistam à tentação. Esta resistência pode ser tão completa que as tentações são atiradas nos sombrios e controlados recessos do subconsciente. E contudo, como existe a necessidade de transformar a estagnação que essas pessoas estão vivenciando na sua vida, e num relacionamento que reflete a estagnação, os demônios continuam vivos; eles parecem possuir vida própria. As tentações ganham impulso e poder numa proporção direta à resistência ou relutância do indivíduo com relação à mudança, à relutância de um parceiro em mudar, ou à incapacidade do relacionamento de mudar.
O que fazer? Uma possível linha de ação que muitos indivíduos com Plutão na Oitava Casa seguiram, homens e mulheres, leva a direção do que chamo de arquétipo da "viúva negra". Do mesmo modo como a viúva negra fêmea atrai magneticamente o macho para que possa ser fecundada, e depois mata o pobre diabo (é evidente que o macho da viúva negra estava seguindo seu papel e desejo evolutivo), esses indivíduos também podem usar, manipular e manter um relacionamento enquanto durar uma necessidade, e depois se voltar para um outro relacionamento.
O sexo é freqüentemente usado para que consigam o que desejam. O sexo pode até ser a razão do envolvimento, embora esses indivíduos afirmem o contrário — para si mesmos e para os outros. Karmicamente, isto cria uma situação na qual esses indivíduos atrairão pessoas com quem estiveram envolvidas numa outra vida. Esta situação nunca é resolvida porque existem questões residuais de uma ligação numa vida anterior. A compulsão será a base da atração, e em casos extremos poderá ocorrer alguma forma de violência. Além disso, um grande percentual do comportamento emocional que se manifesta de um para o outro nesta vida será um comportamento "irracional". As separações ocorridas em vidas anteriores foram em geral tumultuadas. Um ou ambos os parceiros terão recordações inconscientes de terem sido magoados, maltratados, manipulados e usados, e depois abandonados. De um modo tipicamente negativo de Plutão na Oitava Casa, a necessidade de desforrar-se da outra pessoa cria este tipo de comportamento irracional que é normalmente vingativo por natureza, como existe uma base racional para tal comportamento nesta vida, embora a repetição das antigas programações possa certamente dar a impressão de que é assim.
Existe uma outra linha de ação percorrida pelos indivíduos com Plutão na Oitava Casa, tanto homens quanto mulheres, e que conduz ao que eu denomino arquétipo "difícil de morrer" — mantendo uma situação sem tréguas, resistindo a todos os impulsos tentações de mudá-la e "afundando com o navio". Esta situação produz, em última análise, um completo recolhimento emocional, bem como uma forma praticamente catatônica de lidar com a própria vida, e com a vida dentro do relacionamento. Esta linha de ação não apenas será um reflexo da necessidade e do desejo evolutivo de aprender a assumir obrigações, como também sempre irá ocorrer com uma pessoa com quem esses indivíduos tenham tido dificuldade e/ou separações. Existe portanto a necessidade de cumprir este karma de outras vidas dessa maneira particular.
Uma outra linha de ação, que é aliás recomendada ao invés da anterior, é escolher parceiros desejosos de evoluir e mudar quando a necessidade se apresenta. O indivíduo com Plutão na Oitava Casa deveria estar disposto a vivenciar a vida como uma proposição ilimitada, bem como a arriscar aquilo que representa segurança. Aqueles que seguem esta linha de ação, podem aprender a comunicar ou liberar o que esta causando os problemas, a estagnação, os bloqueios ou as tentações. Eles podem aprender a fazer isto por si mesmos, e assim fazê-lo dentro de um relacionamento. Esta liberação estimula o crescimento individual bem como o crescimento do relacionamento. Não existem mais segredos. Eles podem aprender que alguns dos demônios são na verdade anjos que assumiram a forma de demônios por causa dos seus próprios medos; que alguns dos impulsos e desejos são legítimos e relevantes para o crescimento do indivíduo, não importa quais sejam estes desejos, e aonde eles possam conduzir.
Neste tipo de relacionamento, a idéia ou o fenômeno das Almas Gêmeas poderia se concretizar. Entretanto, rigorosamente falando, as Almas Gêmeas precisam ter uma base espiritual sobre a qual seu relacionamento se apoia e à qual tudo que é vivenciado interna e externamente se refere. A essência de um relacionamento entre Almas Gêmeas é promover o desenvolvimento espiritual de cada pessoa em decorrência do relacionamento. As confrontações e as dores do crescimento certamente ocorrem, mas elas provocam o desenvolvimento ao invés de causar uma degeneração produzindo recriminações ou um comportamento vingativo, cruel ou mau entre os parceiros.
Enquanto a pessoa com Plutão na Oitava Casa não adotar esta linha de ação, as outras duas produzirão a negatividade. Uma vez que um ou ambos os parceiros poderão sentir que se entregaram totalmente ao outro, quando surgem problemas ou confrontações inesperadas, ou quando uma das pessoas vai embora, pode ocorrer o comportamento negativo. Lembre-se de que esses indivíduos podem possuir recordações inconscientes desse tipo de atividade vindas de outras vidas, o que condiciona seu comportamento nesta vida. O indivíduo com Plutão na Oitava Casa só pode agir segundo um desejo de vingança: olho por olho, dente por dente. Este único motivo e desejo, em diversos graus de intensidade, pode formar a base para a ligação kármica que pode existir entre essa pessoa e as outras. Todo relacionamento íntimo que o indivíduo com Plutão na Oitava Casa tiver com outra pessoa estará baseado numa ligação de uma vida anterior. Isto se aplicará a todas as condições evolutivas e a todos os possíveis padrões e exigências kármicos.
Muitos indivíduos com Plutão na Oitava Casa já passaram por uma série de encarnações em que de repente se viram sem seu ponto de apoio. Isto ocorre através da retribuição kármica, ou porque eles se envolveram demais, e tornaram-se excessivamente dependentes de uma situação ou uma pessoa. O grau de excesso de envolvimento ou de dependência determinará a intensidade do choque emocional associado à experiência. Se o indivíduo possui características kármicas nas quais usou a sexualidade para conseguir o que precisava ou para controlar outras pessoas, neste caso ele poderá vivenciar esse tipo de retorno em sua vida. Os piores casos poderão incluir a possibilidade de ele ter sido estuprado, por exemplo. A recordação de vidas passadas de ter repentinamente ficado sem apoio é responsável pelo fato de a maioria dessas pessoas chegarem a esta vida condicionadas para estarem sempre na defensiva, bem como desconfiadas dos motivos e das intenções daqueles que desejam de alguma maneira se envolver com elas. Esta dinâmica cria a retenção ou o retraimento emocional por medo de mais uma vez ficar sem apoio. Pode ser necessário um período de tempo excepcionalmente longo para que o indivíduo venha realmente a confiar numa outra pessoa ou numa situação com a qual esteja envolvido.
O ponto de polaridade é a Segunda Casa ou Touro. O desígnio evolutivo é constituído por uma extrema autoconfiança e pelo aprendizado de como identificar os valores e os recursos interiores a fim de alcançar a independência pessoal. Esses indivíduos estão portanto aprendendo a minimizar a dependência compulsiva de qualquer coisa fora de si mesmos. Eles estão aprendendo a olhar para seu interior e a usar a si próprios como o símbolo da sua transformação pessoal. O desígnio evolutivo requer que eles aprendam progressivamente a simplificar suas vidas — para torná-las mais especiais. Por conseguinte, é importante que esses indivíduo consigam ficar relativamente isolados do impacto do ambiente exterior, para que possam olhar para dentro de si e examinar os por quês e os motivos da sua existência. Desse modo, eles aprenderão a identificar quem eles essencialmente são versus as partes de si mesmos que são na verdade outras pessoas às quais eles têm estado karmicamente ligados nesta ou em outras vidas através de relacionamentos.
Este vínculo kármico está associado ao efeito de osmose da sexualidade, bem como à união de si mesmos com outras pessoas num nível emocional, intelectual e espiritual. Desse modo, eles poderão descobrir sua parte mais íntima, e aprenderão a ser independentes através da identificação dos seus próprios recursos pessoais. Ao fazer isto, eles se tornarão emocional, intelectual, espiritual, física e sexualmente auto-suficientes. Eles aprenderão a participar de um relacionamento dedicado e voltado para o desenvolvimento de uma maneira não dependente e não compulsiva. Desse modo, eles atrairão naturalmente uma outra pessoa que seja por natureza independente. Eles transmutarão o karma da manipulação porque a necessidade de crescimento não estará ligada e nem dependerá de situações externas ou de outras pessoas. Esses indivíduos aprenderão a fazer sistematicamente as escolhas certas no que diz respeito a com quem devem on não se envolver. Além disso, todos os abusos de poder e da sexualidade serão totalmente eliminados. Ao percorrer o caminho da autoconfiança, eles dançarão de acordo com sua própria música, e não com a de outra pessoa.
Este desígnio evolutivo permitirá que esses indivíduos enfrentem as limitações implícitas na totalidade das suas naturezas, e façam os ajustes necessários para que o crescimento possa continuar. Este desígnio ou será desejado e conscientemente desenvolvido, ou será provocado através dos necessários golpes ou choques kármicos. No exemplo do indivíduo analisado anteriormente que se identificava com os símbolos transformadores de poder das ciências ocultas e da magia como um meio de controlar forças mais poderosas do que ele mesmo, e desse modo ser capaz de controlar outras pessoas, o Nodo Norte estava em Libra na Nona Casa, o regente, Vênus, em Aquário na Décima Segunda Casa. Nesta vida, ele se sentiu novamente atraído por esses antigos padrões, mas ele vivenciou a reação kármica da rejeição total e do isolamento da parte das outras pessoas. Toda a magia que ele tentou usar nos outros voltou para ele. Os demônios do mundo subterrâneo assombravam sua consciência e seus sonhos, controlavam e ditavam seus pensamentos. Ele ouvia vozes dizendo-lhe para fazer isto, aquilo e aquilo outro. Ele acabou se tornando um esquizofrênico paranóide, confinado num hospital para doentes mentais. Ele não tinha qualquer poder e estava à mercê dos psiquiatras que controlavam sua vida. Este tipo de choque emocional proporcionará o equilíbrio kármico de que ele em última análise está precisando. Inversamente, a mulher que tinha Plutão em Caranguejo na Oitava Casa, o Nodo Sul em Aquário na Segunda Casa, e o regente, Urano, em Touro na Quinta Casa, acabou deixando seus negócios e as escolas nas mãos de terceiros. Ela permitiu que eles conduzissem a si mesmos porque percebeu suas limitações com relação ao seu próprio crescimento e suas necessidades. Com o Nodo Norte em Leão na Oitava Casa, e o Sol, o regente do Nodo Norte, em Peixes na Primeira Casa, ela realizou um total rompimento e passou a dedicar-se ao trabalho voluntário junto a pessoas que estavam morrendo. Ela os ajudou, bem como às suas famílias, e doou grandes quantias em dinheiro para programas voltados para auxílio a doentes desamparados em todos os Estados Unidos. Do lucro que tinha nos negócios, ela retirava para si apenas o suficiente para se manter.
A medida que o indivíduo com Plutão na Oitava Casa evolui e atinge a polaridade da Segunda Casa, a transformação que ocorre produz indivíduos que são automotivados. Eles serão capazes de encorajar e motivar as preocupações ligadas ao desenvolvimento das pessoas com quem entram em contato, porém de um modo totalmente não manipulador, e não permitirão, além disso, que os outros se tornem dependentes deles. Eles encorajarão as outras pessoas a eliminar todas as camadas de condicionamento que ditaram seu comportamento e suas diretrizes na vida. Ao fazer isto, eles encorajarão as outras pessoas a transformar em realidade suas essências individuais e a se sustentarem e atuarem dessa maneira. Sua capacidade intrínseca de identificar a essência de qualquer questão ou área da vida na qual possam se concentrar pode agora ser usada para penetrar, descobrir e solucionar os "mistérios" da vida para o aperfeiçoamento de si mesmos e para as outras pessoas em geral.
Oitava Casa e Escorpião geraram a consciência de "forças mais poderosas" no universo e no mundo, forças que eram sentidas como tendo uma origem exterior ao indivíduo. Conseqüentemente, havia a necessidade de formar algum tipo de relacionamento com essas forças a fim de se identificar e se unir a elas. Na verdade, o relacionamento permitia que o indivíduo vivenciasse diretamente essas forças, sofrendo desse modo uma metamorfose das suas limitações pessoais. O indivíduo tornava-se aquilo com o qual formava um relacionamento através do efeito da osmose
Em virtude da necessidade direta de vivenciar essas forças mais poderosas, as pessoas e as culturas desenvolveram rituais, métodos e técnicas para utilizá-las, possuí-las e controlá-las. Em decorrência disso, este desejo e necessidade conduziram a um entendimento e uma explicação do conhecimento oculto e secreto. Eles também conduziram a uma psicanálise interior ou a investigações psicológicas da dinâmica interna ou das leis que explicam quem e o que nós somos e como funcionamos.
Eis algumas características comuns aos indivíduos que têm Plutão na Oitava Casa ou em Escorpião: intensidade em todos os níveis, um núcleo de poder profundamente radicante, podem ser muito rígidos e obstinados, não gostam de relacionamentos superficiais, podem ser vingativos quando outros se aproveitam deles, fortes atrações e repulsões, magnéticos, transformam aqueles com quem se envolvem (para melhor ou pior), gostam de tudo preto no branco sem nuances de cinza até que ocorra a necessária transformação, capacidade de motivar as outras pessoas, pessoas orientadas para o "por quê", podem ser emocionalmente manipuladores, ciclos de recolhimento emocional, reservados.
PLUTÃO NA NONA CASA OU EM SAGITÁRIO
Os indivíduos que têm Plutão na Nona Casa ou em Sagitário tiveram o desejo e a necessidade evolutiva de compreender tanto a vida quanto a si mesmos num contexto cosmológico, metafísico, filosófico ou religioso. No sentido mais amplo possível, a Nona Casa e Sagitário são os arquétipos através dos quais a humanidade tem a necessidade de explicar sua ligação com a natureza fenomenológica do universo e do mundo no qual vivemos.
Na Nona Casa ou em Sagitário, o desejo e a necessidade foi, e ainda é, explicar nosso relacionamento com as forças mais poderosas. Enquanto que a pessoa com Plutão na Oitava Casa ou Escorpião sentia esta ligação, é a Nona Casa ou Sagitário que a ligação é conhecida. Em decorrência disso, os indivíduos com esta posição astrológica precisaram de liberdade para dedicar-se às experiências necessárias à descoberta do conhecimento que explica essas forças mais poderosas.
Como ocorre com Plutão em todas as casas naturais do fogo, a posição astrológica da Nona Casa proporciona ao indivíduo o sentimento de que ele possui um destino ou uma identidade especial. Na Nona Casa e em Sagitário, a identidade especial está diretamente ligada ao relacionamento do indivíduo com os princípios cosmológicos, filosóficos, metafísicos ou religiosos que explicam sua ligação com o universo e com o mundo. Estas pessoas reconhecem a natureza fenomenológica do universo como um todo, e ao contrário daquelas que têm Plutão na Terceira Casa ou em Gêmeos, não se preocupam tanto com o ambiente físico imediato. Elas compreendem que, num sentido fenomenológico, o mundo ou universo simplesmente existe; que ele existe em si mesmo além de rótulos ou classificações. E contudo, porque ele existe, os indivíduos com Plutão na Nona Casa têm o desejo de compreender as verdades fundamentais que explicam a existência do mundo e do universo. A verdade implica leis ou princípios naturais que governam a totalidade da vida bem como a vida do indivíduo.
Sob este aspecto, esses indivíduos desejam se libertar a fim de gerar quaisquer experiências que possam ser necessárias à descoberta da verdade da sua existência. Eles precisam entender e explicar seu relacionamento com o universo através dos princípios baseados em aspectos cosmológicos, metafísicos, filosóficos ou religiosos. Em decorrência disso, muitos desses indivíduos chegam a esta vida como pessoas naturalmente solitárias. Muitos deles já viajaram bastante durante muitas vidas em busca da verdade e do conhecimento. Muitos encarnaram em diversas culturas em todo o planeta. Também é comum que muitos deles abandonem uma cultura, sociedade ou nação na qual se sintam reprimidos ou sufocados em sua busca da verdade e do conhecimento. Conseqüentemente, muitos indivíduos com Plutão na Nona Casa vivenciaram e ainda vivenciarão uma alienação fundamental com relação à sua cultura e sua sociedade. A alienação ocorre porque a maioria das culturas, sociedades ou nações se baseiam num sistema religioso ou filosófico específico, ao qual chegam através do consenso geral, e que serve, de estrutura para o entendimento e a explicação do seu relacionamento com o mundo e com o universo. Uma vez que o desejo e o impulso da pessoa com Plutão na Nona Casa é procurar e descobrir a verdade de uma forma irrestrita, a alienação surge em decorrência das limitações da sociedade. Estas limitações conduzem a confrontações externas, e por conseguinte, internas, para esses indivíduos.
As confrontações reforçam o senso de alienação com relação à cultura ou sistema de crenças no qual eles nasceram. Em virtude de uma história anterior de encarnações em diversas culturas, muitos desses indivíduos vivenciarão a alienação porque cada nova cultura ou sociedade será diferente daquela que eles acabaram de vivenciar. As "recordações" inconscientes da maioria das experiências de vidas passadas provocarão a alienação relativa à "nova" cultura. Este fato produz um choque cultural, emocional e filosófico que ameaça as necessidades inconscientes de segurança do indivíduo. A experiência de restrição, alienação, confrontação e choque reflete o impulso evolutivo de descobrir as verdades, princípios ou leis abrangentes subjacentes às diversas expressões de verdade fenomenológica definida por qualquer cultura, em qualquer ocasião.
A alienação é uma experiência necessária porque estimula a eliminação de quaisquer barreiras, sejam elas individuais ou culturais, que possam estar impedindo uma compreensão direta das leis e princípios fundamentais que governam a verdade abrangente e total da existência. Em virtude desse impulso evolutivo, muitos indivíduos com Plutão na Nona Casa sentir-se-ão sem raízes, ao invés de se identificar com qualquer nação específica; eles se considerarão cidadãos do mundo.
Por outro lado, muitos desses indivíduos se sentirão naturalmente atraídos por determinadas expressões filosóficas ou culturais que refletem seu próprio senso intuitivo interior, de como a vida deveria ser explicada ou compreendida. Para algumas pessoas, esta atração natural por uma expressão filosófica ou cultural da verdade está em conflito com a sociedade ou cultura na qual elas nasceram nesta vida. As recordações do passado criam amiúde um desejo ou uma necessidade de redescobrirem ou se envolverem com uma tradição religiosa ou filosófica de uma outra época e outro lugar. Para outras, a cultura na qual nasceram espelhará perfeitamente a tradição filosófica ou religiosa natural necessária à continuação da sua jornada evolutiva e à realização das suas exigências kármicas. Para estas últimas, a experiência da alienação será minimizada ou totalmente eliminada.
Uma vez que os indivíduos com Plutão na Nona Casa desejam compreender a si mesmos dessa maneira, ocorre um forte desenvolvimento da faculdade intuitiva interior. Como estes indivíduos sabem que estão ligados a forças mais poderosas que estão além de si mesmos, e por causa do desejo de descobrir as leis naturais que explicam essa ligação, eles tiveram necessariamente que desenvolver uma faculdade intuitiva — um "sexto sentido".
A intuição é a habilidade inerente em cada um de nós de "sabermos" alguma coisa sem que ocorra um raciocínio consciente. Este conhecimento ou compreensão ocorre sem qualquer esforço da parte da mente egocêntrica e subjetiva. Uma vez que esses indivíduos sabem que estão ligados a forças mais poderosas no universo, eles "estabelecerão relações" com estas forças. Ao se concentrarem intensamente nessas forças, eles se tornam conscientes da sua natureza e, por conseguinte, das leis e princípios que estão por trás dessas forças. As leis e os princípios se traduzem em conceitos ou na conceituação dessas forças. Os conceitos e as conceituações se traduzem em crenças. Um complexo de conceitos, leis, princípios e crenças se traduzem num abrangente sistema filosófico, metafísico, cosmológico ou religioso.
A natureza específica dos sistemas de crenças da humanidade são determinados pelo desenvolvimento individual e coletivo bem como pela localização geográfica. Em outras palavras, as leis ou princípios fundamentais são os mesmos para todos os indivíduos ou culturas, mas são concebidos, conceituados e expressos através de uma diversidade de formas culturais e individuais. Isto torna-se claro quando observamos a surpreendente coleção de sistemas religiosos e filosóficos existentes no mundo. Embora as leis e os princípios fundamentais sejam os mesmos para todos os povos e culturas, a interpretação individual e cultural desses princípios reflete não apenas a diversidade mas também a necessidade individual e cultural. Os indivíduos com Plutão na Nona Casa ou em Sagitário irão interpretar essas leis e princípios intrínsecos de acordo com sua condição evolutiva natural e com suas necessidades kármicas particulares.
A necessidade evolutiva de se concentrar e desenvolver a faculdade intuitiva a fim de conhecer a verdade da realidade cria muitos problemas para o indivíduo e para a sociedade. Esses problemas estão radicados nos dois desejos que coexistem dentro da Alma. O desejo de separação resulta numa identificação excessiva com um sistema filosófico ou religioso específico que reflete as necessidades da sociedade ou do indivíduo. Esta identificação excessiva se baseia na necessidade de segurança e estabilidade emocional, física, espiritual e intelectual. Esta necessidade de segurança e estabilidade dá origem à necessidade de que a sociedade ou o indivíduo se defendam da intrusão de outras interpretações das mesmas leis e princípios intrínsecos por outras culturas ou indivíduos. Neste estado de ilusão e separação, o indivíduo ou a cultura tentarão ou impor seu próprio sistema a um outro ou recuarão da ameaça apresentada por outro indivíduo ou uma outra cultura. A história da experiência humana no planeta demonstra copiosamente este fato. O recente tumulto na Irlanda, no Oriente Médio, na África do Sul, as imposições da China ao Tibet e assim por diante são apenas as mais recentes manifestações deste triste desenvolvimento evolutivo.
A manifestação negativa desta condição evolutiva é o que chamo de "arquétipo de Billy Graham" — a necessidade de converter as outras pessoas ao nosso ponto de vista. De um modo enganador, esta necessidade é chamada de ensino, mas é na verdade doutrinação quando aquilo que está sendo ensinado é apresentado com a atitude "nós estamos certos e eles estão errados; eu estou certo e você errado". A meta declarada do cristianismo foi a de "converter" as pessoas das outras religiões à fé cristã. Por conseguinte, temos missionários. E claro que muitas outras religiões também procuram converter as pessoas. Também surgem as seitas dentro dos sistemas religiosos porque um indivíduo ou um grupo de indivíduos interpretam os dogmas da religião de uma maneira diferente da prescrita pela tradição.
Os indivíduos com Plutão na Nona Casa ou em Sagitário em geral precisam converter os outros aos seus pontos de vista em decorrência da sua necessidade de segurança e estabilidade emocional. Mais uma vez, esta segurança e estabilidade está relacionada com sua interpretação particular das leis e princípios que se aplicam a todos. Quando um indivíduo ou uma cultura encontra-se num estado ilusório de separação, o fenômeno das generalizações certamente irá ocorrer. Ao interpretar as leis e os princípios do universos de maneiras específicas que resultam da necessidade evolutiva e kármica bem como da localização geográfica, a interpretação específica se projeta de uma forma generalizada, como verdades que se aplicam a tudo. Os princípios de moralidade, ética e virtudes que se refletem em interpretações e versões específicas de uma filosofia ou sistema religioso particular também são projetados como verdades generalizadas que se aplicam a tudo. Neste estado, o indivíduo ou cultura considerará os outros errados quando estes não se ajustarem à sua versão específica da "verdade". O verdadeiro ensinamento ocorre quando o indivíduo ou a cultura manifesta a atitude de que o que está sendo ensinado é apenas uma expressão das verdades ou princípios fenomenológicos do universo e que estas verdades ou princípios devem ser considerados ou vivenciados pela própria pessoa.
Um outro problema relacionado com o desenvolvimento da intuição é que o indivíduo talvez não possa saber como transmitir aquilo que esta intuindo por meio da linguagem comum, linear e racional. O desenvolvimento da intuição é uma função da mente abstrata; a habilidade de ponderar, imaginar ou especular em torno da natureza da existência num contexto cosmológico ou fenomenológicos — de abstrair-se do ambiente físico imediato e pensar a respeito do relacionamento pessoal como o universo. O poder de abstração está diretamente relacionado com o desenvolvimento da faculdade intuitiva. Por conseguinte, estes indivíduos tornam-se simplesmente conscientes de princípios e informações que não são produto da sua educação, e nem da análise dedutiva ou da ginástica mental. Este é um conhecimento que simplesmente surge na mente. Muitos desses indivíduo poderão não compreender por que eles sabem o que sabem; eles simplesmente sabem.
Um possível problema ocorre quando o indivíduo tenta comunicar aquilo que ele "simplesmente sabe" de uma maneira que possa ser captada ou compreendida por outras pessoas; quando ele tenta encontrar palavras que expressem o conhecimento intuitivo ou o que a pessoa já sabe em decorrência de realizações de vidas anteriores. Este problema de comunicação pode ser evidentemente bastante frustrante. Por exemplo, muitos indivíduos com Plutão na Nona Casa viveram muitas vidas no oriente. Os sistemas de linguagem do oriente possuem uma estrutura totalmente diferente dos do ocidente. No ocidente uma palavra descreve um fato, um detalhe ou um objeto particular. As linguagens orientais contêm caracteres que descrevem conceitos inteiros. A mudança de uma linha dentro do caractere pode alterar as nuances de expressão do conceito, ou mesmo modificá-lo totalmente. Os indivíduos com Plutão na Nona Casa pensam naturalmente em conjuntos conceituais baseados num desígnio evolutivo anterior. Encontrar as palavras específicas que possam explicar um conceito intuitivo pode acarretar muitos problemas, especialmente durante a infância. Isto pode reforçar o senso natural da alienação anteriormente analisado. Pode provocar o afastamento da nova vida ou cultura, e a busca durante toda a vida, de uma filosofia que pareça natural e confortável. Esta busca pode ser realizada por meio de viagens físicas a muitos estados ou países. Pode ser realizada intelectualmente através da leitura de obras de literatura ou filosofia, ou pode ainda ser realizada simplesmente através da vida nômade. Estes "nômades" nunca ficam muito tempo num só lugar e nem se relacionam seriamente com qualquer pessoa ambiente ou tendência filosófica.
Outro problema inerente ao desenvolvimento da intuição é o potencial para vivenciar visões do futuro. Estas visões poderão possuir uma natureza extremamente pessoal, ou ter uma índole coletiva ou planetária. O problema que se apresenta é duplo:
1. As visões podem refletir profundos desejos inconscientes que se traduzem em experiências "destinadas a acontecer" ou experiências potenciais para o indivíduo ou para pessoas que estão estreitamente ligadas ao indivíduo. Essas visões podem ser de natureza positiva ou negativa, dependendo das complexas interações de muitas dinâmicas kármicas acumuladas durante muitas encarnações. O problema potencial é que a "visão" pode ser meramente um reflexo dos desejos subconscientes do indivíduo. Esta dinâmica pode criar a profecia que se auto-realiza, porque, se o desejo for suficientemente forte, ele não pode deixar de tornar-se realidade. Desse modo, o indivíduo nega a responsabilidade pelas suas ações, ou pelo efeito da visão na vida de uma outra pessoa, porque ela estava "destinada a acontecer".
Em outros casos, o indivíduo pode realmente ter visões que não se baseiam em desejos inconscientes. Estas visões simplesmente refletem a intuição altamente desenvolvida do indivíduo da natureza das coisas, e do futuro. Mais uma vez, esses indivíduos poderão não saber por que eles sabem ou "vêem" essas coisas; eles simplesmente vêem. Os problemas ocorrem porque as outras pessoas freqüentemente não querem tomar conhecimento da visão, ou não entendem como a visão da pessoa pode ter qualquer relação com elas. Jesus de Nazaré tinha Plutão em Virgem na Nona Casa. Ele sabia a verdade a respeito das suas visões, e contudo outras pessoas ficavam confusas ou não queriam tomar conhecimento delas em virtude do efeito que elas teriam sobre suas vidas.
2. O indivíduo pode vivenciar visões coletivas ou planetárias que dizem respeito a todos nós. Nostradamus, que tinha Plutão na Nona Casa e em Sagitário, é um exemplo clássico. Algumas vezes essas visões prevêem com precisão eventos posteriores e outras não. Algumas vezes as pessoas escutam, outras não. Alguns compreendem, outros não. Os indivíduos com Plutão na Nona Casa ou em Sagitário estão aprendendo que o futuro pode ser alterado através de decisões e ações individuais e coletivas. Conseqüentemente, eles precisam aceitar a possibilidade de que uma visão poderá não vir a acontecer, e precisam aprender a não se apegarem ou se identificarem excessivamente com a visão de uma maneira egocêntrica. Acima de tudo, eles devem ficar conscientes de que não "criaram" uma visão desse tipo. Este tipo de visão ocorre em virtude de uma intuição altamente desenvolvida que está ligada a forças universais e cósmicas. Ao se unir a estas forças, o efeito de osmose de Plutão produz o conhecimento ou visão. Esses tipos de visões acontecem por si mesmas.
Por conseguinte, os indivíduos com Plutão na Nona Casa ou em Sagitário tiveram em geral o desejo evolutivo de expandir seus horizontes de consciência pessoal. Eles precisaram se identificar com princípios abstratos que permitem o desenvolvimento de um sistema de crenças cosmológicas que explica seu relacionamento com o mundo e o universo. Sua segurança emocional está vinculada a esses sistemas de crenças. A condição evolutiva natural de um indivíduo, aliada ao Nodo Sul com seu regente planetário, estarão relacionados a como esse desejo e essa necessidade foram satisfeitos no passado.
O ponto de polaridade é a Terceira Casa ou Gêmeos. O desígnio evolutivo para esta vida determina que esses indivíduos precisam aprender que sua versão da realidade, suas crenças, seus princípios, suas leis, sua ética e sua moralidade são relativos. Eles estão aprendendo que existem muitos caminhos para a verdade, e que cada pessoa possui seu próprio caminho e maneira de descobrir sozinha a verdade.
Esta lição ocorre através de necessárias confrontações filosóficas ou intelectuais com outras pessoas ou através da alienação cultural. Ao vivenciar a diversidade ou as diferenças desta maneira, a segurança fundamental desses indivíduos será desafiada. Sua segurança está ligada a estrutura conceituai ou a crenças com as quais eles se identificaram — seja o ateísmo, o existencialismo, qualquer religião, o agnosticismo e assim por diante. Ao terem sua segurança desafiada ou confrontada desse modo, esses indivíduos podem apresentar muita resistência a aceitar outros pontos de vista. Assim sendo, eles podem ser muito agressivos quando tentam converter as outras pessoas ao seu ponto de vista expondo as fraquezas nos argumentos ou nas convicções delas. E contudo, eles estão destinados a atrair pessoas que são tão ou mais poderosas do que eles. Elas terão diferentes pontos de vista ou convicções que mostram as fraquezas ou limitações no sistema de crenças ou na organização conceituai desses indivíduos.
Estas confrontações também podem ocorrer através de pessoas que simplesmente não conseguem captar o que o indivíduo está tentando comunicar. Este tipo de confrontação ocorre para ensiná-lo a se comunicar numa linguagem que seja compreensível para as outras pessoas.
A fim de fazer isto, esses indivíduos precisam estudar a diversidade da vida com relação a todos os "níveis" nos quais ela existe. Ao estudar a vida dessa maneira, o indivíduo é forçado a perceber a relatividade da experiência, dos caminhos e das verdades. Desse modo, o indivíduo pode aprender a se comunicar de uma maneira lógica e sucinta a fim de compartilhar com os outros e se relacionar com eles no contexto da realidade deles. Ao fazer isto, eles podem permitir a si mesmos serem educados pelas outras pessoas, e estas podem ser educadas por eles. Desse modo, o indivíduo pode aprender a expandir as fronteiras da sua consciência de uma maneira ainda mais ampla.
Através desses dois trajetos evolutivos, os indivíduos com Plutão na Nona Casa aprenderão progressivamente a entender a unidade essencial de todos os caminhos, e de todas as verdades. Eles aprenderão a tomar muitos fatos e informações diferentes, e, através da sua capacidade inerente de sintetizar intuitivamente, alcançar uma compreensão cada vez maior da natureza total das verdades pessoais, coletivas e universais. Eles ficarão assim cada vez menos na defensiva e desenvolverão uma atitude de apreciação e compreensão da relatividade da verdade como ela se expressa através dos indivíduos e culturas. Não haverá necessidade de conversões. Haverá, em seu lugar, uma atitude de um mútuo compartilhar, de sugerir ao invés de converter, de ensinar ao invés de doutrinar.
Muitos indivíduos com Plutão na Nona Casa trazem uma sabedoria espontânea para esta vida que se baseia em realizações de vidas anteriores. Muitos são, em decorrência disto, professores natos. Contudo, enquanto não aprendem as lições evolutivas da Terceira Casa ou de Gêmeos, ficarão karmicamente impedidos de serem capazes de se expressar ou de transmitir significativamente seu conhecimento para outros indivíduos ou para a sociedade. Alguns irão interpretar este bloqueio como um "sinal" para que se afastem do curso principal da vida cultural. Eles racionalizarão esse "sinal" através de uma enorme quantidade de justificativas filosóficas para explicar por que não se envolvem com o mundo no qual nasceram. Outros que se recusam a compreender o verdadeiro significado desse "sinal" kármico também usarão justificativas filosóficas para explicar esses tipos de ações. Estes indivíduos tornam-se os nômades alienados que perambulam eternamente nas estradas e nos becos em busca de algo que não é jamais encontrado. Outros se refugiam no seu precioso sistema de crenças e permanecem isolados daqueles que não compartilham suas convicções. Relacionando-se apenas com as pessoas que professam os mesmos princípios, eles se mantêm juntos num estado de enfatuamento filosófico e cosmológico, menosprezando aqueles que não compartilham o mesmo ponto de vista. As pessoas com Plutão na Nona Casa que compreendem a verdadeira importância e o significado do "sinal" resolvem entender as lições evolutivas disponíveis. De acordo com sua capacidade evolutiva, eles podem transformar nossa visão da natureza da realidade de maneiras tão diversas quanto a própria vida.
As características comuns aos indivíduos com Plutão na Nona Casa ou em Sagitário incluem: um profundo sentimento de alienação, extremamente intuitivos, pensadores conceituais, podem ser muito apegados às suas convicções, têm necessidade de converter as outras pessoas ao seu ponto de vista, valorizam a honestidade, podem ser pessoas naturalmente solitárias, filosóficos, possuem a habilidade de rir de si mesmos, conseguem fazer as outras pessoas rirem de si mesmas, contadores inatos de histórias com tendência a exagerar, preocupam-se com a verdade e não com opiniões, tendem a ser pessoas "naturais" ao invés de cosmopolitas e sofisticadas.
PLUTÃO NA DÉCIMA CASA OU EM CAPRICÓRNIO
Como ocorre em todas as casa cardeais naturais, Plutão na Décima Casa ou em Capricórnio representa uma condição na qual todo um capítulo ou ciclo de desenvolvimento evolutivo alcançou o seu término e um outro acabou de começar no passado recente. Este desenvolvimento evolutivo pode se aplicar tanto a países quanto a indivíduos.
Os indivíduos que têm Plutão na Décima Casa ou em Capricórnio vêm aprendendo a lição evolutiva de como estabelecer sua individualidade e autoridade dentro de uma cultura ou sociedade. Qualquer sociedade precisa estabelecer leis, regulamentos, costumes e tabus aos quais todo indivíduo dentro da sociedade precisa de ajustar para que a sociedade possa funcionar como um todo integrado e estável.
Essas leis e costumes podem evoluir naturalmente com o tempo, pode ser estabelecidas através de um consenso dos membros da sociedade ou podem ser impostas à sociedade por aqueles que estão no poder. Em qualquer dos casos, uma sociedade ou cultura representa a autoridade coletiva que dita como os indivíduos devem se comportar. Cada nação ou cultura possui uma tradição filosófica, originária da Nona Casa ou Sagitário, que é a fundação sobre a qual as leis, os regulamentos, e os costumes são formulados. Na Décima Casa ou Capricórnio, essas filosofias tornam-se institucionalizadas e politizadas. Podemos citar como exemplos a filosofia da democracia e da liberdade religiosa (Nona Casa) evoluindo para o capitalismo (Décima Casa), ou a filosofia do marxismo (Nona Casa) transformando-se no comunismo e no ateísmo (Décima Casa). Desse modo, uma nação ou sociedade cria tradições e forma uma identidade nacional.
Da mesma maneira, os indivíduos que têm Plutão na Décima Casa ou em Capricórnio precisam aprender a ligar ou integrar sua filosofia e identidade à estrutura de uma sociedade, cultura ou nação. Esta necessidade e desenvolvimento evolutivo representa a socialização progressiva do indivíduo que começou em Libra ou na Sétima Casa. Do mesmo modo como um país possui fronteiras que definem seu relacionamento ou posição com relação a outros países, o indivíduo também tem uma posição, lugar ou função dentro do seu país. Cada indivíduo tem fronteiras, parâmetros ou limitações relativos à sua posição social ou função dentro de uma sociedade. Como resultado, os indivíduos com Plutão na Décima Casa tiveram que aprender, e continuarão a aprender, a definir sua individualidade através da sua posição ou função social. Para que isto possa ocorrer, eles precisam aprender como a sociedade funciona; se eu tenho o desejo de fazer isto ou aquilo, de me tornar isto ou aquilo, de que modo a sociedade permite que eu atinja minhas metas?
Ao aprender a atuar dentro da sociedade, estes indivíduos também vêm aprendendo lições afins em disciplina, autodeterminação e submissão a uma autoridade superior. Uma vez que eles vêm aprendendo a estabelecer aquilo que caracteriza sua individualidade, i.e. valores, crenças, desejos e necessidades, bem como a ligar seu objetivo individual a um propósito social, eles também vêm aprendendo lições de maturidade social e emocional.
Como cada nação possui sua própria vibração que é criada através das suas leis, costumes e tabus, cada um de nós nasce numa nação que reflete nossas necessidades kármicas e evolutivas. Do mesmo modo como a Quarta Casa em Câncer descreveram nossas experiências com nossos pais e nosso primeiro ambiente, a Décima Casa e Capricórnio descreve o ambiente na nossa "família ampliada": o país ou cultura no qual crescemos. Assim como nossa auto-imagem é condicionada pelos nossos pais, o nosso senso de identidade social é condicionado pela nação na qual somos criados.
Os indivíduos com Plutão na Décima Casa, então, tiveram, e terão, uma intensa necessidade evolutiva que exige que eles aprendam a se tornar pessoas socialmente responsáveis através das funções sociais que estão karmicamente destinados a executar. A condição evolutiva natural e as linhas kármicas de desenvolvimento estarão correlacionadas com essas funções. Esses indivíduos nascerão em países que melhor reflitam as maneiras pelas quais eles podem aprender essas lições.
Uma grande maioria das pessoas com Plutão na Décima Casa ou em Capricórnio almejaram posições de poder ou status social. Muitas ocuparam posições de poder em outras encarnações. O poder, neste contexto, é relativo e se baseia na capacidade evolutiva e na dinâmica kármica. A fim de alcançar seus objetivos, esses indivíduos aprenderam completamente como funciona o sistema empregando a habilidade inata de Plutão de penetrar na estrutura básica ou na essência de qualquer assunto. Na Décima Casa, isto significa a sociedade ou os sistemas sociais.
Muitas pessoas com Plutão na Décima Casa ou em Capricórnio aprenderam a manipular o sistema para seu próprio proveito. Elas o fizeram a fim de realizar suas ambições: para chegar ao topo. Estes indivíduos acreditam amiúde que seus fins justificam os meios. Em casos extremos, esta dinâmica pode conduzir à ambição cega. Um exemplo desse extremo pode ser encontrado no ex-presidente Richard Nixon que tinha Plutão na Décima Casa.
O desejo de poder ou status social também reflete o fato de que esses indivíduos precisam estar no controle da sua posição dentro da sociedade, ao invés de permitir que a sociedade os controle. Plutão na Décima Casa tornou o indivíduo consciente do seu poder e da sua impotência bem como do que simboliza o poder e a impotência num contexto social. A natureza de uma sociedade determina as maneiras e os meios através dos quais a posição social é alcançada. Assim, se o sistema é corrupto, injusto ou manipulador, o indivíduo que busca o poder e a posição dentro desse sistema provavelmente o fará de uma forma corrupta, injusta e manipuladora. Ao fazê-lo, eles declaram que "E assim que as coisas funcionam" e tiram de cima de si qualquer responsabilidade pessoal.
Os possíveis problemas kármicos e evolutivos que isto pode acarretar são de dois tipos: 1. identificar-se excessivamente com a carreira, a. posição ou o status, e 2. manipular e usar as pessoas com objetivos egoístas. Ambos podem conduzir ao abuso do poder, especialmente se todo o senso de segurança emocional e físico da pessoa estiver ligado ao seu poder social, à sua carreira ou ao status.
Quando isto ocorre, esses indivíduos, ou até nações inteiras, podem empregar todos os meios à sua disposição para se defender de qualquer possível usurpação do seu poder, posição ou status. O esforço de manter o poder ou a posição a qualquer custo pode assumir formas muito feias. A resposta de Nixon à investigação Watergate é um exemplo disso. Um recente exemplo de uma nação agindo sob a bandeira dos "interesses nacionais" foi a invasão de Granada pelos EUA. Um exemplo mais grosseiro seria a invasão da Tchecoslováquia pela União Soviética. As exposições de motivos usadas para justificar esses atos são sempre louváveis e favorecem o país.
A história da humanidade é uma triste testemunha desses fatos. A guerra, as invasões e a defesa contra a invasão parecem ser a regra e não a exceção na história da humanidade. A luta entre as nações para dominar ou serem dominadas antecede o próprio início da história.
E contudo, uma outra lição evolutiva de Plutão na Décima Casa é aprender a ser responsável pelas próprias ações. Os indivíduos que manipulam outras pessoas para alcançar seus objetivos chegarão a esta vida com padrões subconscientes de culpa como resultado de erros anteriores. O mesmo se aplica as nações. Mesmo hoje em dia o povo da Alemanha sente a culpa na sua Alma nacional por causa do holocausto criado por Adolf Hitler e os nazistas. Hitler tinha na Oitava Casa em Gêmeos em conjunção com Netuno. Seu Nodo Sul estava em Capricórnio na Terceira Casa em conjunção com Júpiter e a Lua. O regente do Nodo Sul, Saturno, estava na Décima Casa em Leão. O Nodo Norte estava em Câncer na Nona Casa, regido pela Lua e Capricórnio em conjunção com Júpiter e o Nodo Sul. Usarei mais tarde o mapa de Hitler para ilustrar os pontos tratados nos dois primeiros capítulos.
A culpa ocorre porque os padrões de conduta inerentes a Plutão são intensificadas na Décima Casa ou em Capricórnio. Não importa o quanto ele seja racionalizado, o abuso do poder não é fundamentalmente correto. Todos nós possuímos um profundo senso interior do que é essencialmente certo ou errado. Podemos não saber exatamente por que alguma coisa está certa ou errada; nosso julgamento deriva desse senso interior ou intuição.
E comum, portanto, que muitos indivíduos com Plutão na Décima Casa cheguem a esta vida com um senso profundo e inerente de culpa que não pode ser racionalmente explicado pelas atuais experiências de vida. Esta situação só ocorrerá quando tiverem houvido respostas negativas ou mal orientadas de comportamento ao impulso evolutivo de Plutão na Décima Casa. Esta culpa pode ter um profundo efeito inibidor na presente encarnação, a ponto de esses indivíduos sentirem com freqüência que não merecem mais nada além daquilo que já possuem. Eles se resignam ao que receberam na vida.
Desse modo, eles estão punindo a si mesmos pelos "erros" cometidos anteriormente e estão tentando compensar pecados do passado. Uma grande frustração ocorre porque muitos não sabem por que se encontram nessa condição. Karmicamente, muitos serão impedidos pela sociedade de atingirem seus objetivos. As portas parecem estar fechadas. Outros bloqueiam a si mesmos, e fecham suas próprias portas. Esta condição provoca a reflexão, através da qual o indivíduo pode tomar consciência motivações ou dinâmicas interiores que criam esta situação. A reflexão pode conduzir a uma maior depressão bem como a sentimentos de inutilidade, de uma total ausência de poder, e de uma falta total de ter controle da própria vida. Esses indivíduos freqüentemente se colocam numa situação familiar na qual um ou ambos os pais serão disciplinadores implacáveis, impondo rígidos padrões de conduta a esses indivíduos quando crianças. Ou então eles podem ter um progenitor que sai de cena, ou rejeita a responsabilidade de ser pai ou mãe. Esta situação leva o indivíduo desde cedo a refletir sobre as ações de um ou de ambos os pais, e ela também reflete a necessidade evolutiva e kármica do indivíduo de julgar a si mesmo com relação aos seus próprios padrões de conduta. Amiúde, esses indivíduos foram fortemente críticos no passado, julgando as outras pessoas segundo os padrões de conduta e comportamento com os quais possam ter se identificado na ocasião.
Uma lição fundamental de Plutão na Décima Casa também foi a autodeterminação e a autodisciplina. Autodeterminação significa identificar nossas metas, habilidades, capacidades e desejos e transformá-los em realidade através dos nossos esforços. A necessidade é identificar nossa função dentro da sociedade, e realizar o potencial dessa função através das maneiras e meios prescritos pela sociedade. Este processo requer disciplina e dedicação a um esforço sistemático.
Muitos indivíduos com Plutão na Décima Casa não aprenderam esta lição porque o impulso evolutivo é bastante novo. Contudo, seus padrões de associação de identidade preexistentes girarão em torno da necessidade de identificação com uma profissão como um foco fundamental dó seu senso de plenitude, significado de segurança individual. Muitos se acomodaram com menos em suas vidas anteriores mais recentes, ou porque não apreenderam os métodos adequados que teriam conduzido à realização das suas ambições, ou por terem se recusado a fazer o esforço necessário, ou ambas as coisas. Durante esta vida, as lições continuam.
Alguns indivíduos que tiverem esse tipo de experiências em vidas passadas atravessarão ciclos de pessimismo, depressão, amargura, despeito e ciúme relacionados com aqueles que estão em posição de autoridade nesta vida. Eles poderão ser incapazes de definir ou aceitar os limites da sua capacidade social e ser incapaz de seguir as maneiras e meios prescritos para concretizar a capacidade que possuem. A culpa pode ocorrer através da consciência interior do seu fracasso em utilizar seu potencial ou a culpa pode ser projetada externamente se eles colocarem a culpa das sufocantes condições das suas vidas na sociedade ou nas outras pessoas em geral.
Na verdade, a responsabilidade por estas condições é deles mesmos. Freqüentemente, os pais acentuam sua culpa porque julgam as deficiências de seus filhos de acordo com seus próprios padrões de conduta.
Num nível mais positivo, aqueles que dominaram as lições de autodeterminação, autodisciplina e as maneiras e os meios que a sociedade prescreve para realizar a ambição, a capacidade a função social, exerceram importantes funções sociais em outras vidas. Por terem aprendido anteriormente estas lições, esses indivíduos podem concretizar com pequeno esforço a função social para a qual estão evolutiva e karmicamente destinados. Os papéis que eles desempenharam e podem desempenhar, pequenos ou grandes, geralmente têm um impacto positivo e transformador dentro da sua área específica de trabalho ou dentro da sociedade como um todo. Aqueles que aprenderam a se conduzir com relação a padrões de conduta transculturais e eternos, ou que pelo menos se determinaram a se comportar dessa maneira, podem desempenhar papéis que inspiram as outras pessoas a melhorar suas vidas. Este impacto pode ser pequeno ou grande dependendo das características evolutivas e kármicas do indivíduo. Em determinados casos, este impacto transcendeu as fronteiras do país natal do indivíduo e alcançou outras pessoas em outras terras.
Os indivíduos que fizeram o esforço de aprender as necessárias lições evolutivas e kármicas no passado irão expressar qualidade naturais de liderança em qualquer nível evolutivo em que se encontrem. Eles serão a personificação da autodeterminação e podem atuar como modelos para outras pessoas que desejam se motivar da mesma maneira. Esses indivíduos compreenderão que são responsáveis por suas próprias ações, e não empregarão meios desonestos para alcançar suas ambições. E bastante comum que eles sintam um intenso desprezo e forte repulsa por aqueles que recorrem a maneiras desonestas para atingir suas metas, e também não têm medo de enfrentar aqueles que usam essas táticas. A pessoa com Plutão na Décima Casa expõe assim outras pessoas às motivações que faz com que ela atue da maneira como o faz. Ao fazer isto, ela tem o potencial de influenciar os outros levando-os na direção de um padrão mais elevado de conduta.
E bastante comum que um ou ambos os pais desses indivíduos tenham apoiado, encorajado e compreendido o que eles precisavam fazer com suas vidas. Algumas vezes um dos pais fornece apoio e o outro não. Algumas vezes aquele que não dá apoio se aproxima para ver se o caminho que o indivíduo precisa percorrer é adequado para ele, mesmo que isto não esteja de acordo com os desejos do pai ou da mãe.
Além disso, a Décima Casa ou Capricórnio são os arquétipos através dos quais todos ficamos frente a frente com nossa mortalidade, e com o tempo e o espaço em si. Estes arquétipos produzem a consciência de que temos um determinado intervalo de tempo para cumprir nossos destinos. Conseqüentemente, os indivíduos com Plutão na Décima Casa sentem essa consciência mais intensamente do que aqueles que não têm Plutão nessa casa ou nesse signo.
Esta consciência acarreta lições de maturidade social e emocional; de crescer e ir em frente. Ela precisa ocorrer para estimular a consciência do senso de oportunidade nas nossas vidas, e para que a organização estrutural da realidade em qualquer nível de aplicação mude e evolua com o tempo e através do tempo. A ascensão e queda das nações, a mudança das estações, e a natureza e a estrutura em evolução da realidade de um indivíduo reflete esse fato. Esta consciência, com a necessária reflexão, estimula uma mudança estrutural. Esta mudança ocorrerá com relação aquilo que está obsoleto ou cristalizado para que o crescimento em qualquer nível de realidade possa ocorrer. Esta consciência, quando negativamente expressa num indivíduo, produz um senso de inutilidade e pessimismo: "Para quê?" Quando positiva, ela produz as motivações necessárias para a realização do que o indivíduo está aqui para fazer.
A semelhança do que ocorre na Quarta Casa, os indivíduos com Plutão na Décima Casa, em quase todos os casos, mudaram de sexo em suas mais recentes encarnações; algumas vezes a vida atual é a primeira experiência no sexo oposto em muitas vidas. Isto geralmente indica que um estado de desequilíbrio foi alcançado e que o crescimento evolutivo não mais poderia ocorrer através do sexo anterior. Por conseguinte, com um propósito evolutivo, eles trocaram de sexo para estimular o equilíbrio e um crescimento posterior. A mudança hormonal que resultou da mudança de sexo pode produzir um grande número de estados emocionais e sentimentos com os quais o indivíduo tem dificuldade em se relacionar, que dirá controlar. Estas emoções parecem ter vida própria. A necessidade evolutiva é que o indivíduo se torne consciente da fonte do estímulo que produz os estados de espírito e as emoções ao invés de se tornar vítima deles. Desse modo, o autoconhecimento aumentará — o que estes sentimentos estão me dizendo a respeito de mim mesmo?
O ponto de polaridade é a Quarta Casa ou Câncer. O desígnio evolutivo é que o indivíduo aprenda a desenvolver a segurança, a identidade e a plenitude interior bem como que ele alcance uma realização pessoal que não esteja vinculada ou ligada à necessidade de sucesso ou de posição social. Esses indivíduos estão aprendendo a ver a si mesmos sem as armadilhas e a segurança proporcionadas pela sua função social ou profissão.
Além disso, eles estão aprendendo lições emocionais. Um dos caminhos através do qual estas lições emocionais irão ocorrer é nas situações familiares. Isto pode envolver um ou ambos os pais, o conjugue ou os filhos ou ambos. Os indivíduos com Plutão na Décima Casa geralmente vivenciam choques emocionais recebidos de um ou ambos os pais, dos filhos ou do cônjugue. Estes choques forçam um profundo auto-exame. A perda de um dos pais pode produzir esse efeito, por exemplo. Pais extremamente críticos que não compreendem a individualidade da criança podem forçar a pessoa a se voltar para dentro de si mesma. A razão kármica dessas condições na vida do indivíduo é forçar o auto-exame numa base emocional interior. Este processo precisa ocorrer para que eles possam compreender a natureza e os fundamentos das suas emoções bem como para criar um senso de segurança interna que não esteja ligada a condições externas. Além disso, ele exige que o indivíduo descubra a dinâmica interior que cria esta necessidade kármica. Se o indivíduo puder aceitar a responsabilidade por essas condições de vida, o resultado será o autoconhecimento.
As dificuldades familiares que esses indivíduos podem vivenciar através dos seus filhos poderá forçá-los a se examinarem mais do que jamais o fizeram anteriormente. Eles poderão ter crianças "problema", ou crianças muito conscientes que produzem confrontações internas que forçam o indivíduo a examinar o que fazem e por que o fazem.
Na presença de outras circunstâncias evolutivas e kármicas, o indivíduo com Plutão na Décima Casa na qualidade de pai ou mãe poderá negligenciar seus filhos em função de obrigações profissionais e talvez nunca cheguem realmente a conhecê-los. Conseqüentemente, as crianças nunca realmente conhecem o pai ou a mãe. O abismo resultante produz a culpa que mais uma vez obrigam ao exame de si mesmo. Em todos os casos, esses choques e confrontações emocionais forçam esses indivíduos a examinar quem e o que eles são, bem como a analisar as razões e a dinâmica que determinaram seu comportamento emocional, intelectual, espiritual ou físico. Eles precisam refletir a respeito de como eles identificaram a si mesmos e o que constitui sua segurança num nível emocional.
Freqüentemente a carreira ou posição social "correta" é negada ou karmicamente bloqueada nesta vida ao indivíduo com Plutão na Décima Casa para impor essas mesmas lições. Em outros casos, essa negação ocorre em virtude de anteriores abusos de poder. Ser refreado dessa maneira impõe as mesmas lições. Ou o indivíduo pode nascer numa classe especial ou herdar uma determinada posição social. Contudo, muitos de alguma maneira perderão a posição ou cairão em desgraça. Alguns simplesmente se cansarão da sua posição social e a abandonarão. Um exemplo clássico de "cair em desgraça" é o de Richard Nixon. Sua derrubada do poder e a resultante desgraça forçou Nixon a examinar a si mesmo de uma maneira como jamais havia feito antes.
O desígnio evolutivo favorece o exame a fim de descobrir como a identificação com a carreira ou a posição social pode ter criado uma base de segurança emocional. Esses indivíduos irão necessariamente refletir a respeito da sua dinâmica interior de uma maneira que os faça se tornarem conscientes de como eles determinam sua realidade, sua auto-imagem e sua segurança. Esta reflexão proporciona a oportunidade de alterar padrões de identidade obsoletos ou cristalizados. Desse modo, esses indivíduos aprenderão a se reorganizar e a criar uma nova auto-imagem que não dependa da carreira ou da função social. Eles aprenderão a aceitar a responsabilidade pelas suas próprias ações bem como as condições da sua vida e da sua realidade. Dessa maneira, eles podem progressivamente aprender a interiorizar suas necessidades de segurança e eventualmente desenvolver uma atitude de que mesmo que tudo que possuírem lhes for tirado, ainda assim eles estarão bem. Quanto mais essas lições forem compreendidas, mais rápido os possíveis impedimentos a uma carreira significativa serão removidos. Sua necessidade de reconhecimento e poder social poderá então ser satisfeita sem esforço através de qualquer função social que sua capacidade evolutiva e kármica possa exigir.
A medida que essas lições são colocadas em atividade, esses indivíduos podem alcançar um equilíbrio no qual o seu período de intimidade se associa aos seus deveres e responsabilidade externas. Eles aprenderão que os valores e as convicções que condicionam suas idéias a respeito do que a vida é e como ela deve ser vivida são puramente subjetivos; suas opiniões se aplicam exclusivamente a si mesmos em relação aos seus próprios padrões de conduta.
Conseqüentemente, eles aprenderão a não julgar negativamente os valores e as convicções das outras pessoas. Eles aprenderão ainda a aceitar a responsabilidade pelas suas próprias vidas, bem como os deveres e as obrigações que as acompanham. Ao fazê-lo, eles podem motivar e inspirar outras pessoas a fazerem o mesmo. Através da autodeterminação, eles serão capazes de atingir suas metas e ambições de uma maneira honesta e não manipuladora e também de encorajar os outros a fazerem o mesmo. Se tiverem filhos, aprenderão a se tornar pais responsáveis que são intensamente produtivos e bondosos, mesmo que a criança seja uma criança "problema".
As características comuns aos indivíduos com Plutão na Décima Casa ou Capricórnio incluem: ciclos de reconhecimento emocional, necessidade de reconhecimento e poder social, são bons organizadores a não ser que sofram a interferência de outros fatores, são líderes inatos, possuem uma profunda e penetrante compreensão de como os "sistemas" funcionam, são ambiciosos, sérios, pragmáticos, apresentam tendência à ansiedade, são dados a ciclos de depressão, são autocratas e hipócritas.
PLUTÃO NA DÉCIMA PRIMEIRA CASA OU EM AQUÁRIO
Os indivíduos que têm Plutão na Décima Primeira Casa ou em Aquário vêm aprendendo a se libertar de formas cristalizadas e obsoletas de autodefinição conforme é refletido através do efeito composto da sociedade, parentes, amigos ou qualquer outra coisa pela qual o indivíduo tenha sido influenciado em seus primeiros anos de vida. Na verdade, o desígnio evolutivo foi o de enterrar o passado.
De um modo geral, existem três maneiras pelas quais os indivíduos com Plutão na Décima Primeira Casa reagem a esse desígnio evolutivo. Alguns deles vêm aprendendo a deixar para trás tudo o que representa o passado nesta e em outras vidas. Ao tentar se liberar das algemas do passado, eles aprenderam que eles realmente são além da influência cumulativa das associações culturais, das informações recebidas dos pais ou de qualquer coisa que tenha aprendido a ser ou na que tenha sido levado a acreditar.
Em decorrência disso, estes indivíduos precisaram rejeitar qualquer situação que arbitrariamente os defina; que lhes diga quem e o que ser e como agir. Ao se rebelarem, eles aprenderam a desviar qualquer agente externo que tenha tentado limitar ou defini-los de alguma maneira que não vibrasse naturalmente em uníssono com o que eles sentiam que eram ou que estavam tentando se tornar. Desse modo, os indivíduos com Plutão na Décima Primeira Casa vêm aprendendo a se afastar, a fugir, do curso principal da sociedade. Eles vêm aprendendo a resistir a se deixarem algemar, condicionar ou serem definidos pelos costumes da sociedade. Além disso, eles vêm aprendendo a se ver fora dos limites do tempo e do espaço e desenvolveram desse modo um senso de objetividade e desapego. E como se eles tivessem aprendido a se colocar na linha lateral da atividade humana, observando de longe a si mesmos e as outras pessoas. Em decorrência disto, eles estão desligados do vínculo de quaisquer forma de identidade nacional ou cultural.
Como resultado dessa reação evolutiva, esses indivíduos também aprenderam a romper todos os apegos que possam impedir o crescimento ulterior ou a liberdade de explorar novas maneiras de descobrir a si mesmos. Esses indivíduos desenvolveram a habilidade de detectar os elementos em seu interior que não mais lhes são úteis. Estes elementos podem ser padrões emocionais, desejos, forma de interpretar a realidade interior e exterior e maneiras de relacionamentos consigo mesmos e com a sociedade. Ao se concentrarem nesses elementos obsoletos, esses indivíduos passam a compreender como cada aspecto da sua identidade pessoal influencia e condiciona a manifestação de todos os outros aspectos, e desse modo toda a estrutura.
Apresentando uma simples analogia, este processo é como fazer uma torta. Podemos mudar totalmente o sabor da torta alterando ou eliminando alguns dos ingredientes. De um modo semelhante, esses indivíduos aprenderam a observar a si mesmos de um modo objetivo a fim de compreender como e por que eles são como são e de mudar ou eliminar qualquer "ingrediente" ou componente que possa estar impedindo o ulterior crescimento. Qualquer área da vida a que esses indivíduos se dediquem será estreitamente examinada a fim de expor o que precisa ser mudado ou eliminado. As áreas efetivas da vida às quais esses indivíduos irão se dedicar serão determinadas pelas suas exigências evolutivas e kármicas.
Esses indivíduos possuem uma capacidade inovadora inata causada pela sua necessidade interior de explorar novas abordagens que favorecem uma contínua descoberta individual. Não é raro que outras pessoas rejeitem ou se sintam ameaçadas pela sua abordagem inovadora porque a inovação ameaça as formas tradicionais de se fazer as coisas. Quando a tradição é ameaçada, o senso de segurança também é ameaçado. Em muitos casos, essas inovações estão à frente do seu tempo e não podem ser assimiladas pela estrutura vigente no momento. A mudança é considerada excessivamente radical, por demais afastada da tradição. Até mesmo os estilos de vida de alguns indivíduos com Plutão na Décima Primeira Casa poderão ameaçar a base da sociedade, o fluxo principal das crenças, leis e costumes coletivos. Muitos daqueles que precisaram realizar experimentos através da rebelião ou da rejeição ao passado, criarão novas crenças, costumes, tabus e normas. Estes são os indivíduos que foram e que serão classificados pela sociedade como esquisitos, radicais, revolutivos, ou simplesmente "diferentes."
Alguns desses indivíduos se apossarão ou entrarão em sintonia com as tradições de uma determinada cultura unindo-as às tradições de uma outra. Ao fazê-lo, eles as empregaram de uma nova maneira com relação ao seu contexto ou ambiente sócio-político vigente. Estas são as pessoas que vivem mais ou menos à margem da sociedade, buscando manter amizades com pessoas que pensam como elas. Alguns desses indivíduos até mesmo tentarão criar ou estabelecer novos grupos sociais dentro da sociedade ou cultura existente, ou envolver-se de alguma maneira com um grupo estabelecido de pessoas que também esteja atuando à margem da sociedade.
Em casos extremos, alguns indivíduos com Plutão na Décima Primeira Casa se desligarão completamente do sistema ou sociedade. Eles podem se tornar anti-sociais por sentirem que não existe nenhum papel significativo para eles desempenharem dentro da sociedade, ou nenhuma maneira de integrar ou estabelecer sua visão pessoal ou social dentro do sistema vigente. Eles são chamados de radicais, hippies, fora-da-lei ou subversivos. Em alguns casos, alguns se tornarão vingativos e tentarão destruir ou derrubar o sistema de alguma maneira.
A necessidade evolutiva de aprender as lições de objetividade, desapego, bem como a necessidade de romper todos os apegos que impedem o crescimento podem ocorrer através da vivência de intensos choques emocionais, intelectuais, espirituais ou físicos. Esses golpes podem ocorrer através de amizades íntimas, relacionamentos casuais, encontros fortuitos com outras pessoas, ou através do curso principal da própria sociedade. Uma vez que Plutão na Décima Primeira Casa ou em Aquário pode criar idéias muito rígidas e fixas a respeito de como as coisas deveriam ser, como o indivíduo deveria ser, como as outras pessoas deveriam ser, ou como a sociedade deveria ser, as pessoas que consideram essas idéias excessivamente radicais, limitadas ou irrealistas lançarão os desafios e confrontações necessárias. O efeito é induzir uma consciência objetiva dentro do indivíduo com relação ao seu apego a essas idéias. E o apego que impede o ulterior crescimento. As necessárias confrontações podem levar ao ajustamento ou à eliminação dessas idéias para que novos padrões possam se desenvolver.
Entretanto, em virtude da natureza compulsiva de Plutão e também da necessidade de segurança emocional ligada a essas idéias, o grau de resistência às mudanças necessárias pode ser bastante profundo e intenso. Se esta resistência for mantida, o indivíduo será isolado das outras pessoas. A medida que o isolamento continua, o indivíduo será forçado a examinar a si mesmo, e a analisar por que as outras pessoas não se relacionam mais com ele. O isolamento pode conduzir eventualmente à consciência objetiva das coisas às quais o indivíduo está apegado, e também dos motivos desse fato.
Os arquétipos de Aquário e da Décima Primeira Casa são muito importantes para todos nós porque oferecem a oportunidade de nos modificarmos radicalmente; de deixarmos o passado para trás a fim de desenvolver novas idéias ou formas de nos relacionarmos com nós mesmos. Eles nos permitem fazer experiências com novos pensamentos ou desejos que transformam radicalmente quem nós fomos, e quem nós somos agora. Através desses arquétipos, formamos relacionamento com pessoas que pensam como nós, pessoas que refletem a maneira como encaramos a vida e a sociedade. Desse modo, não nos sentiremos excessivamente excêntricos porque existe pelo menos algumas outras pessoas que estão voltados para a mesma direção que nós.
Os arquétipos de Aquário e da Décima Primeira Casa, portanto, nos permite compreender ou vivenciar aquilo que é diferente e único a respeito de nós mesmos. Vivenciamos essa "diferencidade" através de contraste ou da comparação individual, e formando vínculos sociais com outras pessoas que pensam como nós, o que leva à formação de subgrupos na sociedade. A consciência vivencial da maneira como somos diferentes se baseia, portanto, na observação de diferenças relativas a outros subgrupos pelos quais não sentimos afinidade. Este processo ocorre naturalmente não apenas para promover essa consciência, mas também para criar a consciência em todos nós da nossa ligação ou relacionamento com todas as outras pessoas de uma maneira objetiva.
Desse modo, tornamo-nos objetivamente conscientes do papel individual e ímpar que estamos representando dentro do nosso grupo, dentro da nossa sociedade, e dentro da civilização como um todo. Tornamo-nos conscientes de como uma parte do todo pode influenciar ou alterar a dinâmica do todo. Esta dinâmica pode ser aplicada tanto a indivíduos quanto a grupos. A mudança social ocorre quando um número suficiente de pessoas com idéias semelhantes se unem para realizar uma mudança dentro das estruturas obsoletas da sociedade.
Embora esses arquétipos favoreçam as oportunidades de desenvolvimento tanto individual quanto coletivo, muitas pessoas temem a mudança e têm medo de ser ou se sentir diferentes. Outros indivíduos com Plutão na Décima Primeira Casa ou Aquário reagiram ao impulso evolutivo anterior rejeitando ou revoltando-se contra a necessidade de serem diferentes. Eles sufocarão o impulso interior de romper com o passado. O sentimento de separação que esse impulso produz incentiva essa reação. Lembre-se de que Saturno, bem como Urano, rege Aquário.
Todos os indivíduos com Plutão na Décima Primeira Casa chegarão a esta vida com um profundo sentimento interior de serem diferentes da maioria das pessoas à sua volta. Isto se deve ao desígnio evolutivo anterior de jogar fora o passado, de se desligar dele. Esse desligamento é projetado ou vinculado ao ambiente exterior. No caso daqueles que rejeitaram ou se revoltaram contra essa necessidade e sentimento interior, a esmagadora necessidade e o desejo compulsivo de pertencer a um grupo de pessoas representarão uma intensa motivação. Na verdade, esse desejo atua como uma compensação emocional e psicológica para bloquear ou contrariar o sentimento interior de "diferencidade" e desprendimento. Essas pessoas tentam se ajustar às normas e leis sociais vigentes na sociedade. Desde que todo mundo esteja fazendo aquilo, não importa o que seja "aquilo," eles também o farão a fim de pertencer ao grupo.
Qualquer grupo social cria "normas" de comportamento, bem como a pressão aberta ou disfarçada para que essas normas sejam obedecidas. Os indivíduos que reagem dessa maneira tornaram-se compulsiva e totalmente dependente do grupo a que pertence para nutrirem um senso de realização e significado pessoal. Sua individualidade, seu objetivo, seus valores e convicções são simples extensões das "normas" do grupo que pertencem. Não obstante, apesar dessa compensação, esses indivíduos ainda se sentem diferentes. É esse sentimento que provoca até certo ponto a necessária objetividade e o desapego. Não importa o que o indivíduo faça para se sentir "normal", para pertencer ao grupo, ainda assim eles se sentem diferentes.
Este sentimento provocará a típica pergunta plutoniana "por quê?" No que diz respeito ao livre arbítrio que todos nós possuímos, esses indivíduos vêm aprendendo a fazer a escolha entre se dedicar ao que é diferente neles independentemente de aonde isso possa conduzir, ou negar ou sufocar o que é diferente independentemente das conseqüências. Alguns fizeram algumas tentativas de se libertar, apenas para recuar depois e tentar novamente. Outros avançaram bastante e estão finalmente a caminho de adotar e desenvolver de alguma maneira sua individualidade socializada. Outros permanecem completamente presos ao controle do grupo a que pertencem.
O terceiro segmento de indivíduos com Plutão na Décima Primeira Casa ou Aquário reagiram ao impulso evolutivo anterior defendendo apaixonadamente as tradições do passado. Esses indivíduos temeram ser diferentes; temeram a experimentação, novas perspectivas, novos modelos, e novas maneiras de fazer as coisas. Ao invés de se desligarem e se desapegarem do passado, essas pessoas manifestaram um controle fixo e mortal sobre o passado — uma reação totalmente saturnina. O primeiro segmento de pessoas manifestou uma reação uraniana a este desígnio evolutivo anterior. O segundo segmento de pessoas manifestou reações ao mesmo tempo uranianas e saturninas. O último grupo é certamente saturnino. Contudo, até mesmo as pessoas que reagem desta última maneira, sentir-se-ão diferentes porque perceberão que o "tempo" está passando por elas. Estas pessoas recusam-se a mudar. A vida individual e coletiva está sempre crescendo, sempre num estado de transformação, de evolução. E exatamente este processo óbvio que essas pessoas temem porque praticamente qualquer mudança, qualquer afastamento da tradição, é visto como possível de debilitar ou ameaçar a antiga ordem e estabilidade da maneira que as coisas costumavam ser.
Esses indivíduos usam a antiga ordem como uma panacéia para corrigir as adversidades do momento, bem como para projetar no futuro "a maneira" como as coisas deveriam ser. Ao invés de se permitirem desenvolver uma nova perspectiva a ser aplicada a um mundo em transformações, eles projetam uma perspectiva antiga e desgastada sobre o futuro como a cura para os problemas de hoje. Esta tendência reflete o fato de que esses indivíduos estão sufocando internamente, de uma forma desesperada, os impulsos interiores de se libertarem das suas vidas anteriores bem como a dos padrões de associação de identidades nelas fundamentados. Eles também formarão vínculos sociais ou amizades com pessoas com idéias semelhantes às deles. Na qualidade de indivíduos, e também como grupo, eles podem desenvolver a objetividade e o desapego através do isolamento da sua subcultura dentro do contexto da sociedade. Estes indivíduos, bem com o subgrupo, são diferentes quando comparados com outras pessoas que não são sensíveis às suas idéias sociológicas e às suas identidades.
Combinações divergentes, ou que interragem entre si, dessas três maneiras diferentes de responder aos arquétipos da Décima Primeira Casa ou de Aquário dão origem a todas as possíveis subculturas dentro de uma sociedade. Numa expressão negativa do arquétipo da Décima Primeira Casa ou de Aquário, um grupo ou uma combinação de grupos pode tentar influenciar, controlar, ou eliminar um outro grupo por razões de segurança e poder. Este esforço reflete o desejo egocêntrico de separação e pode provocar uma mentalidade estreita e o apego ao invés de a objetividade e o desapego. Um indivíduo pode reagir a uma outra pessoa da mesma maneira pelos mesmos motivos. Numa expressão positiva, as diferenças individuais e de grupos serão toleradas, aceitas e encorajadas. Ocorrem combinações de reações positivas e negativas quando os grupos marginais extremos, quer ultraliberais quer ultraconservadores, aparentam ameaçar a estabilidade ou a segurança de todo o grupo.
Existem pistas no mapa de nascimento que indicam quais as inclinações do indivíduo com Plutão na Décima Primeira Casa com relação à identificação do grupo. Se a tendência ao mapa como um todo sugere um conformismo e a ênfase na tradição, o indivíduo provavelmente se identificará com o curso principal da sociedade. Caso o mapa indique o não conformismo, o indivíduo provavelmente se identificará com grupos marginais. Se o mapa sugerir a introversão, o indivíduo terá poucos amigos, e não se associará a nenhum grupo particularmente; ele poderá possivelmente formar um grupo de uma só pessoa.
Além disso, também precisamos levar em consideração a condição evolutiva do indivíduo. Aqueles no estado gregário irão pertencer a grupos que acompanham o curso principal da sociedade. Os que estão no estado individualizado pertencerão a grupos com uma mentalidade mais independente. Os indivíduos no estado espiritual se associarão a grupos espirituais. A associação da condição evolutiva com o equilíbrio de energia do mapa, i.e. a introversão, o conformismo e assim por diante, proporcionará um entendimento razoável com relação a determinar os subgrupos dentro de uma sociedade pelos quais o indivíduo sentirá afinidade. Eis alguns exemplos que ilustram este ponto: uma pessoa introvertida e espiritual provavelmente se afastaria de qualquer interação com o grupo; um tipo introvertido e conformista seria um seguidor silencioso do grupo formado pelo curso principal da sociedade; uma pessoa extrovertida e individualizada poderia ser o líder de um grupo dissidente, e assim por diante.
O signo de Plutão nos fornecerá pistas adicionais. Por exemplo, uma pessoa com Plutão em Virgem poderá ser extremamente tímida e se sentir intimidada por grupos sociais. Ela poderá criticar o grupo ao qual está ligada e poderá ser criticada por ele. Está pessoa poderá conseguir encontrar um outro grupo que reflita suas próprias idéias, e este grupo poderá criticar todos os outros grupos que sejam diferentes. Como exemplo, muitas pessoas que pertencem ao grupo punk de rock que predomina hoje em dia na sociedade têm Plutão em Virgem. Não apenas como grupo, mas também como indivíduos, eles tendem a reagir da maneira descrita acima.
Em qualquer condição que encontremos indivíduos com Plutão na Décima Primeira Casa, todos certamente terão tido a necessidade evolutiva de desenvolver a objetividade e o desapego, de romper vínculos que possam estar impedindo o crescimento ulterior, e de formar ligações de grupos com almas semelhantes. De um modo geral, todos precisaram desviar o impacto de outros grupos ou indivíduos a fim de aprofundar a consciência de sua própria individualidade. Todos precisaram vincular seu objetivo individual a um objetivo socializado, a um objetivo de grupo, e a uma razão socializada de existir. Dependendo do desenvolvimento evolutivo e o da dinâmica kármica, alguns indivíduos com Plutão na Décima Primeira Casa tiveram, e terão, a capacidade de liderar um grupo de pessoas ou toda uma nação. O magnetismo natural de Plutão pode atrair outras pessoas que percebem que a pessoa com Plutão na Décima Primeira Casa tinha e tem algo poderoso a oferecer.
Muitas dessas pessoas, com base no desenvolvimento anterior, possuem a capacidade inerente de compreender as necessidades dos grupos, e de pôr a nu os fundamentos das dinâmicas do grupo para compreender todos os papéis e as funções individuais que constituem um grupo. Aqueles que possuem a capacidade de liderança e são "voltados para o futuro" podem desenvolver perspectivas sociais abrangentes relacionadas com o mundo como um grupo de pessoas ou uma sociedade deveria mudar para poder progredir e crescer. Eles farão experiências, tentarão novas idéias, e farão ajustes quando necessário. Em determinados casos, eles experimentarão novas idéias mas depois resistirão a alterar o projeto até mesmo diante de uma intensa confrontação, ocasionando desse modo sua própria ruína, ou a ruína das suas idéias. Outros poderão tentar aplicar antigas perspectivas a novas situações. Um líder desse tipo poderá atrair seguidores durante algum tempo, mas como as idéias são velhas, a queda em geral é inevitável. Num outro nível, a repulsão natural de Plutão também pode criar o total isolamento para alguns indivíduos com Plutão na Décima Primeira Casa por todo um grupo ou subgrupo. Precisamos examinar a natureza global das características e dos antecedentes kármicos do indivíduo para poder determinar a necessidade evolutiva e kármica dessa situação.
O ponto de polaridade é a Quinta Casa ou Leão. O desígnio evolutivo determina que o indivíduo deva aprender a assumir o comando do seu destino. Ele precisa aprendera implementar suas idéias a respeito de si mesmo, aquilo que ele considera possível para sua vida, as metas que deseja alcançar, e as idéias relativas e futuras possibilidades. Um dos sintomas mais comuns que os indivíduos com Plutão na Décima Primeira Casa vivenciam é pensar a respeito de possibilidades a respeito do seu futuro que não são levadas adiante. Este sintoma é uma reação reflexa ao desígnio evolutivo anterior de se libertar do passado. Nesta vida, este efeito cria apenas uma insatisfação com o presente enquanto as idéias não acionadas. Por conseguinte, o desígnio evolutivo atual está ensinando a essas pessoas a transformar essas idéias em ação assumindo o comando do próprio destino e moldando-o segundo a tendência que esses pensamentos lhes estão sugerindo. A fim de realizar isto, esses indivíduos precisam aprender a minimizar suas necessidades de segurança e seus padrões de dependência das outras pessoas dizendo a elas que não há nada de errado em eles fazerem o que eles quiserem fazer. Eles também precisam aprender a não ficar esperando que todas as outras pessoas ajam para então agir, e também a não esperar que os outros apóiem suas idéias com relação a estratégias para si mesmos e para as outras pessoas.
Aqueles que foram repelidos pelos outros ou pela sociedade, que foram forçados a permanecer no segundo plano, precisam aprender a desenvolver seu propósito individual e ligá-lo a uma necessidade socialmente relevante. Eles não podem permanecer em segundo plano, atirando pedras e insultos num sistema que não está se comportando de acordo com seus desejos.
Esses indivíduos precisam, de um modo geral, aprender que seu poder repousa no fato de que eles são diferentes, e que não há qualquer problema em se ser diferente. Ao aprender a agir e implementar, eles podem se tornar líderes efetivos em qualquer área na qual estejam evolutiva e karmicamente destinados a atuar. Todos os indivíduos com Plutão na Décima Primeira Casa possuem o poder intrínseco de agir como instrumentos de uma mudança inovadora e criativa em qualquer área da vida que venha a escolher. Até mesmo os defensores apaixonados do passado podem exercer uma influência positiva na qualidade de agentes estabilizadores se as mudanças estiverem ocorrendo depressa demais ou tiverem se desviando nitidamente do seu caminho.
Todos esses indivíduos precisam aprender a se desvencilhar, a serem objetivos e a romper com as suas perspectivas mais caras a respeito de como as coisas deveriam ser, quando essas idéias ou perspectivas não forem adequadas à situações em pauta. Através de desafios ou confrontações ambientais eles precisam aprender a mudar objetiva e impessoalmente o que precisa ser mudado. A armadilha em potencial é permanecer desapegado numa oposição estóica contra aqueles que não concordam com eles, ou seja, não mudar.
Todos esses indivíduos podem vivenciar choques emocionais, desapontamentos, abandonos e rejeições em suas amizades. Esse tipo de desamparo repentino ocorre para impor a lição de assumir o próprio destino. A eliminação da dependência das outras pessoas só fazem reforçar esta lição. Além disso, este tipo de evento provocará a lição relativa ao conhecimento de quem realmente é amigo e quem não é. Essas pessoas, de um modo geral, só terão, ou só lhes serão concedidos, alguns amigos íntimos em qualquer época da vida. Em determinados ciclos, elas poderão vivenciar uma total falta de amizades.
Ao aprender essas lições, os indivíduos com Plutão na Décima Primeira Casa poderão desempenhar vários papéis socialmente significativos. Sua inventividade e criatividade natural poderão reluzir. A metamorfose resultante produzirá indivíduos autoconfiantes que possuem o poder de compreender objetivamente quem e o que são, por que são do jeito que são, e qual a melhor forma de transformarem em realidade seu propósito criativo dentro do contexto de uma necessidade social. Nesse entendimento, esses indivíduos poderão assumir papéis socialmente relevantes e significativos, papéis que possuem o poder e o potencial de transformar as barreiras existentes que estão tolhendo o ulterior crescimento e evolução na área da vida ao qual estiverem se dedicando. Do mesmo modo, esses indivíduos podem ocasionar esse entendimento em outras pessoas, até mesmo em nações inteiras.
Entre as características comuns às pessoas com Plutão na Décima Primeira Casa ou Aquário encontram-se as seguintes: um comportamento que varia entre ser extremamente anti-social, seguir a multidão e até defender apaixonadamente a tradição, um sentimento intrínseco de ser diferente, padrões de pensamentos obsessivos e compulsivos, inovadores, singulares, criativos, bons amigos, ciclos de extremo desapego dentro de ciclos de intensa concentração sobre si mesmos, potencial para um comportamento repentino e errático, iconoclastas, difíceis de realmente serem conhecidos ou corretamente definidos, arredios.
PLUTÃO NA DÉCIMA SEGUNDA CASA OU EM PEIXES
Os indivíduos que possuem Plutão na Décima Segunda Casa ou em Peixes tiveram o desígnio evolutivo anterior de se vincular a algum tipo de sistema transcendental de crenças a fim de compreender a unidade de toda a Criação, e de ver ou vivenciar a própria individualidade como uma extensão da Fonte de Criação. Ao fazer isto, eles podem espiritualizar todos os aspectos das suas vidas.
De um modo geral, a Décima Segunda Casa e Peixes são a combinação de todas as outras casas, signos e planetas. E o arquétipo que descreve a totalidade da vida e da realidade neste e em outros planos de existência. Ao mesmo tempo, também é o arquétipo no qual a Causa Primeira de tudo que constitui a vida e a realidade é sentida e precisa ser conscientemente desenvolvida e compreendida pelo indivíduo.
Aqueles que possuem Plutão na Décima Segunda Casa tiveram um desejo acentuado e direito de dissolver todas as barreiras que possam impedir a incorporação do seu poder individual ao todo cósmico a fim de vivenciar ou compreender a Fonte Suprema do poder. Essas barreiras podem ser de natureza emocional, intelectual, física ou espiritual. A necessidade evolutiva de eliminar todas as antigas barreiras que possam impedir a identificação individual direta com a Causa Primeira exigiu que esses indivíduos se envolvessem com um sistema transcendental de crenças por meio do qual o processo de espiritualização pudesse ou possa ocorrer.
Houve um desejo e uma necessidade de buscar e compreender valores, crenças ou um conhecimento que transcendam o tempo e o espaço, e que também transcendam valores baseados na cultura. Enquanto que o arquétipo da Décima Casa ou de Capricórnio produziu a compreensão da mortalidade do indivíduo a partir de um ponto de vista egocêntrico, Plutão na Décima Segunda Casa ou em Peixes produz o conhecimento ou a compreensão da imortalidade do indivíduo, do infinito a partir do ponto de vista da Alma. A Décima Casa ou Capricórnio está correlacionada com o tempo e o espaço. Peixes e a Décima Segunda Casa com a intemporalidade e o infinito. O processo de expansão que basicamente começou na Sexta Casa e em Virgem culmina na Décima Segunda Casa e em Peixes através da metamorfose que produz uma fusão do ego individualizado com a Causa Primeira.
Em decorrência disto, os indivíduos com Plutão na Décima Segunda Casa chegarão a esta vida com um profundo sentimento interior de que estão sobre um precipício. Atrás deles está a luz do mundo conhecido (seu passado, e o que simboliza a cultura, o tempo e o espaço); e à sua frente repousa a escuridão do infinito; o abismo (seu futuro, e o que simboliza a intemporalidade e o Universo). Ao se erguerem sobre o precipício, esses indivíduos enfrentam escolhas a respeito de que direção tomar para trás, para frente, ou permanecer sobre o próprio precipício, paralisados, sem poderem avançar em qualquer direção.
As decisões que o indivíduo tomou no passado influenciarão o que será vivenciado nesta vida com relação a este desejo, desígnio e necessidade evolutivos. As escolhas determinarão em que estado ou condição o indivíduo se encontrará nesta vida.
Precisamos descobrir como, o indivíduo respondeu a este desígnio evolutivo anterior. Como em todas as casas e signos, os desejos que coexistem em Plutão e na Alma, um de retornara Causa Primeira, o outro de se separar da Causa Primeira, interagem para determinar as reações e os impulsos do indivíduo. Entretanto, com Plutão na Décima Segunda Casa, a própria natureza da necessidade evolutiva anterior era se fundir ou se identificar com a Fonte da Criação; de universalizar ou espiritualizar.
Por conseguinte, a própria essência da identificação egocêntrica dentro do indivíduo estava sendo eliminada e dissolvida. Qualquer forma ou aplicação de separação da Causa Primeira esteve sujeita a esse impulso evolutivo fundamenta] de dissolver os desejos de separação. As três reações fundamentais a este processo evolutivo da Décima Segunda Casa descreverão escolhas que levarão a ações, e por conseguinte às condições evolutivas e kármicas que essas pessoas irão vivenciar nesta vida.
Antes de detalharmos essas três reações e suas conseqüências, vamos analisar as experiências internas e externas mais comuns que esses indivíduos enfrentarão como resultado do desígnio evolutivo anterior. De um modo geral, a maioria deles exerceram um certo grau de resistência ao impulso evolutivo de se fundir e se identificar com a Causa Primeira. A resistência desencadeia ciclos de confusão, desorientação, alienação e desintegração em graus variados de intensidade durante todas suas vidas.
A separação, não importa qual a forma através da qual se manifesta, produz a resistência e a repulsão ao processo de fusão e de entrega. Os tipos de desejo de separação implicam que a maioria desses indivíduos possuem um medo inconsciente de perder o controle das suas vidas de alguma maneira. Conseqüentemente, quase todos os indivíduos com Plutão na Décima Segunda Casa podem se agarrar desesperadamente a qualquer coisa de natureza individualizada a fim de se sentir no controle das suas vidas. E contudo, em virtude do impulso evolutivo, eles também vivenciam a sensação interior de que não importa o que tenham individualizado e ao qual tenham fornecido uma identificação pessoal, não se trata realmente deles, não há uma identificação. Existe algo mais; um elo perdido no qual não conseguem pôr as mãos. Sob um aspecto cíclico, essa sensação interior se intensifica e se torna mais dominante na consciência dessas pessoas.
À medida que isso ocorre, tem lugar a confusão, a alienação e a dissociação. Esses indivíduos se sentirão, bem no fundo, intrinsecamente difusos e não integrados durante esses ciclos. Em decorrência disto, muitos se identificarão excessivamente com um único elemento ou aspecto de si mesmos, e manifestarão tudo o mais através desse aspecto a fim de induzir um senso de individualidade contra a tela de fundo da difusão interior. Em alguns casos, esses indivíduos se identificarão ou assumirão as crenças, as causas ou a identidade de um subgrupo dentro do todo coletivo a fim de criar esse senso de individualidade egocêntrica. Esta área ou aspecto de identificação recebe um enorme poder porque serve como a maneira e o veículo para que eles se relacionem consigo mesmos como indivíduos egocêntricos.
Em determinados casos, esses indivíduos foram, ou podem se tornar, figuras poderosas em virtude do poder expresso ou projetado através desse único aspecto ou dimensão de si mesmos. Alguns deles exerceram ou exercerão uma influência ou um impacto exagerado nas outras pessoas. Através do poder da sua crença em quem eles são, e no que estão fazendo, eles possuem a capacidade de cativar o interesse, a imaginação, o apoio ou a perseguição da consciência da massa. A vida de Jane Fonda reflete essa dinâmica. Fonda tem Plutão em Câncer, retrógrado na Décima Segunda Casa. O Nodo Sul está em Gêmeos na Décima Casa, seu regente planetário, Mercúrio, está retrógrado em Capricórnio na Sexta Casa. Júpiter, regente do Nodo Norte em Sagitário na Quarta Casa, está em Aquário na Sexta Casa em oposição a Plutão. Na primeira parte de sua vida, fonda identificou-se com o movimento contrário à guerra durante a fase do Vietnã. Ao se concentrar nessa identificação e movimento social, ela se tornou um porta-voz dele. Sua jornada ao Vietnã do Norte no auge da guerra acarretou-lhe ou perseguição social ou louvor, dependendo do lado da questão com que cada indivíduo estava envolvido.
A identificação excessiva com um único aspecto do eu induz a compulsão porque pelo menos esse aspecto é familiar e conhecido. Mudar essa maneira de se relacionar consigo mesmo ameaça provocar o desconhecido. Conseqüentemente, ameaça a perda do controle egocêntrico e, portanto, a insegurança pessoal. Entretanto, impulso evolutivo de dissolver essas limitações pessoais criarão necessariamente a confusão, a descrença, a dissociação e a alienação com relação a um aspecto de si mesmos com o qual esses indivíduos mais se identificaram. Durante os ciclos fundamentais, os indivíduos com Plutão na Décima Segunda Casa vivenciarão uma implosão básica que conduz a um colapso ou à desintegração de algum aspecto da sua identidade ou das suas crenças. A medida que o processo de implosão se intensifica, eles vivenciam uma confusão e uma desorientação fundamental. Surge a compreensão: "Isto é realmente eu?" — ou "isto não é realmente eu" ou "existe algo mais do que isto". A medida que o processo se desenrola, esses indivíduos passam a ter a sensação cada vez mais intensa de que não estão no controle ou de que estão perdendo o controle das suas vidas. Além disso, não existe nada que substitua imediatamente aquilo que está sendo dissolvido. Por se sentirem fora de controle, perdidos e confusos, eles são forçados a vivenciar ciclos nos quais nada significa nada, e eles não têm o poder de fazer suas vidas ter qualquer significado. Alguns se debaterão e ficarão perturbados numa tentativa compulsiva e desesperada de restaurar o antigo padrão significativo de se relacionarem consigo mesmos e com a vida numa tentativa de retornar à luz do mundo conhecido; o passado.
Essas compulsões relativas não são apenas desesperadas, mas também estão fadadas ao fracasso. Elas podem dar certo durante algum tempo, mas no final se dissolverão na inexpressividade. Vagando na confusão, muitos desses indivíduos vivenciarão magicamente uma metamorfose na qual um novo pensamento, compreensão, e uma nova dimensão de si mesmos, ou uma nova maneira de se relacionarem consigo mesmos e com a vida emerge da Alma. Este processo parece ocorrer por si mesmo, e não é um produto do processo dedutivo mental do indivíduo.
Esses novos padrões e pensamentos que emergem da Alma são na verdade "inspirados" por fontes divinas, embora muitas dessas pessoas não os identifiquem ou reconheçam como tal. A nova situação nasce simplesmente de si mesma. Existe agora a clareza onde antes havia a confusão, a integração onde havia desintegração, a crença onde havia descrença, a relação onde havia alienação.
Este processo ocorre para ensinar a esses indivíduos não apenas a crença, mas também a consciência de que estão ligados a um todo vivente muito maior; o universal. Eles vêm aprendendo a vivenciar a si mesmos como uma onda individualizada sobre o mar. Este processo está, e esteve, lhes transmitindo ensinamentos a respeito das áreas ou dimensões interiores que estão tolhendo e limitando sua identificação pessoal dentro do todo cósmico; está lhes ensinando como deslocar seu centro de consciência da onda para o mar. Este processo está ainda ensinando a esses indivíduos, voluntária ou involuntariamente, a mergulharem no abismo do infinito, ao invés de permanecerem paralisados sobre o precipício, ou se voltarem para trás para a luz do passado.
Ao mergulharem no abismo do infinito, os indivíduos com Plutão na Décima Segunda Casa estão aprendendo a lição da fé; que o medo da dissolução individual, ou entrega a um poder maior do que eles mesmos, é apenas uma ilusão de desejos de separação refletidos através do ego. Eles vêm aprendendo a fé ao mergulharem voluntária ou involuntariamente no abismo do mar cósmico e vivenciarem, sob um aspecto cíclico, a desintegração de qualquer limitação pessoal que precise ser dissolvida porque estava produzindo uma situação de não crescimento. Após este mergulho no abismo, uma metamorfose terá ocorrido. Ela produzirá uma nova compreensão, a descoberta de uma dinâmica latente dentro do indivíduo, ou uma despedida das brumas da confusão que revela as respostas e as novas direções que eles estavam procurando. Os ciclos de dissolução que conduzem a ciclos de clareza simbolizados pelo mergulho no abismo e pela saída dele, ocorrem por si mesmos. O indivíduo não consegue controlá-los com relação ao seu ego. Esses ciclos ocorrem através da orientação da Alma da pessoa com relação ao desígnio intrínseco das "lições de vida" de Plutão na Décima Segunda Casa. Desse modo, esses indivíduos estão aprendendo a fé. A fé está ligada à percepção vivencial de que de algum modo, ou de alguma maneira, "alguma coisa" corrigiu, e corrigirá, as dificuldades passadas e presentes. Ao vivenciarem revelações e compreensões que parecem surgir espontaneamente na sua consciência, esses indivíduos estarão vivenciando, à sua própria maneira, a orientação ou "comunhão divina".
Muitos indivíduos com Plutão na Décima Segunda Casa conseguiram repelir ou negar o impulso evolutivo de se fundir ou se identificar com a Causa Primeira. Através da negação, esses indivíduos criarão uma fantasia ou ilusão após a outra a fim de encontrar o significado que estão procurando. E como se o sonho ou fantasia simbolizassem o Significado Supremo. A verdadeira natureza dos sonhos ou fantasias está condicionada pelos tipos específicos de desejos de separação que esses indivíduos possuem. Uma vez que todos os indivíduo com Plutão na Décima Segunda Casa estão buscando um senso de significado supremo em suas vidas, esses sonhos e fantasias recebem um tremendo poder. Eles se tornam muito reais para esses indivíduos e se encontram num tipo singular de caminho. Eles se tornam experiências em potencial através das quais o indivíduo buscará descobrir a si mesmo. Essas fantasias e sonhos podem se tornar experiências em potencial por dois motivos:
1. Os desejos inerentes a Plutão se traduzem numa vontade pessoal de transformar esses desejos em realidade. No contexto da Décima Segunda Casa, este processo ensina ao indivíduo que ele é o co-criador da realidade com relação à Fonte Suprema. O poder de realizar esses sonhos e fantasias está portanto ligado à visualização e à crença. Se o indivíduo acredita suficientemente no sonho ou na fantasia, o poder de visualização e de afirmação intrínseco a Plutão na Décima Segunda Casa, ele se tornará realidade.
2. As fantasias podem transmitir ensinamentos ao indivíduo a respeito da natureza das suas ilusões ou delusões oníricas. Um ponto importante a ser lembrado é que esses sonhos e fantasias podem parecer bastante reais para esses indivíduos enquanto eles os estão criando na sua consciência, ou enquanto eles estão sendo efetivamente representados. Até mesmo para um observador externo, a efetivação desses sonhos e fantasias de separação que o indivíduo com Plutão na Décima Segunda Casa cria, parecerá bastante real. Um observador teria muita dificuldade em perceber ou compreender que essas "realidades" estão na verdade baseadas em ilusões e em sonhos porque o indivíduo conseguiu efetivamente concretizá-los: eles as estão representando. Nessa condição, elas constituem a base da realidade verdadeira ou concreta da pessoa. individualizado.
O indivíduo não tem uma idéia consciente de que deseja "bancar deus", ou de que se sente extremamente solitário. Na verdade, sente exatamente o oposto, um problema que costuma atingir a maioria dos indivíduos com Plutão na Décima Segunda Casa. Eles têm muita dificuldade em reconhecer a base verdadeira das suas "realidades oníricas" porque as estão vivendo. Ela é difícil de ser reconhecida porque os motivos e os temores que produzem esses desejos e realidades são bastante inconscientes. Entretanto, como estes desejos possuem uma natureza de separação, não sendo resultado de uma tendência consciente baseada num relacionamento interior com a Causa Primeira, as realidades que são criadas estão destinadas a fracassar de alguma maneira. O balão de sonho certamente estourará fazendo com que a realidade desfira seu ataque. Esses indivíduos enfrentam então o fato de que essa "realidade" era apenas um sonho, a fantasia apenas uma fantasia, e que, no final, eles são deixados sozinhos no precipício, sem significado, satisfação ou paz interior.
Em outras palavras, a necessidade de todos os indivíduos com Plutão na Décima Segunda Casa é sintonizar suas vontades e seus desejos pessoais com as vontades e os desejos da Causa Primeira. Quando isto não ocorre, aquilo que é criado através de desejos egocêntricos e de separação ruirá em algum ponto. Este choque emocional ocorre para que o indivíduo compreenda a natureza e a base dos seus sonhos, ilusões e fantasias. Do mesmo modo como a cadeia nacional começou a ruir, o caso que ele manifestou com base nos seus romances de sexo também se despedaçou. A fantasia construída na sua mente não se equiparou à realidade do caso verdadeiro, o que quase terminou o relacionamento existente. Os choques emocionais de realidade de ambas as situações acionaram um ciclo no qual o indivíduo teve que fazer uma reavaliação total da sua vida: do que estava acontecendo com ele, e por que razões.
A perseguição compulsiva do sonho pode durar muitas vidas porque os sonhos e as fantasias são limitados apenas pelo poder da imaginação do indivíduo. Entretanto, em algum ponto do processo evolutivo, essas pessoas esgotarão seus desejos voltados para a separação e a fuga, e uma fadiga extrema descerá sobre elas. Desiludidos, eles finalmente se voltarão para a Causa Primeira para enfrentar o abismo da infinidade e buscar um relacionamento com o todo Cósmico. Nesse exaurimento de fantasias e desejos de separação que brotam de uma imaginação iludida, todos os indivíduos com Plutão na Décima Segunda Casa compreenderão um dia o antigo axioma espiritual que "a vida é apenas um sonho". Assim como a onda do mar precisa voltar à sua origem, o oceano, todos nós precisamos retornar à nossa Causa Primeira. Quando esses indivíduos alcançarem essa compreensão, eles serão divinamente levados a cumprir algum tipo de "missão" em benefício de todos nós. Esta compreensão ocorrerá tão logo o indivíduo desenvolva um relacionamento consciente com a Causa Primeira de modo que suas ações e desejos estejam diretamente sintonizados com a maneira como ela deseja se expressar através dele.
A resistência e a recusa de fusão com a Causa Primeira pode se manifestar através de outros "sintomas" inclusive a negação de que alguma coisa esteja errada com a pessoa, e com sua vida. Esses indivíduos fingem compulsivamente que tudo está ótimo. Embora sua "realidade" possa não ser o que parece, através da força cega das suas vontades plutonianas da Décima Segunda Casa, eles tentam e fazem tudo ficar bem quer isto seja ou não verdade. Em algum ponto evolutivo e kármico, as conhecidas lentes cor-de-rosa se partirão. As rachaduras no colorido permitem agora que a luz branca e deslumbrante da verdade ilumine sua verdadeira realidade bem como sua situação na vida. As rachaduras ocorrem através da atividade inconsciente autodebilitante, ou através de confrontações ambientais nas quais a realidade produzida por si mesmo debilita aquilo em que esses indivíduos acreditavam. O choque de vivenciar a realidade produz a necessária descrença, dissociação, confusão e alienação que impõe a percepção de como a pessoa estava "obcecada" por algo que era na verdade irreal. Esse tipo de choque faz surgir a consciência de por que o indivíduo estava bloqueando, negando, sendo excessivamente ingênuo, enxergando o que queria enxergar ou recusando-se a reconhecer que alguma coisa estava errada. Esta consciência normalmente ocorre depois que o indivíduo passa um período de tempo necessário sem saber porque. Um dia então, por si mesmo, o necessário conhecimento ilumina a consciência do indivíduo. Quando acontece a mágica dessa clareza e dessa compreensão, o indivíduo é forçado a levar em consideração que algum outro Poder está atuando na sua vida.
Todas as pessoas com Plutão na Décima Segunda Casa chegarão a esta vida com um sentimento supremo e intemporal do certo e do errado. Este senso supremo se reflete num padrão de conduta ideal. Este padrão se manifesta em vários estados de desenvolvimento consciente dentro desses indivíduos, dependendo do seu estado evolutivo. Na maioria deles, ele é sentido como um profundo sentimento interior de como as coisas deveriam ou poderiam ser. Este sentimento interior se desenvolveu por causa do desígnio evolutivo anterior de buscar a identificação com uma verdade ou realidade transcendental. Como resultado desse desígnio evolutivo anterior, todos esses indivíduos julgam em geral a si mesmos, os outros e a vida de acordo com esse padrão ideal de conduta. Quando suas ações e as ações das outras pessoas, ou as ações da humanidade não refletem esse padrão, eles normalmente julgam a si mesmos, os outros ou a humanidade de uma forma negativa em comparação com o ideal. Em virtude dos desejos duplos da Alma, o desejo de retornar à Causa Primeira compete com todos os desejos de separação que se manifestam como sonhos e fantasias de natureza escapista com relação à fusão com essa Causa. Esses indivíduos irão, por conseguinte, julgar a si mesmos, de uma forma delira, com relação ao que deveriam ter feito, ou deveriam estar fazendo. Em resultado disso, muitos deles externam uma intensa perseguição auto-induzida causada pela sua visível incapacidade de fazer a coisa "certa"; de se harmonizar com o padrão ideal de conduta cuja origem suprema está baseada na necessidade evolutiva de fusão com a Causa Primeira.
Conseqüentemente, muitos desses indivíduos também perseguirão ou julgarão outras pessoas no que diz respeito às fraquezas e deficiências delas. Muitos atraíram para si muitas vidas de perseguição a fim de compensar sua culpa por não fazerem a coisa certa. Esta condição serve como a base de projeção na qual eles podem julgar e perseguir outras pessoas por não fazerem a coisa certa de acordo com o padrão de conduta ideal do indivíduo com Plutão na Décima Segunda Casa. Alguns daqueles que atraíram sobre si muitas vidas de perseguição chegarão a esta vida com um sentimento supremo de opressão ou martírio. Eles sentirão que a vida está fora de controle, ou que estão à mercê de forças que fogem ao seu controle. Algumas dessas "vítimas" evitarão ou escaparão compulsivamente da realidade através das drogas, do álcool, ou de qualquer atividade voltada para a fuga. Esta condição Kármica anterior geralmente reflete o fato de que esses indivíduos desejam debilitar e corroer a ilusão de poder a partir de um ponto de vista egocêntrico.
Muitos terão abusado do poder de um ponto de vista egocêntrico anteriormente — o "complexo de deus". Portanto a necessidade de algumas encarnações de perseguição e refreamento nas quais suas vidas estavam à mercê de forças aparentemente fora do seu controle. Aqueles que deixaram de perceber o desígnio dessas condições, de sintonizar sua vontade com uma Vontade Superior, culparam ou culparão compulsivamente tudo e todos para justificar seu comportamento negativo e voltado para a fuga. Alguns permanecerão presos nas prisões que impuseram a si mesmos, definhando em silêncio. Outros serão compulsivos "Florence Nightingales" que tentam ajudar todo mundo, quer ou não as pessoas desejem ser ajudadas. Estes últimos derramarão uma misericórdia indiscriminada sobre todas as pessoas, nada julgando, como se o julgamento em si devesse ser evitado, tratado como um "errado". Na verdade, os indivíduos com Plutão na Décima Segunda Casa precisaram aprender o que realmente significa julgar, o que é o julgamento, o que ele não é, e como julgar adequadamente qualquer aspecto da vida.
Conseqüentemente, muitos desses indivíduos também perseguirão ou julgarão outras pessoas no que diz respeito às fraquezas e deficiências delas. Muitos atraíram para si muitas vidas de perseguição a fim de compensar sua culpa por não fazerem a coisa certa. Esta condição serve como a base de projeção na qual eles podem julgar e perseguir outras pessoas por não fazerem a coisa certa de acordo com o padrão de conduta ideal do indivíduo com Plutão na Décima Segunda Casa. Alguns daqueles que atraíram sobre si muitas vidas de perseguição chegarão a esta vida com um sentimento supremo de opressão ou martírio. Eles sentirão que a vida está fora de controle, ou que estão à mercê de forças que fogem ao seu controle. Algumas dessas "vítimas" evitarão ou escaparão compulsivamente da realidade através das drogas, do álcool, ou de qualquer atividade voltada para a fuga. Esta condição Kármica anterior geralmente reflete o fato de que esses indivíduos desejam debilitar e corroer a ilusão de poder a partir de um ponto de vista egocêntrico.
Muitos terão abusado do poder de um ponto de vista egocêntrico anteriormente — o "complexo de deus". Portanto a necessidade de algumas encarnações de perseguição e refreamento nas quais suas vidas estavam à mercê de forças aparentemente fora do seu controle. Aqueles que deixaram de perceber o desígnio dessas condições, de sintonizar sua vontade com uma Vontade Superior, culparam ou culparão compulsivamente tudo e todos para justificar seu comportamento negativo e voltado para a fuga. Alguns permanecerão presos nas prisões que impuseram a si mesmos, definhando em silêncio. Outros serão compulsivos "Florence Nightingales" que tentam ajudar todo mundo, quer ou não as pessoas desejem ser ajudadas. Estes últimos derramarão uma misericórdia indiscriminada sobre todas as pessoas, nada julgando, como se o julgamento em si devesse ser evitado, tratado como um "errado". Na verdade, os indivíduos com Plutão na Décima Segunda Casa precisaram aprender o que realmente significa julgar, o que é o julgamento, o que ele não é, e como julgar adequadamente qualquer aspecto da vida.
A lição aqui foi, e é, aprender que o "supremo" julgamento se baseia em intenções. As intenções refletem desejos. Desse modo, esses indivíduos precisam aprender a se concentrar nos seus desejos a fim de compreender a ligação com suas intenções. Se o desejo do comportamento certo relacionado com seu padrão ideal de conduta for suficientemente sólido e forte, a intenção de agir dessa maneira virá a seguir.
Analogamente, os indivíduos com Plutão na Décima Segunda Casa precisam aprender a julgar as outras pessoas de acordo com suas intenções. O julgamento interior, que está baseado em suas próprias ações, e a forma pela qual este julgamento se projeta sobre as outras pessoas com relação as ações delas, é o que importa aqui. Como Jesus disse quando a prostituta estava diante da multidão vingativa, "Que aquele sem pecados atire a primeira pedra". É claro que ninguém pôde atirar a pedra. A multidão fundamentava sua raiva num padrão de conduta ideal. Contudo, como Jesus salientou, embora todos tivessem o desejo de agir segundo esses padrões, nenhum deles havia conseguido fazê-lo com perfeição. Entretanto, era adequado julgar internamente o erro da atitude da prostituta, como também era apropriado julgar os erros das suas próprias atitudes comparando-os com o padrão de conduta correta. Não era adequado atirar pedras na prostituta por causa do erro dela. Não era correto porque eles não estavam livres do erro ou do pecado em si mesmos.
O julgamento interior era necessário porque ele desenvolve o veículo para que eles se tornassem mais perfeitos com relação ao padrão de conduta correta. A chave desse julgamento necessário é perdoar a nós mesmos e aos outros pelos nossos fracassos e deficiências porque muito poucos de nós somos perfeitos. A intenção e a decisão de nos tornarmos perfeitos, de nos aperfeiçoarmos, é o padrão supremo com relação ao qual todos nós precisamos ser julgados por nós mesmos, pelos outros, e pela Causa Primeira. E importante praticar esse tipo de julgamento em nós mesmos. Do mesmo modo, os indivíduos com Plutão na Décima Segunda Casa precisam empregar um padrão de conduta supremo a fim de reconhecer os desejos e o comportamento incorretos das outras pessoas de modo a não refletirem, adotarem ou manifestarem o comportamento "errado" das outras pessoas através da ausência do julgamento e do discernimento necessários. No que diz respeito às outras pessoas, esses indivíduos precisam aprender a não emitir opiniões com relação a elas a não ser que isto lhes seja solicitado. Caso isto não ocorra, a melhor estratégia é fazer uma afirmação mental com relação à transformação dessas pessoas.
Alguns indivíduos que estavam karmicamente destinados a desempenhar o papel de mártir ou vítima a fim de compreender suas lições a respeito de julgamento nos deixaram um depoimento inspirador dessa espécie de verdade da Décima Segunda Casa referente ao julgamento e ao perdão. Jesus, é claro, é um exemplo supremo—"perdoai-os Pai, pois eles não sabem o que fazem". Anne Frank, um outro desses exemplos, escreveu em seu diário: "Apesar de tudo, ainda acredito que as pessoas são no fundo realmente boas". Jesus tinha Netuno em conjunção com o Nodo Sul em Escorpião, e seis planetas em Peixes em oposição a plutão e Marte retrógrado em Virgem. O regente do Nodo Norte de Jesus em Touro era Vênus em Peixes. O mapa de Anne Frank tem o Nodo Sul em Escorpião, regido por Plutão na Décima Segunda Casa, com o Nodo Norte em Touro regido por Vênus e Touro na Décima Casa.
A lição evolutiva sobre o julgamento correto é extremamente importante sob um outro aspecto. Muitos indivíduos com Plutão na Décima Segunda Casa possuirão um medo irracional de enfrentar sozinhos a si mesmo. A Alma, no caso de todos os indivíduos com Plutão na Décima Segunda Casa, está ancorada no todo universal ou cósmico. Embora isto também seja verdadeiro com relação a todos nós, os indivíduos com Plutão na Décima Segunda Casa são atraídos para a Fonte Universal com muito mais intensidade do que aqueles com Plutão em qualquer, outra casa: é o seu "ponto central" enfatizado e intensificado. Conseqüentemente, muitos deles vivenciarão essa atração como um profundo vértice interior, como um buraco negro no universo, que ameaça devorá-los no abismo. Temendo a dissolução e a perda de controle, eles podem manifestar todas as formas de comportamento anormal. A paranóia aguda, a neurose, a esquizofrenia e as fobias são manifestações extremas. "Sintomas" menos agudos são os fortes pesadelos, o sonambulismo, o medo de fechar os olhos, não suportar ficar sozinho, a tagarelice constante, fortes padrões de evasão e fuga (precisam sempre estar fazendo alguma coisa até ficar fisicamente exausto), e a recusa ou a negação de tudo que não queiram ouvir, tocar, sentir, vivenciar, provar ou cheirar.
Alguns indivíduos com Plutão na Décima Segunda Casa podem receber "visitas" de outras entidades ou energias. Ou então, eles podem vivenciar sentimentos, emoções, estados de espírito, pensamentos ou desejos de origem "desconhecida". Algumas vezes essas origens são repressões interna que de repente explodem na superfície, outras vezes a origem é a absorção psíquica dos pensamentos e emoções dos outros, e outras vezes ainda a origem é oriunda de "estímulos" de forças ou entidades sobrenaturais.
Todos esses sintomas de comportamento refletem o mesmo desígnio evolutivo: dissolver todas as barreiras que possam impedir um contato direto ou um relacionamento com a Fonte Universal, entrar em sintonia com um sistema de crenças transcendental a fim de encorajar esse relacionamento. Nos piores casos, a resistência a esse processo produzirá a insanidade, a possessão, ou a total desintegração e fragmentação. Em alguns, isto se manifestará como a síndrome de Jesus: indivíduos que estão totalmente iludidos e intoxicados por seus próprios egos, e que se consideram Deus.
O julgamento e o discernimento são necessários para que esses indivíduos aprendam a entender o que está acontecendo dentro deles. Este entendimento só pode ocorrer através do desejo de aderir a um sistema ou estrutura de crenças transcendental a fim de compreender, e colocar na perspectiva adequada, a causa que existe por trás da manifestação de algum ou todos esses sintomas. Desse modo, eles irão aprender a separar as desilusões, ilusões e ficcões da revelação, da verdade e da inspiração divina. O medo do desconhecido será substituído pela fé e pela confiança de mergulhar no abismo do desconhecido, e de ressuscitar ou se transformar. Ao fazê-lo, o medo que alguns desses indivíduos possuem de se dissolver no nada ou na não existência se evaporará.
Com o ponto central ancorado ao universo, alguns dos que reagiram de um modo positivo ao desígnio evolutivo anterior chegarão a esta vida como pessoas sensíveis às forças psíquicas, canais on médiuns inatos. Outros mergulharão totalmente no abismo do infinito com fé e se concentrarão quase que exclusivamente na Causa Primeira. Alguns elementos deste último grupo terão vivenciado revelações absolutas quanto à natureza da criação. Eles perceberão a si mesmos como Seres Cósmicos. Alguns compreenderam ou sentiram a tal ponto "que nada mais funciona" que negaram ou negarão outros aspectos de si mesmos que precisam ser reconhecidos e desenvolvidos — e não sufocados. Cada indivíduo é ímpar. Cada mapa revelará o ambiente evolutivo e kármico anterior que conduziu a qualquer uma dessas três condições.
Outras pessoas com Plutão na Décima Casa chegarão a esta vida sem compreender por que estão aqui, considerando a Terra um ambiente estranho. Esses indivíduos ou passaram muitas outras vidas em outros lugares (em outros planetas), ou ficaram muito tempo desencarnados. Um problema comum a essas pessoas é uma frustração por serem incapazes de transmitir aos outros como eles se sentem e vivenciam a si mesmos.
Alguns indivíduos com Plutão na Décima Segunda Casa tiveram uma série de encarnações de extremo retraimento diante do mundo. Este retraimento pode ter ocorrido em mosteiros, prisões, regiões desertas e assim por diante. O desígnio anterior era de contemplação de si mesmo dentro do todo universal. Algumas vezes esse retraimento era imposto contra a vontade da pessoa através da reclusão, a fim de provocar a mesma lição. Nos casos de reclusão forçada, o elemento da retribuição kármica deve ser levado em consideração e avaliado quanto aos motivos.
Todos os indivíduos com Plutão na Décima Segunda Casa terão uma glândula pineal altamente ativa. Como Manly Hall salienta em The Occult Anatomy of Man, esta glândula era chamada de glândula oculta em outros tempos e outras culturas. Localizada acima da coluna vertebral, no centro do cérebro, as glândulas segregam uma substância química naturalmente transcendente denominada melatonina. Do mesmo modo como a ingestão de LSD, por exemplo, altera o estado de consciência, a melatonina produz o mesmo efeito através da secreção da melatonina. A glândula pineal é estimulada pela luz. que penetra na retina dos olhos. Como essa glândula está altamente estimulada e ativa nesses indivíduos, eles podem vivenciar, de forma cíclica, estados alterados de consciência. O processo é naturalmente espiritualizante. Entretanto, no caso daqueles que não desejaram conscientemente buscar e desenvolver sua espiritualidade, este processo pode produzir os sintomas psicológicos negativos acima mencionados.
A partir de um ponto de vista fisiológico, a melatonina produzida pela glândula pineal sensibiliza todo o organismo. Ao sensibilizar o cérebro (a consciência), os impulsos neurológicos do indivíduo (elétricos) são sensibilizados ou sintonizados com "vibrações mais elevadas", impulsos ou um conhecimento de natureza transcendental. Esta substância causa essa sensibilidade aguçando todos os nossos sensores anatômicos inatos a qualquer estímulo: o tato, o paladar, a audição, o olfato e a visão. Por exemplo, uma pessoa poderá se tornar mais sensível às impurezas dos alimentos. Se ela não tomar cuidado poderá ter problemas no pâncreas (enzimas, produção de insulina), na vesícula biliar, no estômago, no duodeno, no fígado, no tubo digestivo, nos níveis necessários de bactérias no cólon e no intestino, no sistema endócrino, e na força do corpo astral ou etérico. O estresse emocional, psíquico, intelectual ou físico pode produzir problemas fisiológicos e psicológicos, que também podem ser causados pela resistência à atração evolutiva. Quando o indivíduo é extremamente voltado para a rejeição ou é muito reprimido, os piores casos provocam o câncer, tumores, furúnculos ou abscesso.
A partir de um ponto de vista de vidas anteriores, todos esses indivíduos estiveram aprendendo a equilibrar sua necessidade de recolhimento interior com sua necessidade de atividades externas. Este equilíbrio é crítico. Um excesso de qualquer um dos dois pode causar distúrbios emocionais de todos os tipos, a perda de perspectiva, a perda do centro de gravidade, e perturbações psíquicas. Como foi tão fácil para esses indivíduos perderem o contato consigo mesmos, também foi muito fácil para eles perderem a consciência da necessidade desse equilíbrio; de quando devem se recolher ou se isolar e quando não devem. A perda desse contato reflete o processo de dissolução, a identificação excessiva com um aspecto de si mesmos, ou a perseguição de uma fantasia ou tentação onírica após a outra. O ponto de equilíbrio ou o ritmo está sempre mudando, não sendo jamais o mesmo. Esta mudança ocorre porque esses indivíduos também vêm tentando viver no eterno agora, no momento, pois ele reflete simultaneamente o passado e o futuro. Desse modo, foi e é importante desenvolver uma constante sintonia ou consciência interior com relação à natureza inconstante desse ritmo de atividade interior e exterior, e agir de acordo com ele. Se esses indivíduos tentarem seguir essa necessidade à medida que ela ocorrer, eles desenvolverão uma clareza ou uma compreensão sistemática em todos os níveis do seu ser, e das suas atividades mundanas, porque estarão em harmonia consigo mesmos e com o universo. A filosofia chinesa do Taoísmo reflete essa necessidade no conceito denominado wu-wei. Traduzindo de uma maneira simples, significa a não-ação. Se o indivíduo desenvolver uma percepção consciente da necessidade de qualquer momento e agir de acordo com essa percepção, então as suas ações estarão em harmonia com o que é requerido naquele momento. Por conseguinte, não existe ação porque a palavra ação implica agir sobre o momento a partir de um ponto de vista egocêntrico.
As três reações mais comuns a esse desígnio evolutivo anterior, e as condições kármicas relacionadas que ocorrem por causa dessas reações, podem ser simplesmente relacionadas da seguinte maneira:
1. Alguns indivíduos com Plutão na Décima Segunda Casa terão rejeitado, ou repelido, o desejo evolutivo através da força dos seus egos. Desse modo, voltando as costas para o abismo, eles recuaram para a luz do mundo conhecido; o passado. Agarrando-se a algo familiar, à tradição, eles negam qualquer outra força ou fonte além de si mesmos. Eles se intoxicam com seus egos. Karmicamente, essa reação produzirá, de uma maneira constante e progressiva, situações ou condições de vida de uma impotência cada vez maior. As possíveis manifestações incluem a incapacidade física, situações de reclusão, ou circunstâncias de vida nas quais esses indivíduos ficam karmicamente impedidos de poder exercer qualquer tipo de poder.
2. Outros indivíduos pairam sobre o precipício, incapazes de avançar ou recuar, conseguindo dar apenas uns poucos passos em ambas as direções. Eles sentem de um modo geral que existe um universo e uma Causa Primeira ao qual estão ligados, mas contudo ainda estão restringidos por compulsões e pelo medo de avançar demais dentro dele. Existe normalmente uma resistência a se submeterem a um poder maior do que eles mesmos. Sentem ao mesmo tempo uma atração e uma repulsão por desenvolver um relacionamento consciente com esse poder. Por conseguinte, eles praticam seu próprio tipo de espiritualidade nebulosa. Em alguns deles, a necessidade de desenvolver sua espiritualidade só é reconhecida em momentos de crises extremas nas quais tudo o mais falha. Tão logo a crise passa, a necessidade de se dedicarem ao seu lado espiritual também desaparece. E bastante comum que esses indivíduos se envolvam com um trabalho relacionado com a ajuda ao próximo. Karmicamente, eles irão vivenciar a alienação, dificuldades ou rompimentos emocionais, problemas relacionados com o trabalho, perturbações psíquicas, ciclos totalmente inexpressivos, vazios ou fúteis, desilusões, e a insatisfação divina a fim de induzir um desenvolvimento mais ativo do desígnio evolutivo. Alguns desses indivíduos serão figuras altamente criativas que podem transformar nossa visão da natureza do mundo. Um número absolutamente incrível dos atores, escritores e compositores mais bem dotados do mundo têm Plutão na Décima Segunda Casa.
3. Esses indivíduos enfrentaram o abismo e, com fé, deram um mergulho. Desse modo, eles permitiram a si mesmos abandonar todas as antigas barreiras e limitações egocêntricas, e se descondicionar de todas as identificações culturais e sociais. Eles renasceram como um indivíduo através de quem a Causa Primeira estava, e está, se expressando. Em outras palavras, o centro da consciência do indivíduo se deslocou da onda para o oceano. Tornando-se um só com a Causa Primeira, esses indivíduos simplesmente executam as tarefas e os deveres que lhes são pedidos ou que estão destinados a executar. Alguns terão "missões" altamente especializadas a cumprir em benefício de todos nós. Karmicamente, eles estão rapidamente se libertando de qualquer necessidade adicional de estar no plano terrestre. Em algum ponto, eles não mais voltarão a este plano a não ser que o desejem, ou que lhes seja solicitado pela direção da Causa Primeira e dos seus agentes.
As reações um e três não são comuns. A reação dois é sem sombra de dúvida a mais freqüente. E claro que as três reações distintas podem se combinar à medida que o indivíduo acompanha as condições internas e externas da vida. As condições evolutivas e kármicas individuais nos ajudarão a ter uma compreensão abrangente de como e por que cada indivíduo reagiu, e está reagindo a este desígnio evolutivo anterior.
De um modo geral, então, todos os indivíduos com Plutão na Décima Segunda Casa vêm tentando aprender a expandir o centro da sua consciência para encerrar o todo universal: para se tornarem a Plenitude Cósmica, para verem a si mesmos e a todas as outras pessoas como extensões ou reflexos da própria Fonte da Criação. Na Décima Casa, o indivíduo aprendeu a ser uma pessoa cultural com uma identidade nacional. Na Décima Primeira Casa, ele aprendeu a se libertar dessa limitação tornando-se um indivíduo internacional ou planetário. Na Décima Segunda Casa, ele está aprendendo a se tornar um indivíduo Universal ou Cósmico.
Este processo exigiu que esses indivíduos se redefinissem em relação ao tempo e ao espaço, à cultura, a grupos de Almas com idéias semelhantes, a qualquer coisa, enfim, que condicionasse seu senso de identidade separado e pessoal e que não acomodasse sua identidade intemporal e imortal na Causa Primeira, o Mar Cósmico. A necessidade era compreender o papel individual que estavam destinados a representar nas suas diversas vidas, e permitir que a Causa Primeira se expressasse através desse papel.
Desse modo, o indivíduo precisa aprender a abandonar tudo que possa pertencer ao seu passado a fim de se preparar, mais uma vez, para um ciclo evolutivo totalmente novo. Este novo ciclo será representado por Plutão na Primeira Casa. Todos nós continuamos a girar até que o desígnio do arquétipo da Décima Segunda Casa seja totalmente realizado. E um processo de refinamento e eliminação progressiva dos nossos desejos de separação, e do karma que esses desejos produzem.
O ponto de polaridade é a Sexta Casa ou Virgem. O desígnio evolutivo geral é que esses indivíduos desenvolvam métodos mentais ou técnicas práticas e específicas através dos quais eles aprendam a analisar a si mesmos. Ao desenvolver essas técnicas mentais, eles serão capazes de entender como e por que trabalham da maneira como trabalham, e são da maneira como são. Além disso, eles aprenderão progressivamente a ver, vivenciar, ou testemunhar como uma parte está ligada ou associada a uma outra parte, e como uma parte ou condição influencia a expressão de todas as outras partes.
Com relação à sua necessidade de se ligarem a um sistema transcendental de crenças, este ponto de polaridade exige agora que eles aproveitem seu estado meditativo inato através de técnicas de meditação que lhes irão permitir trazer sua ligação ativa com a Causa Primeira para um foco mais experimental e penetrante. Através dessas técnicas e métodos, eles podem examinar com sua mente consciente e racional as dinâmicas dentro da sua totalidade que precisam ser ajustadas, mudadas, eliminadas, ou purificadas em decorrência do bloqueio que essas dinâmicas estão criando.
Além disso, o ponto de polaridade requer que esses indivíduos se dediquem a alguma forma de trabalho de natureza prática e útil para as outras pessoas. O tema principal que deve se tornar realidade é o do servir aos seus semelhantes. Em outras palavras, eles não podem permanecer envolvidos com atividades isoladas e egocêntricas. A forma assumida por esse trabalho não é importante.
Desde que o tema do servir aos seus semelhantes seja satisfeito, a forma é irrelevante. Por outro lado, o tipo de trabalho deverá refletir o que o indivíduo está destinado a fazer aqui; não deve ser simplesmente "qualquer" trabalho. O trabalho correto do indivíduo pode ser determinado pela sua condição evolutiva e kármica natural.
No oriente, o conceito de karma yoga reflete essa necessidade evolutiva. Karma yoga significa que o indivíduo precisa associar o seu trabalho "correto" com relação às suas capacidades e tendências inatas, às suas ações kármicas, e à sua harmonia com a Vontade Divina. Um indivíduo que faça essa associação com seu trabalho está simplesmente cooperando com essa exigência de trabalho e também satisfazendo-a, permitindo que o Divino ou a Causa Primeira se expresse através do trabalho.
Desse modo, o próprio trabalho torna-se um veículo através do qual o conhecimento pessoal, a auto-realização, a autopurificação, a devoção e a humildade são alcançados. O trabalho expresso dessa maneira também beneficiaria todos aqueles que fossem afetados por esse trabalho. O importante é a atitude com relação ao trabalho, não importa quão importante ou insignificante ele possa ser com base nos padrões externos de julgamento. A forma ou o tipo específico de trabalho sempre acontece em resposta às necessidades do todo em qualquer momento no tempo.
O trabalho é necessário porque é em si uma dinâmica que cria um foco através do qual esses indivíduos podem aproveitar e canalizar as energias indefinidas de Plutão nas suas Décimas Segundas Casas. Quando a pessoa está trabalhando, ela está envolvida numa atividade que produz o "processamento" ou a concentração de si mesma através dessa atividade. O trabalho funciona, por conseguinte, como um espelho ou uma lente na qual esses indivíduos podem vivenciar, testemunhar, ver ou analisar todas as emoções, estados de espírito, sentimentos, imagens, disposições de ânimo, dinâmicas interiores e componentes que surgem na sua consciência em decorrência da atividade do trabalho. Desse modo, esses indivíduos podem ajustar, mudar, eliminar, ou purificar componentes ou dinâmicas que possam estar criando bloqueios, que estejam sendo mal empregados ou mal compreendidos, ou sejam ilusórios por natureza.
Além disso, esses indivíduos estão aprendendo lições a respeito da realidade como ela é: não o que eles querem ver, não o que eles cegamente desejam fingir que está acontecendo, não o que eles querem tornar realidade com base em fantasias, ilusões, ou ingenuidade. O desenvolvimento desse desígnio evolutivo atual normalmente requer que esses indivíduos vivenciem ciclos de crises. A crise conduz as situações a um ponto crucial, a um intenso alívio. A natureza e a função da crise é forçar esses indivíduos a lidarem com a realidade como ela é: a verem as coisas exatamente como elas são, e as verdadeiras razões pelas quais elas são como são. A crise pode chegar a essas pessoas através do corpo emocional, físico, intelectual ou espiritual. Muitas delas chegarão a esta vida com desejos ou intenções subconscientes de criar crises para si mesmos.
Algumas vezes esta necessidade de crises pode ser extremamente compulsiva e inconsciente. Em muitos casos, esses indivíduos não têm consciência desse padrão e não compreendem por que as crises parecem estar sempre ocorrendo. Alguns assumirão a atitude de vítima. Outros se resignarão à sua "sorte". Alguns criarão compulsivamente crises nas vidas das outras pessoas ao mesmo tempo que demonstrem gradualmente os relacionamentos que os ligam a elas. Eles os destroem por desejarem subconscientemente dissolver a base que os une às outras pessoas, ou os destroem através das críticas porque eles sentem que os outros deveriam ser punidos do mesmo como eles punem a si mesmos por seus próprios erros. E claro que esse tipo de atividade apenas atrai críticas da parte daqueles em quem eles projetam esse comportamento.
Os indivíduos que abusaram do poder no passado, que ficaram excessivamente intoxicados com seus próprios egos, ou que rejeitaram o desígnio evolutivo anterior vivenciarão extremas limitações com relação a encontrar um trabalho significativo que reflita suas capacidades. Estas pessoas vivenciarão a realidade como ela é através da crise do trabalho subserviente e mundano. Elas terão a impressão de que uma grande mão as está vigorosamente impedindo de avançar. Este efeito kármico ocorrerá para induzir a humildade, para impor a consciência de forças maiores do que elas. Algumas dessas pessoas também vivenciarão problemas ou incapacidades físicas. Esta forma de crise também impõe a análise de por que essa condição existe. Mesmo nessa situação, esses indivíduos estão destinados a assumir alguma forma de trabalho voltada para o servir.
Alguns indivíduos com Plutão na Décima Segunda Casa produzirão trabalhos de valor duradouro. Eles foram e são "divinamente inspirados" de alguma maneira, e servirão de exemplo para que outras pessoas vivenciem a mesma coisa, a fim de serem ajudadas ou de alguma maneira transformadas pela própria natureza do trabalho. Muitos desses indivíduos, contudo, precisam aprender a saber quando reservar algum tempo para si mesmos, pois muitos tornam-se de tal maneira dedicados ao trabalho, sacrificam-se tanto, que não têm tempo para uma vida e uma identidade fora do seu trabalho. Ao não dar atenção à necessidade intrínseca de Plutão na Décima Segunda Casa de equilibrar o trabalho com o descanso e o recolhimento, eles podem se exaurir ou se desgastar. Algumas crises geralmente ocorrerão para fazer com que esses indivíduos prestem atenção nessa necessidade.
A medida que essas lições evolutivas são colocadas em atividade, todos os indivíduos com Plutão na Décima Segunda Casa se transformarão na essência da humildade. Isto ocorrerá através do efeito piramidal invertido no qual a totalidade das forças cósmicas se derramam através do indivíduo. Este refletirá uma iluminação interior que pode iluminar o caminho para as outras pessoas. Este efeito pode ocorrer em todas as condições evolutivas naturais, e através de qualquer papel que o indivíduo esteja destinado a desempenhar dentro do plano cósmico. Nas suas manifestações mais elevadas, esses indivíduos poderão ser a personificação viva do princípio taoísta do wu-wei; suas ações estarão numa precisa harmonia com tudo que lhes possa ser exigido em qualquer momento.
Entre as características comuns aos indivíduos com Plutão na Décima Segunda Casa estão: profundamente reservados, não são o que parecem ser segundo a interpretação das outras pessoas, profundamente sensíveis, levam as coisas à sério, incrivelmente tímidos no íntimo, extremamente emocionais e, embora possamos não percebê-los, podem ser extremamente bondosos de uma maneira silenciosa. Muitos temores não resolvidos, uma aura de devaneio, sonhos poderosos ou ausência de sonhos em virtude da exaustão, naturalmente sensíveis às forças psíquicas.
Entre as características comuns aos indivíduos com Plutão na Décima Segunda Casa estão: profundamente reservados, não são o que parecem ser segundo a interpretação das outras pessoas, profundamente sensíveis, levam as coisas à sério, incrivelmente tímidos no íntimo, extremamente emocionais e, embora possamos não percebê-los, podem ser extremamente bondosos de uma maneira silenciosa. Muitos temores não resolvidos, uma aura de devaneio, sonhos poderosos ou ausência de sonhos em virtude da exaustão, naturalmente sensíveis às forças psíquicas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário